3Não terás outros deuses diante de mim. 4Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 23Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.
15para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício; 16e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses.
37sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios; 38e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue. 39Assim se contaminaram com as suas obras, e se prostituíram pelos seus feitos.
30Portanto dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Acaso vós vos contaminais a vós mesmos, à maneira de vossos pais? e vos prostituís com as suas abominações? 31E, ao oferecerdes os vossos dons, quando fazeis passar os vossos filhos pelo fogo, vós vos contaminais com todos os vossos ídolos, até hoje. E eu hei de ser consultado por vós, ó casa de Israel? Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não serei consultado de vós.
1Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. 4Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. 5Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), 6todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também. 7Entretanto, nem em todos há esse conhecimento; pois alguns há que, acostumados até agora com o ídolo, comem como de coisas sacrificadas a um ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, contamina-se. 8Não é, porém, a comida que nos há de recomendar a Deus; pois não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos. 9Mas, vede que essa liberdade vossa não venha a ser motivo de tropeço para os fracos. 10Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, reclinado à mesa em templo de ídolos, não será induzido, sendo a sua consciência fraca, a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? 11Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão por quem Cristo morreu. 12Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo-lhes a consciência quando fraca, pecais contra Cristo. 13Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão.
20Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 21Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios. 22Ou provocaremos a zelos o Senhor? Somos, porventura, mais fortes do que ele? 28Mas, se alguém vos disser: Isto foi oferecido em sacrifício; não comais por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência;
14entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem. 20Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificdas a ídolos;
9Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, 13Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. 18Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
23Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra comereis. 24Todavia pode-se usar a gordura do animal que morre por si mesmo, e a gordura do que é dilacerado por feras, para qualquer outro fim; mas de maneira alguma comereis dela. 25Pois quem quer que comer da gordura do animal, do qual se oferecer oferta queimada ao Senhor, sim, a pessoa que dela comer será extirpada do seu povo. 26E nenhum sangue comereis, quer de aves, quer de gado, em qualquer das vossas habitações. 27Toda pessoa que comer algum sangue será extirpada do seu povo.
10Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a extirparei do seu povo. 11Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que faz expiação, em virtude da vida. 12Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum de vós comerá sangue; nem o estrangeiro que peregrina entre vós comerá sangue. 13Também, qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que apanhar caça de fera ou de ave que se pode comer, derramará o sangue dela e o cobrirá com pó. 14Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.
16tão-somente não comerás do sangue; sobre a terra o derramarás como água. 23Tão-somente guarda-te de comeres o sangue; pois o sangue é a vida; pelo que não comerás a vida com a carne. 24Não o comerás; sobre a terra o derramarás como água. 25Não o comerás, para que te vá bem a ti, a teus filhos depois de ti, quando fizeres o que é reto aos olhos do Senhor.
10Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a extirparei do seu povo. 14Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Escrever-lhesCBA
Atos 15:2022Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis estas palavras de exortação, pois vos escrevi em poucas palavras.
23E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios em Antioquia, na Síria e na Cicília, saúde.
Que se abstenhamCBA
Atos 15:2019Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus,
Contaminações dos ídolosCBA
Atos 15:2029Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
43Em seguida, recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixe.
Levando em conta esse sentimento forte entre os judeus, o concilio achou apropriado pedir aos cristãos gentios que se abstivessem da carne sacrificada a ídolos. Isso exigiria uma grande medida de autonegação. O converso precisaria recusar convites a muitas ocasiões festivas, ou, quando presente, se recusar a comer. O indivíduo de consciência escrupulosa também se negaria a comer o alimento oferecido a ele na casa dos outros, a menos que tivesse certeza de que não fora antes oferecido em um templo. Ao mesmo tempo, essa restrição tinha o benefício prático de resguardar os cristãos gentios da tentação de participar de rituais pagãos, ao provarem do alimento e do vinho que faziam parte da adoração a ídolos. Se era preciso se abster de tudo oferecido a ídolos, o cristão zeloso entenderia que era proibido inclusive provar a comida e a bebida no altar ao imperador. Parece que isso foi um problema sobretudo na época em que o Apocalipse foi escrito (ver com. de
14entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem.
Alguns anos depois do concilio de Jerusalém, essa restrição encontrou certa resistência. Em Corinto, as pessoas reivindicavam o direito de comer o que quisessem, e Paulo lhes concedeu esse direito, uma vez que eles poderiam comprar comida nos mercados sem se preocupar se fora oferecida a ídolos, pois “o ídolo, de si mesmo, nada é”. Mas apoiou a restrição com base no amor fraternal e no respeito aos escrúpulos alheios (1Co 8-10; ver com. de Rm 14).
