31Tomando Jesus consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém e se cumprirá no filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; 32pois será entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; 33e depois de o açoitarem, o matarão; e ao terceiro dia ressurgirá. 34Mas eles não entenderam nada disso; essas palavras lhes eram obscuras, e não percebiam o que lhes dizia.
1Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido? 2Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego. 3Contudo tu és santo, entronizado sobre os louvores de Israel. 4Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste. 5A ti clamaram, e foram salvos; em ti confiaram, e não foram confundidos. 6Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo. 7Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo: 8Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele tem prazer. 9Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. 10Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. 11Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda. 12Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam. 13Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge. 14Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. 15A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte. 16Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. 17Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me. 18Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes. 19Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me. 20Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão. 21Salva-me da boca do leão, sim, livra-me dos chifres do boi selvagem. 22Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação. 23Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, filhos de Jacó, glorificai-o; temei-o todos vós, descendência de Israel. 24Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu. 25De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem. 26Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o buscam. Que o vosso coração viva eternamente! 27Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dele adorarão todas as famílias das nações. 28Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações. 29Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida. 30A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura. 31Chegarão e anunciarão a justiça dele; a um povo que há de nascer contarão o que ele fez.
1Salva-me, ó Deus, pois as águas me sobem até o pescoço. 2Atolei-me em profundo lamaçal, onde não se pode firmar o pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me submerge. 3Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de esperar por meu Deus. 4Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui. 5Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultícia, e as minhas culpas não são ocultas. 6Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor Deus dos exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel. 7Porque por amor de ti tenho suportado afrontas; a confusão me cobriu o rosto. 8Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe. 9Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim. 10Quando chorei e castiguei com jejum a minha alma, isto se me tornou em afrontas. 11Quando me vesti de cilício, fiz-me para eles um provérbio. 12Aqueles que se sentem à porta falam de mim; e sou objeto das cantigas dos bêbedos. 13Eu, porém, faço a minha oração a ti, ó Senhor, em tempo aceitável; ouve-me, ó Deus, segundo a grandeza da tua benignidade, segundo a fidelidade da tua salvação. 14Tira-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja eu salvo dos meus inimigos, e das profundezas das águas. 15Não me submerja a corrente das águas e não me trague o abismo, nem cerre a cova a sua boca sobre mim. 16Ouve-me, Senhor, pois grande é a tua benignidade; volta-te para mim segundo a tua muitíssima compaixão. 17Não escondas o teu rosto do teu servo; ouve-me depressa, pois estou angustiado. 18Aproxima-te da minha alma, e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos. 19Tu conheces o meu opróbrio, a minha vergonha, e a minha ignomínia; diante de ti estão todos os meus adversários. 20Afrontas quebrantaram-me o coração, e estou debilitado. Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei. 21Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre. 22Torne-se a sua mesa diante deles em laço, e sejam-lhes as suas ofertas pacíficas uma armadilha. 23Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente. 24Derrama sobre eles a tua indignação, e apanhe-os o ardor da tua ira. 25Fique desolada a sua habitação, e não haja quem habite nas suas tendas. 26Pois perseguem a quem afligiste, e aumentam a dor daqueles a quem feriste. 27Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. 28Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos. 29Eu, porém, estou aflito e triste; a tua salvação, ó Deus, me ponha num alto retiro. 30Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças. 31Isto será mais agradável ao Senhor do que um boi, ou um novilho que tem pontas e unhas. 32Vejam isto os mansos, e se alegrem; vós que buscais a Deus reviva o vosso coração. 33Porque o Senhor ouve os necessitados, e não despreza os seus, embora sejam prisioneiros. 34Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move. 35Porque Deus salvará a Sião, e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão os seus servos e a possuirão. 36E herdá-la-á a descendência de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.
1Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? 2Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. 3Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. 4Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. 7Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. 8Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? 9E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca. 10Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. 12Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.
25que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram- se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. 27Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; 28para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.
27Pois, os que habitam em Jerusalém e as suas autoridades, porquanto não conheceram a este Jesus, condenando-o, cumpriram as mesmas palavras dos profetas que se ouvem ler todos os sábados. 28E, se bem que não achassem nele nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. 29Quando haviam cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura;
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Filho do HomemCBA
Lucas 9:2222e disse-lhes: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e escribas, que seja morto, e que ao terceiro dia ressuscite. 23Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará. 25Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo? 26Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. 27Mas em verdade vos digo: Alguns há, dos que estão aqui, que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o reino de Deus.
21Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém, que padecesse muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes, e dos escribas, que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse.
21Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém, que padecesse muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes, e dos escribas, que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse. 22E Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá. 23Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens. 24Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; 25pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. 26Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida? 27Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras. 28Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.