19Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim. 20Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos. 21Pois tenho guardado os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus. 22Porque todas as suas ordenanças estão diante de mim, e nunca afastei de mim os seus estatutos. 23Também fui irrepreensível diante dele, e me guardei da iniqüidade. 24Pelo que o Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.
9Então disse Davi a Saul: por que dás ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal? 10Eis que os teus olhos acabam de ver que o Senhor hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna; e alguns disseram que eu te matasse, porém a minha mão te poupou; pois eu disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor. 11Olha, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão, pois cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Considera e vê que não há na minha mão nem mal nem transgressão alguma, e que não pequei contra ti, ainda que tu andes à caça da minha vida para ma tirares.
1Senhor, Deus meu, confio, salva-me de todo o que me persegue, e livra-me; 2para que ele não me arrebate, qual leão, despedaçando-me, sem que haja quem acuda. 3Senhor, Deus meu, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos, 4se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo, ou se despojei o meu inimigo sem causa.
8Paulo, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma. 9Todavia Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém e ali ser julgado perante mim acerca destas coisas? 10Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde devo ser julgado; nenhum mal fiz aos judeus, como muito bem sabes. 11Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Fechou a boca aos leõesCBA
Daniel 6:2233os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões,
Foi achada em mim inocênciaCBA
Daniel 6:22Nota Adicional a Daniel 6CBA
Daniel 6:1-28Eruditos da Alta Crítica ofereceram a explicação simples, porém inaceitável, de que as seções históricas de Daniel são lendárias e que Dario é um personagem fictício criado pelo autor, no 2° século a.C. O fato de não haver confirmação secular de certas declarações bíblicas não é razão para se questionar a confiabilidade e exatidão histórica das Escrituras Sagradas. Muitas declarações bíblicas, outrora colocadas em dúvida por eruditos críticos, provaram estar em total harmonia com os fatos da história antiga, conforme revelados pela arqueologia.
As declarações bíblicas referentes a Dario podem ser resumidas assim:
1. Dario descendia dos medos (
31E Dario, o medo, recebeu o reino, tendo cerca de sessenta e dois anos de idade.
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
1Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer.
2. Era "filho de Assuero" (
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
3. Foi "constituído rei sobre o reino dos caldeus" (
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
31E Dario, o medo, recebeu o reino, tendo cerca de sessenta e dois anos de idade.
4. Tinha "cerca de" 62 anos na época em que Babilônia foi conquistada (
30Naquela mesma noite Belsazar, o rei dos caldeus, foi morto. 31E Dario, o medo, recebeu o reino, tendo cerca de sessenta e dois anos de idade.
5. Apenas seu primeiro ano de reinado é mencionado (
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
1Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer.
6. Designou "cento e vinte sátrapas" sobre todo o reino, com "três presidentes" como seus superiores (
1Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2e sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um; a fim de que estes sátrapas lhes dessem conta, e que o rei não sofresse dano.
7. Ciro sucedeu Dario ou reinou com ele ao mesmo tempo (
28Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.
A partir dessas evidências, se deduz que, após a queda de Babilônia, o império babilônico foi governado por Dario, talvez durante a primeira parte do reinado de Ciro, segundo o cômputo de Babilônia. Dario, filho de Assuero (em grego, Xerxes), é chamado de "medo", em contraste com Ciro, que é chamado de "persa" (
28Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.
Nenhuma fonte não bíblica conhecida, exceto as que se baseiam em Daniel (como Josefo), menciona um Dario como governante do império babilônico antes de Dario I (522-486 a.C.). Esperam-se descobertas que lancem luz à figura de Dario, o medo. Enquanto isso, intérpretes bíblicos buscam identificar Dario, o medo, com algum dos personagens históricos da época de Ciro conhecidos por outro nome. Josefo declara que o Dario do livro de Daniel "tinha outro nome entre os gregos" (Antiguidades, x.ll.4). Várias identificações são propostas:
1. Dario, o medo, foi Astíages, o último governante do reino da Média antes de Ciro se apoderar do império. Astíages era filho de Ciáxares I, cujo nome, afirma-se, pode ser identificado linguisticamente com o de Assuero de
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
1Sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e seis províncias,
31E Dario, o medo, recebeu o reino, tendo cerca de sessenta e dois anos de idade.