Das relações sexuais ilícitasCBA
Atos 15:2010Tendo Paulo descido, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, pois a sua alma está nele. 11Então subiu, e tendo partido o pão e comido, ainda lhes falou largamente até o romper do dia; e assim partiu. 12E levaram vivo o jovem e ficaram muito consolados. 13Nós, porém, tomando a dianteira e embarcando, navegamos para Assôs, onde devíamos receber a Paulo, porque ele, havendo de ir por terra, assim o ordenara. 14E, logo que nos alcançou em Assôs, recebemo-lo a bordo e fomos a Mitilene; 15e navegando dali, chegamos no dia imediato defronte de Quios, no outro aportamos a Samos e [e tendo-nos demorado em Trogílio, chegamos,] no dia seguinte a Mileto. 16Porque Paulo havia determinado passar ao largo de Éfeso, para não se demorar na Ásia; pois se apressava para estar em Jerusalém no dia de Pentecostes, se lhe fosse possível. 17De Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja. 18E, tendo eles chegado, disse-lhes: Vós bem sabeis de que modo me tenho portado entre vós sempre, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, 19servindo ao Senhor com toda a humildade, e com lágrimas e provações que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram; 20como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa, 21testificando, tanto a judeus como a gregos, o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus.
O pecado da fornicação, que envolve a falta de respeito pela pureza do corpo, era um mal comum no mundo greco-romano. Às vezes, idolatria e fornicação estavam ligadas nos cultos pagãos. Assim como no caso das prostitutas-sacerdotisas de Afrodite, em Corinto e Pafos, a prostituição era parte comum da idolatria. O adepto que participava desses atos nos templos expressava sua suposta íé na deusa adorada dessa maneira. Por isso, os cristãos judeus queriam saber se os conversos gentios haviam adotado o padrão de pureza (ver
15Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum.
14entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem.
Animais sufocadosCBA
Atos 15:2013Também, qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que apanhar caça de fera ou de ave que se pode comer, derramará o sangue dela e o cobrirá com pó. 14Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.
15E todo homem, quer natural quer estrangeiro, que comer do que morre por si ou do que é dilacerado por feras, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde; depois será limpo.
21Não comerás nenhum animal que tenha morrido por si; ao peregrino que está dentro das tuas portas o darás a comer, ou o venderás ao estrangeiro; porquanto és povo santo ao Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
Do sangueCBA
Atos 15:204A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
17Estatuto perpétuo, pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações, será isto: nenhuma gordura nem sangue algum comereis.
26E nenhum sangue comereis, quer de aves, quer de gado, em qualquer das vossas habitações.
10Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a extirparei do seu povo.
26Não comereis coisa alguma com o sangue; não usareís de encantamentos, nem de agouros.
33E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que o povo está pecando contra o Senhor, comendo carne com o sangue. Respondeu Saul: Procedestes deslealmente. Trazei-me aqui já uma grande pedra.
Os pagãos estavam acostumados, em seus sacrifícios, a tomar sangue misturado com vinho. Josefo, falando da perspectiva de um judeu do primeiro século d.C., registrou que “sangue de qualquer natureza ele [Moisés] proibiu que fosse usado como alimento, considerando-o a alma e o espírito” (.Antiguidades, iii.l 1.2 [260], ed. Loeb, vol. 4, p. 443). A atitude dos judeus sobre essa proibição pode ser encontrada numa declaração atribuída ao rabino Simon ben Azzai (c. 100 d.C.): “Na Torah, há 365 proibições e, dentre todas as leis, não há nenhuma como esta. [...] Se as Escrituras assim vos advertem quanto à proibição do sangue [
23Tão-somente guarda-te de comeres o sangue; pois o sangue é a vida; pelo que não comerás a vida com a carne.
4A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
Nota Adicional a Atos 15CBA
Atos 15:1-4126Tendo Saulo chegado a Jerusalém, procurava juntar-se aos discípulos; mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. 27Então Barnabé, tomando-o consigo, o levou aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira o Senhor e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. 28Assim andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, 29e pregando ousadamente em nome do Senhor. Falava e disputava também com os helenistas; mas procuravam matá-lo. 30Os irmãos, porém, quando o souberam, acompanharam-no até Cesaréia e o enviaram a Tarso.
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
25Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos.
1Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. 2Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão. 3Eles, pois, sendo acompanhados pela igreja por um trecho do caminho, passavam pela Fenícia e por Samária, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos. 4E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles. 5Mas alguns da seita dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se dizendo que era necessário circuncidá-los e mandar-lhes observar a lei de Moisés. 6Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto. 7E, havendo grande discussão, levantou-se Pedro e disse-lhes: Irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem. 8E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo, assim como a nós; 9e não fez distinção alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. 10Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? 11Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, do mesmo modo que eles também. 12Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios. 13Depois que se calaram, Tiago, tomando a palavra, disse: Irmãos, ouvi-me: 14Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios para tomar dentre eles um povo para o seu Nome. 15E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: 16Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído; reedificarei as suas ruínas, e tornarei a levantá-lo; 17para que o resto dos homens busque ao Senhor, sim, todos os gentios, sobre os quais é invocado o meu nome, 18diz o Senhor que faz estas coisas, que são conhecidas desde a antiguidade. 19Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, 20mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. 21Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o preguem, e cada sábado é lido nas sinagogas. 22Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos. 23E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios em Antioquia, na Síria e na Cicília, saúde. 24Portanto ouvimos que alguns dentre nós, aos quais nada mandamos, vos têm perturbado com palavras, confundindo as vossas almas, 25pareceu-nos bem, tendo chegado a um acordo, escolher alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, 26homens que têm exposto as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas. 28Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias: 29Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
18também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, 19porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude,
1Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa; 2para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus - Cristo, 3no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. 4Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. 5Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. 6Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, 7arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças. 8Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 9porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, 10e tendes a vossa plenitude nele, que é a cabeça de todo principado e potestade,
18Depois, passados três anos, subi a Jerusalém para visitar a Cefas, e demorei com ele quinze dias. 19Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
Os eruditos propõem diversas abordagens para o problema. Alguns equiparam a visita para alívio da fome (
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
25Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos.
1Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. 2E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão. 3Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, embora sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se; 4e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar; 5aos quais nem ainda por uma hora cedemos em sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. 6Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram; 7antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão 8(porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), 9e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; 10recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.
Outra visão mais crítica defende que a visita de socorro à fome ocorreu no final da terceira viagem missionária de Paulo, antes de sua primeira permanência na prisão, identíficando-a com a viagem a Jerusalém registrada em Atos 21, quando levou ofertas das igrejas da Macedônia e de Acaia (ver
25Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. 26Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.
Ao avaliar esses pontos de vista, é preciso dizer que a primeira e a terceira abordagens, que propõem uma reconstrução radical da narrativa de Lucas, parecem ignorar o conhecimento que o autor tinha dessa fase da carreira de Paulo, bem como a inspiração que iluminava sua mente. Alguém tão interessado na biografia de Paulo, como Lucas, e que teve contato pessoal com o apóstolo, dificilmente seria ignorante acerca da relação entre Paulo e a igreja de Jerusalém no que se refere ao problema dos gentios, a ponto de não saber em que momento da carreira do apóstolo ocorrera o concilio de Jerusalém. Tampouco parece razoável que ele tenha se confundido tanto em relação aos fatos na história de Ágabo. A posição deste Comentário é que essas reconstruções radicais são injustificadas.
Certas evidências podem ser apresentadas em favor da equivalência entre a visita para alívio da fome, feita por Paulo e Barnabé (
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
25Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos.
1Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. 2E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão. 3Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, embora sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se; 4e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar; 5aos quais nem ainda por uma hora cedemos em sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. 6Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram; 7antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão 8(porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), 9e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; 10recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.
1. Paulo declara que subiu a Jerusalém “em obediência a uma revelação” (
2para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus - Cristo,
28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio.
2. Em Gálatas 1 e 2, Paulo argumenta que não aprendeu com homens sua visão do evangelho e, com certeza, não com elementos judaizantes da igreja de Jerusalém, mas com Cristo. Em seguida, faz uma síntese de sua vida desde a conversão, dando ênfase ao contato com os líderes de Jerusalém, a fim de mostrar que sua ligação com eles fora breve e sempre contrária ao espírito judaizante. Se a segunda visita a Jerusalém mencionada por Paulo (
1Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. 2E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão. 3Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, embora sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se; 4e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar; 5aos quais nem ainda por uma hora cedemos em sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. 6Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram; 7antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão 8(porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), 9e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; 10recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.
3. Paulo declara que, entre sua primeira visita a Jerusalém (
18Depois, passados três anos, subi a Jerusalém para visitar a Cefas, e demorei com ele quinze dias. 19Mas não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
22Não era conhecido de vista das igrejas de Cristo na Judéia;
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
4. Em Gálatas, epístola em que Paulo se preocupa bastante com a relação entre os cristãos gentios e o judaísmo, não há menção à decisão oficial tomada pelos líderes de Jerusalém a respeito do problema. Isso seria estranho, a menos que a segunda viagem a Jerusalém, relatada em Gálatas, seja a de
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
5. Se as jornadas de Atos 11 e Gálatas 2 forem a mesma, a dissimulação de Pedro e Barnabé em Antioquia (
11Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. 12Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão. 13E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.
