Juízes 14:18
18Os homens da cidade, pois, ainda no sétimo dia, antes de se pôr o sol, disseram a Sansão: Que coisa há mais doce do que o mel? e que coisa há mais forte do que o leão? Respondeu-lhes ele: Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma.
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Seus rostosCBA
Ezequiel 1:10Uma vez que o profeta não interpreta os símbolos da visão, e sendo que as Escrituras em nenhum outro lugar declaram diretamente o significado desses rostos, os comentaristas têm sugerido várias ideias, como: (1) O rosto humano é o mais elevado símbolo do Eterno; o leão, um símbolo de soberania; o boi, também um símbolo de soberania, juntamente com um símbolo natural de força subserviente aos propósitos humanos; e a águia, um emblema do poder real. (2) Os rostos são símbolos dos quatro evangelistas. Este ponto de vista foi proposto pelos pais da igreja, sendo que lrineu foi o primeiro a apresentar a teoria. O leão é, às vezes, identificado com Mateus, e o homem, com Lucas; o boi, com Marcos; e a águia, com João. No entanto, essa interpretação é apenas uma imaginação. (3) Segundo a tradição judaica posterior, as quatro formas, seguindo a ordem apresentada em Ezequiel, são os estandartes geralmente usados pelas tribos de Rúben, Judá, Efraim e Dã, quando acampadas no deserto (
2Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um junto ao seu estandarte, com as insígnias das casas de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da revelação, se acamparão.
Quando se procura interpretar os quatro seres viventes, é bom ter em mente que, na profecia simbólica, o profeta vê representações da realidade, e não a realidade em si. Essas representações podem ser como a realidade, mas com frequência não o são. Muitas vezes, num drama profético, os personagens têm aparência bem diferente dos seres ou dos movimentos que representam. Assim, anjos podem representar papéis que, mais tarde, serão desempenhados por seres humanos. Um anjo desempenhou o papel do povo do advento numa visão sobre o grande desapontamento de 1844 (
1E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo, 2e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra, 3e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes. 4Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas. 5O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu, 6e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora, 7mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas. 8A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra. 9E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. 10Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo. 11Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.
6E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, 7dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. 9Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, 10também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 11A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome. 12Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
6Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra.
11E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. 12Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. 13Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. 14Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. 15Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.
Na interpretação da profecia simbólica é importante permitir que o mesmo Espírito que deu a visão identifique seus símbolos. Quando essa identificação não é fornecida, o intérprete precisa conjecturar quanto à aplicação; portanto, o dogmatismo deve ser evitado. Além disso, como nas parábolas, as características das apresentações simbólicas têm diferentes graus de significado e importância. Uma parábola não precisa ser explicada em todos os detalhes. O mesmo ocorre com a profecia simbólica. Não se deve dar importância igual a todos os detalhes de um quadro profético. É possível que algumas características sejam introduzidas apenas para completar a apresentação, ou para fornecer um pano de fundo consistente. Como no caso das parábolas, é preciso descobrir o objetivo geral da visão e as características da apresentação ilustrativa que têm a finalidade de transmitir uma verdade divina (ver PJ, 244).
Deus não nos deixa no escuro quanto ao ensino objetivo da visão de Ezequiel sobre os seres viventes (ver PR, 535, 536; T5, 751-754; Ed, 177, 178). As citações aqui mencionadas apresentam primeiramente o pano de fundo da visão. A apresentação profética tinha o objetivo de encorajar os judeus num momento em que grande pa rte de seu país jazia em ruínas devido a invasões sucessivas, e muitos dos habitantes estavam cativos numa terra estrangeira. Para esses oprimidos, parecia que Deus não mais estava no controle. A pilhagem, feit a a bel-prazer por nações pagãs, era interpretada por muitos como indicativo de que Deus não mais Se importava . O povo deixara de ver a mão de Deus no curso da história. Eles não estavam cientes de que um propósito divino sobera no estava atu ando nos acontecimentos, da mesma forma que sempre estivera. A visão foi dada para mostrar que um poder supremo controlava os negócios dos governantes terrenos, e que Deus estava no comando. Este era o objetivo geral da visão. Assim, qualquer interpretação que se tente dar deve ser consistente com esse objetivo.
Os seres viventes representam seres celestiais (ver T5, 751). Como já foi dito, não é necessário imaginar que, a serviço de Deus, haja seres de quatro cabeças e de quatro asas. O relato não exige tal conclusão. As formas escolhidas para essa apresentação profética tinham, sem dúvida, o obje tivo de simbolizar mensageiros celestiais na plenitude de sua função, capacidade e adapta bilidade.