4Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
9Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! 10Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas. 11O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho! 12Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos! 13Seja extirpada a sua posteridade; o seu nome seja apagado na geração seguinte! 14Esteja na memória do Senhor a iniqüidade de seus pais; e não se apague o pecado de sua mãe! 15Antes estejam sempre perante o Senhor, para que ele faça desaparecer da terra a memória deles! 16Porquanto não se lembrou de usar de benignidade; antes perseguiu o varão aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para o matar. 17Visto que amou a maldição, que ela lhe sobrevenha! Como não desejou a bênção, que ela se afaste dele! 18Assim como se vestiu de maldição como dum vestido, assim penetre ela nas suas entranhas como água, e em seus ossos como azeite! 19Seja para ele como o vestido com que ele se cobre, e como o cinto com que sempre anda cingido! 20Seja este, da parte do Senhor, o galardão dos meus adversários, e dos que falam mal contra mim! 21Mas tu, ó Deus, meu Senhor age em meu favor por amor do teu nome; pois que é boa a tua benignidade, livra-me; 22pois sou pobre e necessitado, e dentro de mim está ferido o meu coração. 23Eis que me vou como a sombra que declina; sou arrebatado como o gafanhoto. 24Os meus joelhos estão enfraquecidos pelo jejum, e a minha carne perde a sua gordura. 25Eu sou para eles objeto de opróbrio; ao me verem, meneiam a cabeça. 26Ajuda-me, Senhor, Deus meu; salva-me segundo a tua benignidade. 27Saibam que nisto está a tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste. 28Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; fiquem confundidos os meus adversários; mas alegre-se o teu servo! 29Vistam-se de ignomínia os meus acusadores, e cubram-se da sua própria vergonha como dum manto! 30Muitas graças darei ao Senhor com a minha boca; 31Pois ele se coloca à direita do poder, para o salvar dos que o condenam.
14Eis que também, se este por sua vez gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, tema, e não cometa coisas semelhantes, 19contudo dizeis: Por que não levará o filho a iniqüidade do pai? Ora, se o filho proceder com retidão e justiça, e guardar todos os meus estatutos, e os cumprir, certamente viverá. 20A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
31Assim, vós testemunhais contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. 33Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? 34Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade; 35para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Para seus filhosCBA
Jó 21:19Dar o pagoCBA
Jó 21:19