7E, havendo grande discussão, levantou-se Pedro e disse-lhes: Irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem. 8E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo, assim como a nós; 9e não fez distinção alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. 10Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? 11Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, do mesmo modo que eles também. 12Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios.
Argumentos como esses têm levado muitos eruditos a concluir que a visita de socorro à fome (At 11) é a mesma registrada por Paulo em Gálatas 2, não a do concilio de Jerusalém (At 15).
No entanto, a maioria dos comentaristas mais antigos identifica a visita de Gálatas 2 com a de Atos 15, e ainda há vários elementos favoráveis a tal ponto de vista, conforme os argumentos a seguir:
1. Em
27Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; 28e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. 29E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; 30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
25Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos.
2. Tanto em Atos 15 quanto em Gálatas 2, o assunto em questão foi levantado por intrusos. Lucas se refere a eles como “alguns da seita dos fariseus” (
5Mas alguns da seita dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se dizendo que era necessário circuncidá-los e mandar-lhes observar a lei de Moisés.
4e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar;
3. No que se refere à ausência de uma visita no relato de Gálatas 1 e 2, caso Gálatas 2 seja considerado equivalente a Atos 15, já foi sugerido que, na ocasião da visita de socorro à fome, Paulo não fez nenhum contato com os apóstolos. Lucas diz apenas que ele e Barnabé levaram os donativos “aos presbíteros” (
30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
4. Não há, necessariamente, contradição entre a declaração de Lucas de que o “socorro” foi enviado “aos presbíteros por intermédio de Barnabé e Saulo” (
30o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.
22Não era conhecido de vista das igrejas de Cristo na Judéia;
5. Embora seja mais fácil entender a dissimulação de Barnabé e Pedro antes do concilio de Jerusalém, não é impossível que eles tenham se acovardado posteriormente, cedendo à pressão dos judeus. Paulo expressa, com toda clareza, que eles agiram sabendo que sua atinado não era coneta (G1 2.12, 13).
6. O registro de Lucas da visita de socorro à fome não dá indícios de que outra pessoa tenha acompanhado Paulo e Barnabé a Jerusalém. Mas afirma, de maneira específica, que levaram consigo “alguns outros dentre eles” para o concilio. Há um paralelo disso no fato de que Paulo levou Tito para Jerusalém na visita registrada em
1Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito.
Por esses motivos, muitos eruditos preferem equiparar a visita de Paulo e Barnabé a Jerusalém, registrada em Atos 15, com a visita registrada em Gálatas 2. A cronologia experimental deste Comentário considera a jornada de Gálatas 2 equivalente à visita do concílio de At 15.
É difícil exagerar a importância das decisões do concilio de Jerusalém. Quatro questões específicas foram citadas, mas a provisão geral “não vos impor maior encargo” (
28Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias:
Os eventos de aceitação do etíope, dos samaritanos, de Cornélio e sua casa e, sobretudo, dos gregos em Antioquia foram uma série de passos significativos e de efeito cumulativo no pensamento da parte judaica da igreja. Mas, em Jerusalém, a igreja se reuniu em concilio e partiu para uma ação definitiva. A circuncisão, a apresentação de sacrifícios, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã.
Considerando a importância dessa decisão, a estipulação das coisas específicas recomendadas aos gentios seria menos importante, mas, ainda assim, necessária para completar o quadro. O ponto crucial da decisão se encontrava na declaração geral do que não deveria ser imposto aos gentios. Junto a isso, havia a breve citação do que seria esperado. É evidente que os pontos selecionados enfatizavam coisas que poderíam levar os gentios ao erro ou à indiferença.
A hesitação de Pedro em Antioquia (
11Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. 12Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão. 13E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. 14Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?
1ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado? 2Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé?
Essa situação marcaria a igreja como uma instituição sujeita a formas e rituais. Mas a verdadeira natureza do cristianismo nào se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concilio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada.
Pode surgir a dúvida acerca do porquê de o concilio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concilio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivaram o concilio. Coníorme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que. mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para ser abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem.
No que diz respeito às estipulações em si, é natural se perguntar qual seria a validade delas na vida posterior da igreja, uma vez que o acordo entre os gentios e os judeus da igreja era, em alguns aspectos, uma concessão ou, pelo menos, uma base para a vida em comum (ver com. de
19Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus,
2E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão.
Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concilio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concilio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza.
Logo, a importância do concilio não se faria sentir, em primeiro lugar, nas consequências ligadas a suas proibições específicas. Em vez, disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos.