6Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos; 7na verdade temos procedido perversamente contra ti, e não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a teu servo Moisés.
3E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do Senhor seu Deus, uma quarta parte do dia; e outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor seu Deus. 4Então Jesuá, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenâni se puseram em pé sobre os degraus dos levitas, e clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus. 5E os levitas Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías disseram: Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade. Bendito seja o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda benção e louvor.
3Eu, pois, dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ó Senhor, Deus grande e tremendo, que guardas o pacto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5pecamos e cometemos iniqüidades, procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas ordenanças. 6Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7A ti, ó Senhor, pertence a justiça, porém a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8Ó Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, 10e não temos obedecido à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11Sim, todo o Israel tem transgredido a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre nós; porque pecamos contra ele. 12E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito a Jerusalém. 13Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para alcançarmos discernimento na tua verdade. 14por isso, o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as obras que faz; e nós não temos obedecido à sua voz. 15Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e te adquiriste nome como hoje se vê, temos pecado, temos procedido impiamente. 16e Senhor, segundo todas as tuas justiças, apartem-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porquanto por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. 18Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e põe mãos à obra sem tardar, por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome. 20Enquanto estava eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus,
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Do bode vivoCBA
Levítico 16:2120Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo;
Depois de purificar o santuário dos pecados, o sumo sacerdote simbolicamente saía com esses pecados à porta da tenda da congregação onde o bode emissário esperava (PP, 356; GC, 422). Ele punha as mãos sobre a cabeça do animal e confessava todas as transgressões, transferindo assim os pecados do santuário para o bode, que os levava ao deserto (PP, 356, 358).
No antítipo, Cristo finalmente purificará o santuário celestial, removendo os pecados confessados e perdoados de Seu povo e colocando-os sobre Satanás. Cristo o declarará culpado de todo mal, e então ele receberá a punição final (GC, 422, 485, 658). "Os pecados daqueles que foram remidos pelo sangue de Cristo finalmente serão lançados sobre o originador do pecado, e ele receberá a punição final" (PE, 178).
É de se notar que o ato final de Deus ao lidar com o drama do pecado será lançar sobre a cabeça de Satanás todo o pecado e toda culpa que, originando-se dele, trouxe tragédia àqueles que então estarão livres por meio do sangue expiatório de Cristo. Assim se completará o ciclo e o drama terminará. Somente quando Satanás, o instigador do pecado, sair de cena, o pecado será removido para sempre do universo. Nesse sentido, pode-se compreender que o bode emissário tem uma parte no processo da "expiação" (
10mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.
Enviá-lo-áCBA
Levítico 16:2114E, se te enfadares dela, deixá-la-ás ir à sua vontade; mas de modo nenhum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, porque a humilhaste.
19e, multando-o em cem siclos de prata, os darão ao pai da moça, porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. Ela ficará sendo sua mulher, e ele por todos os seus dias não poderá repudiá-la. 22Se um homem for encontrado deitado com mulher que tenha marido, morrerão ambos, o homem que se tiver deitado com a mulher, e a mulher. Assim exterminarás o mal de Israel.
8Sim viu que, por causa de tudo isso, por ter cometido adultério a pérfida Israel, a despedi, e lhe dei o seu libelo de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
Comentário Adicional a Levítico 16CBA
Levítico 16:1-341O tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás, obra de artífice.
O tabernáculo original construído por Moisés era uma tenda com paredes de madeira (ver
15Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais serão colocadas verticalmente. 16O comprimento de cada tábua será de dez côvados, e a sua largura de um côvado e meio. 17Duas couceiras terá cada tábua, unidas uma à outra por travessas; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo. 18Ao fazeres as tábuas para o tabernáculo, farás vinte delas para o lado meridional. 19Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua, para as suas duas couceiras, e duas bases debaixo de outra, para as duas couceiras dela. 20Também para o outro lado do tabernáculo, o que dá para o norte, farás vinte tábuas, 21com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra. 22E para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, farás seis tábuas. 23Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo no lado posterior. 24Por baixo serão duplas, do mesmo modo se estendendo inteiras até a primeira argola em cima; assim se fará com as duas tábuas; elas serão para os dois cantos. 25Haverá oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata: duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra. 26Farás também travessões de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,
1O tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás, obra de artífice. 2O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas serão da mesma medida. 3Cinco cortinas serão enlaçadas, cada uma à outra; e as outras cinco serão enlaçadas da mesma maneira. 4Farás laçadas de estofo azul na orla da última cortina do primeiro grupo; assim também farás na orla da primeira cortina do segundo grupo; 5a saber, cinqüenta laçadas na orla de uma cortina, e cinqüenta laçadas na orla da outra; as laçadas serão contrapostas uma à outra. 6Farás cinqüenta colchetes de ouro, e prenderás com eles as cortinas, uma à outra; assim o tabernáculo virá a ser um todo. 7Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze destas cortinas farás. 8O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura de cada cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma medida. 9E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da tenda. 10E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo. 11Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo. 12E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo. 13E o côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da tenda, penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo. 14Farás também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de golfinhos.
9Farás também o átrio do tabernáculo. No lado que dá para o sul o átrio terá cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento. 10As suas colunas serão vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata. 11Assim também ao longo do lado do norte haverá cortinas de cem côvados de comprimento, e serão vinte as suas colunas e vinte as bases destas, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata. 12E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases destas. 13Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o nascente será de cinqüenta côvados. 14As cortinas para um lado da porta serão de quinze côvados; três serão as suas colunas, e três as bases destas. 15E de quinze côvados serão as cortinas para o outro lado; as suas colunas serão três, e três as bases destas. 16Também à porta do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e quatro as bases destas. 17Todas as colunas do átrio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, porém as suas bases de bronze. 18O comprimento do átrio será de cem côvados, e a largura, por toda a extensão, de cinqüenta, e a altura de cinco côvados; as cortinas serão de linho fino torcido; e as bases das colunas de bronze.
A tenda era dividia em dois compartimentos. O primeiro e maior era chamado de lugar santo e o segundo, de santíssimo. Uma rica cortina, ou véu, dividia os dois compartimentos. Como não havia janelas na tenda, um candelabro com sete hastes provia a iluminação do primeiro compartimento. Ali havia luz suficiente para os sacerdotes desempenharem o serviço.
No primeiro compartimento havia três peças do mobiliário: a mesa dos pães da proposição, o candelabro e o altar de incenso. Entrando na tenda, cuja frente se voltava para o leste, podia-se ver no fim do recinto o altar de incenso. À direita, havia a mesa dos pães da proposição, organizados em duas pilhas de seis pães cada uma, e também o incenso para o pão e as jarras para as ofertas de libação. Havia também pratos, colheres e vasilhas usadas no serviço. O candelabro era de ouro puro e suas lâmpadas tinham o formato de amêndoas.
O objeto mais importante nesse compartimento era o altar de incenso. Media cerca de 89 por 44 por 44 em. Era coberto de ouro puro, e ao redor da parte superior havia uma coroa de ouro. Nesse altar, o sacerdote colocava uma vasilha contendo brasas vivas tiradas do altar do holocausto e também o incenso. Quando ele punha o incenso sobre as brasas, a fumaça subia e, como o véu não chegava ao teto da tenda, o incenso não apenas enchia o primeiro compartimento, mas também o segundo. Assim, servia ao lugar santíssimo também.
No segundo compartimento havia apenas a arca, que media 112 em de comprimento, por 66 em de largura e altura. A cobertura da arca era chamada de propiciatório, sobre o qual a expiação era feita no Dia da Expiação. Ao redor da cobertura havia uma coroa de ouro, semelhante à que havia no altar de incenso. Dentro da arca estavam guardadas as tábuas da lei, escritas pelo próprio dedo de Deus.
No alto do propiciatório havia dois querubins de ouro. Ali, Deus comungava com Seu povo (
22E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel.
No pátio, fora da tenda, havia um lavatório, uma bacia grande feita de bronze que continha água para lavar-se. Nesse lavatório, os sacerdotes lavavam as mãos e os pés antes de entrar no santuário ou no início de cada serviço (
17Disse mais o Senhor a Moisés: 18Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatório; e a porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água, 19com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés; 20quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer oferta queimada ao Senhor. 21Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo a ele e à sua descendência pelas suas gerações.
8Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação.
No pátio, a leste do lavatório, havia também o altar do holocausto, que tinha o mais importante propósito em todas as ofertas sacrificais. O altar media 1,33 m de altura e, para se ministrar junto a ele, era necessária uma pequena plataforma sobre a qual o sacerdote ficava. O topo do altar media 2,22 metros quadrados. Era feito de madeira, coberto de bronze. Em tempos posteriores, o altar foi ampliado para acomodar o crescente número de ofertas. Nesse altar, os sacrifícios eram queimados e, por isso, recebia o nome de altar de ofertas queimadas. Ali também a gordura das vítimas era queimada, assim como certas partes de outras ofertas. Nos quatro cantos do altar havia projeções semelhantes a chifres, conhecidas como "chifres do altar". Em certos sacrifícios, os sacerdotes tocavam os chifres do altar com sangue. Em outros, eles o aspergiam em volta do altar. Na base do altar, o sangue adicional não usado no serviço era despejado no chão.