Há objeções a essa identificação. Segundo fontes gregas, Astíages era avô de Ciro. Quando Ciro era jovem, Astíages tentou matá-lo várias vezes. Mais tarde, quando era rei vassalo sobre tribos persas, Ciro se rebelou contra seu senhor e depôs Astíages, em 553/552 ou 550 a.C., constituindo-o governador de Hircânia, ao sul do mar Cáspio. Nem mesmo documentos gregos insinuam que Astíages tenha se associado a Ciro para conquistar Babilônia, em 539. Além disso, é duvidoso que Astíages, contemporâneo de Nabucodonosor e cunhado do grande rei babilônio, ainda estivesse vivo naquela época. Portanto, é bem improvável que os dois sejam a mesma pessoa.
2. Dario, o medo, era Cambises, filho de Ciro. Cambises é mencion ado em vá rios tabletes cuneiformes com o título de rei de Babilônia, corregente com seu pai Ciro, a quem esses tabletes chamam de "rei das terras". Porém, a corregência com seu pai é o único fator a favor da identificação de Cambises com o Dario de Daniel. Em todos os outros aspectos, Cambises não se ajusta ao quadro apresentado na Bíblia. Ele não poderia ter 62 anos, em 539 a.C . Ele não era um medo, mas persa como seu pa i. E ele não era filho de Assuero. Devido a essas dificuldades, a identificação de Cambises como Dario deve ser rejeitada.
3. Dario, o medo, era Cobrias (a opinião mais defendida). Segundo Xenofonte (Ciropedia, vii), Cobrias foi um general ancião que tomou Babilônia para Ciro. A Crônica de Nabonido, um importante documento cuneiforme que descreve a queda de Babilônia, o menciona. Ali, diz que "Ugbaru, o governador de Cutium, e o exército de Ciro e ntraram em Babilônia sem batalha", no dia 16 de tisri. Após descrever a entrada de Ciro em Babilônia, também menciona um certo "Gubaru, seu governador", que "nomeou [sub-]governadores em Babilônia". Além di sso, depois de narrar como os deuses levados por Nabonido a Babilônia foram devolvidos a suas respectivas cidades, o tablete declara que "no mês de arah.sh.amnu, na noite do dia 11, Ugbaru morreu". A frase seguinte está incompleta, e os eruditos di scordam quanto a se ela se refere à morte de Ugbaru ou à morte de um personagem da realeza. A frase seguinte menciona que houve luto oficial em todo o país por sete dias.
Alguns consideram Ugbaru e Gubaru como diferentes grafias do mesmo nome que representam Cobrias das fontes gregas. Porém, Ugbaru morreu no mês de arah.shamnu, no ano da queda de Babilônia ou no seguinte, ao passo que houve outro Gubaru, que viveu por muitos anos como governador sobre as satrapias de Babilônia e da grande Síria, e que, mais ta rde, tornouse sogro de Dario I, o grande, como confirmam documentos da época. De acordo com essa opinião, Ugbaru e Gubaru da Crônica de Nabonido devem ser pessoas diferentes. O primeiro morreu logo depois de tomar Babilônia. O último foi por muito tempo governador de Babilônia. Os que identifica m Dario, o medo, com Cobrias e igualam Ugbaru a Gubaru indicam que Cobrias é apresentado como o que tomou Babilônia, e que, na prática, tornou-se seu governante. Portan to, poderia ter sido chamado de "rei", embora registros da época o chamem apenas de governador. O fato de ele, segundo a Crônica de Nabonido, se r mencionado constituindo governadores sobre Babilônia, parece corroborar com o que diz
1Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2e sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um; a fim de que estes sátrapas lhes dessem conta, e que o rei não sofresse dano.
Embora essa identificação de Dario com Ugbaru (Cobrias) ten ha mais a seu favor do que as duas mencionadas prev iamente, existem objeções a essa opinião. Cobrias é chamado de governador, não de rei. Visto que viveu muitos anos após a queda de Babilônia, devia estar com bem menos de 62 anos em 539 a.C.
Uma alternativa à teoria de Cobrias, baseada numa reinterpretação da Crônica de Nabonido, propõe que Dario, o medo, não foi Gubaru, o último governador segundo as tabuletas, mas Ugham!Gubaru da Crônica de Nabonido, governador de Cutium que tomou Babilônia para Ciro e morreu em amhshamnu, não três semanas, mas um ano e três semanas depois. Isso daria tempo para que ocorresse o evento narrado em Daniel 6 durante seu governo "sobre o reino dos caldeus" (
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
4. Dario, o medo, era Ciáxares II, filho de Astíages. Ellen G. White diz que Ciro era sobrinho e general de Dario (PR, 523, 556, 557). Por sua vez, Xenofonte afirma: (1) que Ciro, neto de Astíages por sua mãe Mandana, tinha conhecido seu tio Ciáxares durante os anos que Ciro passou na corte de seu avô medo (Cyropaedia, i.3.1; 4.1, 6-9, 20-22; 5.2); (2) que Ciáxares sucedeu seu pai no trono como rei da Média, após a morte deste (i.5 .2); (3) que, ao conquistar Babilônia, Ciro visitou seu tio com presentes e lhe ofereceu um palácio em Babi lônia; Ciáxares aceitou os presentes e deu a Ciro sua fi lha, bem como o reino (vii i.5.17-20).
