7ainda que tu sabes que eu não sou ímpio, e que não há ninguém que possa livrar-me da tua mão? 14Se eu pecar, tu me observas, e da minha iniqüidade não me absolverás. 15Se for ímpio, ai de mim! Se for justo, não poderei levantar a minha cabeça, estando farto de ignomínia, e de contemplar a minha miséria. 16Se a minha cabeça se exaltar, tu me caças como a um leão feroz; e de novo fazes maravilhas contra mim. 17Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; reveses e combate estão comigo.
16Vede, porém, que eles não têm na mão a prosperidade; esteja longe de mim o conselho dos ímpios! 17Quantas vezes sucede que se apague a lâmpada dos ímpios? que lhes sobrevenha a sua destruição? que Deus na sua ira lhes reparta dores? 27Eis que conheço os vossos pensamentos, e os maus intentos com que me fazeis injustiça.
5Não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades? 6Pois sem causa tomaste penhôres a teus irmaos e aos nus despojaste dos vestidos. 7Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão. 8Mas ao poderoso pertencia a terra, e o homem acatado habitava nela. 9Despediste vazias as viúvas, e os braços dos órfãos foram quebrados. 10Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino, 11ou trevas de modo que nada podes ver, e a inundação de águas te cobre. 12Não está Deus na altura do céu? Olha para as mais altas estrelas, quão elevadas estão! 13E dizes: Que sabe Deus? Pode ele julgar através da escuridão? 14Grossas nuvens o encobrem, de modo que não pode ver; e ele passeia em volta da abóbada do céu. 15Queres seguir a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos? 16Os quais foram arrebatados antes do seu tempo; e o seu fundamento se derramou qual um rio. 17Diziam a Deus: retira-te de nós; e ainda: Que é que o Todo-Poderoso nos pode fazer? 18Contudo ele encheu de bens as suas casas. Mas longe de mim estejam os conselhos dos ímpios! 19Os justos o vêem, e se alegram: e os inocentes escarnecem deles, 20dizendo: Na verdade são exterminados os nossos adversários, e o fogo consumiu o que deixaram. 21Apega-te, pois, a Deus, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem. 22Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração. 23Se te voltares para o Todo-Poderoso, serás edificado; se lançares a iniqüidade longe da tua tenda, 24e deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir entre as pedras dos ribeiros, 25então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata preciosa. 26Pois então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. 27Tu orarás a ele, e ele te ouvirá; e pagarás os teus votos. 28Também determinarás algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos. 29Quando te abaterem, dirás: haja exaltação! E Deus salvará ao humilde. 30E livrará até o que não é inocente, que será libertado pela pureza de tuas mãos.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Serei condenadoCBA
Jó 9:29Por que, pois, trabalho [...]?CBA
Jó 9:29