21Naquele dia o Senhor castigará os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra sobre a terra. 22E serão ajuntados como presos numa cova, e serão encerrados num cárcere; e serão punidos depois de muitos dias. 23Então a lua se confundirá, e o sol se envergonhará, pois o Senhor dos exércitos reinará no monte Sião e em Jerusalém; e perante os seus anciãos manifestará a sua glória.
2O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. 3O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome. 4Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus escolhidos capitães foram submersos no Mar Vermelho. 5Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra. 6A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, destroça o inimigo. 7Na grandeza da tua excelência derrubas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os devora como restolho. 8Ao sopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar. 9O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; deles se satisfará o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. 10Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em grandes aguas. 11Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu poderoso em santidade, admirável em louvores, operando maravilhas? 12Estendeste a mão direita, e a terra os tragou. 13Na tua beneficência guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste à tua santa habitação. 14Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da Filístia. 15Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã. 16Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do teu braço emudeceram como uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse este povo que adquiriste. 17Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. 18O Senhor reinará eterna e perpetuamente. 19Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles, mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar. 20Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com danças. 21E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
1Então cantaram Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele dia, dizendo: 2Porquanto os chefes se puseram à frente em Israel, porquanto o povo se ofereceu voluntariamente, louvai ao Senhor. 3Ouvi, ó reis; dai ouvidos, ó príncipes! eu cantarei ao Senhor, salmodiarei ao Senhor Deus de Israel. 4Ó Senhor, quando saíste de Seir, quando caminhaste desde o campo de Edom, a terra estremeceu, os céus gotejaram, sim, as nuvens gotejaram águas. 5Os montes se abalaram diante do Senhor, e até Sinai, diante do Senhor Deus de Israel. 6Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael, cessaram as caravanas; e os que viajavam iam por atalhos desviados. 7Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu Débora, me levantei, até que eu me levantei por mãe em Israel. 8Escolheram deuses novos; logo a guerra estava às portas; via-se porventura escudo ou lança entre quarenta mil em Israel? 9Meu coração inclina-se para os guias de Israel, que voluntariamente se ofereceram entre o povo. Bendizei ao Senhor. 10Louvai-o vós, os que cavalgais sobre jumentas brancas, que vos assentais sobre ricos tapetes; e vós, que andais pelo caminho. 11Onde se ouve o estrondo dos flecheiros, entre os lugares onde se tiram águas, ali falarão das justiças do Senhor, das justiças que fez às suas aldeias em Israel; então o povo do Senhor descia às portas. 12Desperta, desperta, Débora; desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva em cativeiro os teus prisioneiros, tu, filho de Abinoão. 13Então desceu o restante dos nobres e do povo; desceu o Senhor por mim contra os poderosos. 14De Efraim desceram os que tinham a sua raiz em Amaleque, após ti, Benjamim, entre os teus povos; de Maquir desceram os guias, e de Zebulom os que levam o báculo do inspetor de tropas. 15Também os príncipes de Issacar estavam com Débora; e como Issacar, assim também Baraque; ao vale precipitaram-se em suas pegadas. Junto aos ribeiros de Rúben grandes foram as resoluções do coração. 16Por que ficastes entre os currais a escutar os balidos dos rebanhos? Junto aos ribeiros de Rúben grandes foram as resoluções do coração. 17Gileade ficou da banda dalém do Jordão; e Dã, por que se deteve com seus navios? Aser se assentou na costa do mar e ficou junto aos seus portos. 18Zebulom é um povo que se expôs à morte, como também Naftali, nas alturas do campo. 19Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Canaã, em Taanaque junto às águas de Megido; não tomaram despojo de prata. 20Desde os céus pelejaram as estrelas; desde as suas órbitas pelejaram contra Sísera. 21O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom. Ó minha alma, calcaste aos pés a força. 22Então os cascos dos cavalos feriram a terra na fuga precipitada dos seus valentes. 23Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Senhor, amaldiçoai acremente aos seus habitantes; porquanto não vieram em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, entre os valentes. 24Bendita entre todas as mulheres será Jael, mulher de Heber, o queneu; bendita será entre as mulheres nômades. 25Água pediu ele, leite lhe deu ela; em taça de príncipes lhe ofereceu coalhada. 26Â estaca estendeu a mão esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a direita, e matou a Sísera, rachando-lhe a cabeça; furou e traspassou-lhe as fontes. 27Aos pés dela ele se encurvou, caiu, ficou estirado; aos pés dela se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali caiu morto. 28A mãe de Sísera olhando pela janela, através da grade exclamava: Por que tarda em vir o seu carro? por que se demora o rumor das suas carruagens? 29As mais sábias das suas damas responderam, e ela respondia a si mesma: 30Não estão, porventura, achando e repartindo os despojos? uma ou duas donzelas a cada homem? para Sísera despojos de estofos tintos, despojos de estofos tintos bordados, bordados de várias cores, para o meu pescoço? 31Assim ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Sejam, porém, os que te amam, como o sol quando se levanta na sua força.
1Davi dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo: 2O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza e o meu libertador. 3É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras. 4Ao Senhor invocarei, pois é digno de louvor; assim serei salvo dos meus inimigos. 5As ondas da morte me cercaram, as torrentes de Belial me atemorizaram. 6Cordas do Seol me cingiram, laços de morte me envolveram. 7Na minha angústia invoquei ao Senhor; sim, a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. 8Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram; abalaram-se porque ele se irou. 9Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca um fogo devorador, que pôs carvões em chamas. 10Ele abaixou os céus, e desceu; e havia escuridão debaixo dos seus pés. 11Montou num querubim, e voou; apareceu sobre as asas do vento. 12E por tendas pôs trevas ao redor de si, ajuntamento de águas, espessas nuvens do céu. 13Pelo resplendor da sua presença acenderam-se brasas de fogo. 14Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo fez soar a sua vóz. 15Disparou flechas, e os dissipou; raios, e os desbaratou. 16Então apareceram as profundezas do mar; os fundamentos do mundo se descobriram, pela repreensão do Senhor, pelo assopro do vento das suas narinas. 17Estendeu do alto a sua mão e tomou-me; tirou-me das muitas águas. 18Livrou-me do meu possante inimigo, e daqueles que me odiavam; porque eram fortes demais para mim. 19Encontraram-me no dia da minha calamidade, porém o Senhor se fez o meu esteio. 20Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim. 21Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça; conforme a pureza e minhas mãos me retribuiu. 22Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus. 23Pois todos os seus preceitos estavam diante de mim, e dos seus estatutos não me desviei. 24Fui perfeito para com ele, e guardei-me da minha iniqüidade. 25Por isso me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos meus olhos. 26Para com o benigno te mostras benigno; para com o perfeito te mostras perfeito, 27para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso. 28Livrarás o povo que se humilha, mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. 29Porque tu, Senhor, és a minha candeia; e o Senhor alumiará as minhas trevas. 30Pois contigo passarei pelo meio dum esquadrão; com o meu Deus transporei um muro. 31Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam. 32Pois quem é Deus, senão o Senhor? e quem é rocha, senão o nosso Deus? 33Deus é a minha grande fortaleza; e ele torna perfeito o meu caminho. 34Faz ele os meus pés como os das gazelas, e me põe sobre as minhas alturas. 35Ele instrui as minhas mãos para a peleja, de modo que os meus braços podem entesar um arco de bronze. 36Também me deste o escudo da tua salvação, e tua brandura me engrandece. 37Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram os meus artelhos. 38Persegui os meus inimigos e os destruí, e nunca voltei atrás sem que os consumisse. 39Eu os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram; sim, cairam debaixo dos meus pés. 40Pois tu me cingiste de força para a peleja; prostraste debaixo de mim os que se levantaram contra mim. 41Fizeste que me voltassem as costas os meus inimigos, aqueles que me odiavam, para que eu os destruísse. 42Olharam ao redor, mas não houve quem os salvasse; clamaram ao Senhor, mas ele não lhes respondeu. 43Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei. 44Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para ser o cabeça das nações; um povo que eu não conhecia me serviu. 45Estrangeiros, com adulação, se submeteram a mim; ao ouvirem de mim, me obedeceram. 46Os estrangeiros desfaleceram e, tremendo, sairam os seus esconderijos. 47O Senhor vive; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação, 48o Deus que me deu vingança, e sujeitou povos debaixo de mim, 49e me tirou dentre os meus inimigos; porque tu me exaltaste sobre os meus adversarios; tu me livraste do homem violento. 50Por isso, ó Senhor, louvar-te-ei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome. 51Ele dá grande livramento a seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e a sua descendência para sempre.
11a voz de gozo e a voz de alegria, a voz de noivo e a voz de noiva, e a voz dos que dizem: Dai graças ao Senhor dos exércitos, porque bom é o Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre; também se ouvirá a voz dos que trazem à casa do Senhor sacrifícios de ação de graças. Pois farei voltar a esta terra os seus exilados como no princípio, diz o Senhor.
1Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus; 2porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. 3E outra vez disseram: Aleluia. E a fumaça dela sobe pelos séculos dos séculos. 4Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia! 5E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes. 6Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso. 7Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
12e tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. 13Ao oriente havia três portas, ao norte três portas, ao sul três portas, e ao ocidente três portas. 14O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 15E aquele que falava comigo tinha por medida uma cana de ouro, para medir a cidade, as suas portas e o seu muro. 16A cidade era quadrangular; e o seu comprimento era igual à sua largura. E mediu a cidade com a cana e tinha ela doze mil estádios; e o seu cumprimento, largura e altura eram iguais. 17Também mediu o seu muro, e era de cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, isto é, de anjo. 18O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido. 19Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; 20o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; o duodécimo, de ametista. 21As doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era de uma só pérola; e a praça da cidade era de ouro puro, transparente como vidro. 22Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Naquele diaCBA
Isaías 26:1Temos uma cidade forteCBA
Isaías 26:123Então a lua se confundirá, e o sol se envergonhará, pois o Senhor dos exércitos reinará no monte Sião e em Jerusalém; e perante os seus anciãos manifestará a sua glória.