Embora não se possam aceitar os detalhes da história conforme fornecidos por Xenofonte, é possível que o escritor grego preserve corretamente a tradição de que Ciáxares foi o último governante médio, e que era sogro de Ciro bem como amigo íntimo do grande comandante persa. Se esses pontos podem ser aceitos como fatos históricos, pode-se presumir que Ciro, depois de se rebelar contra Astíages, permitiu que Ciáxares governasse como rei nominal para satisfazer os medos. Ao mesmo tempo, todos no reino sabiam que o verdadeiro soberano era Ciro, e que Ciáxares era uma figura decorativa. Nesse caso, Dario, o medo, pode ser identificado com Ciáxares II, que, presumivelmente, tinha ido a Babilônia a convite de Ciro para atuar como rei.
Supondo-se que Xenofonte estivesse correto, é possível demonstrar que Ciáxares II era ava nçado em idade na época da queda de Babilônia com base no seguinte: Ciáxares II era sogro de Ciro. O próprio Ciro, provavelmente, tinha pelo menos 40 anos na época, e isso é evidente pelo fato de que seu filho, Cambises, era maduro o suficiente para representá-lo oficialmente durante as atividades do dia de ano novo. Portanto, Ciáxares II poderia ter tido 62 anos por ocasião da queda de Babilônia, idade que Daniel atribuiu a Dario, o medo. Sua idade relativamente avançada, numa época em que a maioria das pessoas morria cedo, pode ter sido responsável pelo fato de ele não ter sobrevivido à queda de Babilônia por muito tempo. Isso explicaria por que Daniel menciona apenas seu primeiro ano de reinado. Xenofonte não informa mais nada sobre Ciáxares pouco depois da conquista de Babilônia.
A declaração de Daniel de que Dario era "filho" de Assuero, provavelmente, deve ser entendida como sendo "neto" de Assuero. Há muitas demonstrações de que a palavra hebraica para "filho" pode significar "neto" ou até mesmo um descendente mais remoto (ver com. de
26Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. O nome de sua mãe era Atalia; era neta de Onri, rei de Israel.
Se após sua chegada a Babilônia, Dario se tornou um amigo especial de Daniel, é compreensível que o profeta datasse as visões recebidas durante esse breve reinado com base nos anos de reinado de Dario (
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
1Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer.
21Assim Daniel continuou até o primeiro ano do rei Ciro.
1No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar, uma palavra verdadeira concernente a um grande conflito; e ele entendeu esta palavra, e teve entendimento da visão.
Evidências da época que poderiam esclarecer essa reconstrução da história de Ciáxares II são ambíguas e escassas. Existe uma possível referência a Ciáxares na Crônica de Nabonido. Visto que é certo que Gubaru viveu por muitos anos após a conquista de Babilônia, ao passo que Ugbaru morreu logo, e houve luto nacional por alguém importante durante o mesmo mês, é possível ver Ciáxares 11 como o Ugbaru da Crônica de Nabonido. Ou, o nome de Ciáxares podia estar na linha incompleta que fala da morte de alguém importante para o qual se decretou luto nacional. Contudo, parece haver um erro na primeira menção de Ugbaru na Crônica de Nabonido. O nome Ugbaru é erro de um escriba que o confundiu com Gubaru, ou o título "governador de Gutium" foi por engano transferido pelo autor do tablete de Gubaru para Ugbaru.
Outra evidência possível da época pode estar na menção dupla de um Ciáxares na grande inscrição de Behistun, de Dario I (sobre essa inscrição, ver vol. 1, p. 79, 90). Entre os vários pretendentes ao trono, contra os quais Dario I lutou, estavam dois que afirmavam ser da família de Ciáxares. O Ciáxares em questão pode ter sido tanto Ciáxares I, pai de Astíages, ou, possivelmente, Ciáxares 11, sogro de Ciro, e último rei nominal da Média.
Este resumo torna claro que ainda existem muitos fatores obscuros na solução da identidade de Dario, o medo, a partir de fontes históricas e arqueológicas. Contudo, considerando todas as possibilidades, este Comentário favorece a quarta proposta.