1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.
17Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: 18O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19e para proclamar o ano aceitável do Senhor. 43Ele, porém, lhes disse: É necessário que também às outras cidades eu anuncie o evangelho do reino de Deus; porque para isso é que fui enviado. 44E pregava nas sinagogas da Judéia.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
DepoisCBA
Marcos 1:1414Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus 15e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.
12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia; 13e, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali; 14para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: 15A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios, 16o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou. 17Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.
14Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. 15Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.
Nota Adicional a Marcos 1CBA
Marcos 1:1-45Controle pelo Espírito Santo - Devido à ação do Espírito Santo (
16Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?
19Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
16E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
22no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.
14Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram;
20Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
27a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória;
13porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
29Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;
22Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. 23a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.
14e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
7Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.
3Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. 4Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.
Controle por um espírito maligno - Por outro lado, todos os que rejeitam ou ignoram a verdade declaram sua sujeição ao maligno (CBV, 92; DTN, 322, 341). Os que persistentemente se recusam a obedecer às sugestões do Espírito Santo ou as negligenciam, entregando-se ao controle de Satanás, desenvolvem um caráter que mais e mais se assemelha ao dele (
34Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 41Vós fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. 44Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.
12Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; 13nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 14Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. 15Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. 16Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
30E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.
21Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo.
70Respondeu-lhes Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? Contudo um de vós é o diabo.
Graus de controle demoníaco - O processo de formação do caráter é gradual, e há, portanto, graus de controle ou possessão, seja do Espírito Santo ou de espíritos malignos (ver
2E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
23Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
12Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; 13nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 14Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. 15Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. 16Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
18Porque, falando palavras arrogantes de vaidade, nas concupiscências da carne engodam com dissoluções aqueles que mal estão escapando aos que vivem no erro; 19prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo.
A principal diferença entre os que respondem ocasionalmente e os que respondem sempre às sugestões de Satanás é, portanto, uma diferença de grau e não de espécie. A vida do rei Saul é um exemplo patente da experiência daqueles que se submetem ao controle dos demônios (
8Esperou, pois, sete dias, até o tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo, deixando a Saul, se dispersava. 9Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. 10Mal tinha ele acabado de oferecer e holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. 11Então perguntou Samuel: Que fizeste? Respondeu Saul: Porquanto via que o povo, deixando-me, se dispersava, e que tu nao vinhas no tempo determinado, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, 12eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda não aplaquei o Senhor. Assim me constrangi e ofereci o holocausto. 13Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente; não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou. O Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; 14agora, porém, não subsistirá o teu reino; já tem o Senhor buscado para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.
10Então veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: 11Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e clamou ao Senhor a noite toda. 12E Samuel madrugou para encontrar-se com Saul pela manhã; e foi dito a Samuel: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si numa coluna e, voltando, passou e desceu a Gilgal. 13Veio, pois, Samuel ter com Saul, e Saul lhe disse: Bendito sejas do Senhor; já cumpri a palavra do Senhor. 14Então perguntou Samuel: Que quer dizer, pois, este balido de ovelhas que chega aos meus ouvidos, e o mugido de bois que ouço? 15Ao que respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram, porque o povo guardou o melhor das ovelhas e dos bois, para os oferecer ao Senhor teu Deus; o resto, porém, destruímo-lo totalmente. 16Então disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. Respondeu-lhe Saul: Fala. 17Prosseguiu, pois, Samuel: Embora pequeno aos teus próprios olhos, porventura não foste feito o cabeça das tribos de Israel? O Senhor te ungiu rei sobre Israel; 18e bem assim te enviou o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que sejam aniquilados. 19Por que, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que era mau aos olhos do Senhor? 20Então respondeu Saul a Samuel: Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou, e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e aos amalequitas destruí totalmente; 21mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do anátema, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal. 22Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros 23Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei. 24Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto transgredi a ordem do Senhor e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos a sua voz. 25Agora, pois, perdoa o meu pecado, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor. 26Samuel porém disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, e o Senhor te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel: 27E, virando-se Samuel para se ir, Saul pegou-lhe pela orla da capa, a qual se rasgou. 28Então Samuel lhe disse: O Senhor rasgou de ti hoje o reino de Israel, e o deu a um teu próximo, que é melhor do que tu. 29Também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende, por quanto não é homem para que se arrependa. 30Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus. 31Então, voltando Samuel, seguiu a Saul, e Saul adorou ao Senhor. 32Então disse Samuel: Trazei-me aqui a Agague, rei dos amalequitas. E Agague veio a ele animosamente; e disse: Certamente já passou a amargura da morte. 33Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou a mulheres, assim ficará desfilhada tua mãe entre as mulheres. E Samuel despedaçou a Agague perante o Senhor em Gilgal. 34Então Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu a sua casa, a Gibeá de Saul. 35Ora, Samuel nunca mais viu a Saul até o dia da sua morte, mas Samuel teve dó de Saul. E o Senhor se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel.
14Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor. 15Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora um espírito maligno da parte de Deus te atormenta; 16dize, pois, Senhor nosso, a teus servos que estão na tua presença, que busquem um homem que saiba tocar harpa; e quando o espírito maligno da parte do Senhor vier sobre ti, ele tocara com a sua mão, e te sentirás melhor. 17Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo. 18Respondeu um dos mancebos: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem, e é forte e destemido, homem de guerra, sisudo em palavras, e de gentil aspecto; e o Senhor é com ele. 19Pelo que Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas. 20Jessé, pois, tomou um jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e os enviou a Saul pela mão de Davi, seu filho. 21Assim Davi veio e se apresentou a Saul, que se agradou muito dele e o fez seu escudeiro. 22Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa ficar Davi ao meu serviço, pois achou graça aos meus olhos. 23E quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.
1Naqueles dias ajuntaram os filisteus os seus exércitos para a guerra, para pelejarem contra Israel. Disse Áquis a Davi: Sabe de certo que sairás comigo ao arraial, tu e os teus homens. 2Respondeu Davi a Áquis: Assim saberás o que o teu servo há de fazer. E disse Áquis a Davi: Por isso te farei para sempre guarda da minha pessoa. 3Ora, Samuel já havia morrido, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado e em Ramá, que era a sua cidade. E Saul tinha desterrado os necromantes e os adivinhos. 4Ajuntando-se, pois, os filisteus, vieram acampar-se em Suném; Saul ajuntou também todo o Israel, e se acamparam em Gilboa. 5Vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu e estremeceu muito o seu coração. 6Pelo que consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 7Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Eis que em En-Dor há uma mulher que é necromante. 8Então Saul se disfarçou, vestindo outros trajes; e foi ele com dois homens, e chegaram de noite à casa da mulher. Disse-lhe Saul: Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser. 9A mulher lhe respondeu: Tu bem sabes o que Saul fez, como exterminou da terra os necromantes e os adivinhos; por que, então, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer? 10Saul, porém, lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Como vive o Senhor, nenhum castigo te sobrevirá por isso. 11A mulher então lhe perguntou: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. 12Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me enganaste? pois tu mesmo és Saul. 13Ao que o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que vem subindo de dentro da terra. 14Perguntou-lhe ele: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e lhe fez reverência. 15Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Estou muito angustiado, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e já não me responde, nem por intermédio dos profetas nem por sonhos; por isso te chamei, para que me faças saber o que hei de fazer. 16Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor se tem desviado de ti, e se tem feito teu inimigo? 17O Senhor te fez como por meu intermédio te disse; pois o Senhor rasgou o reino da tua mão, e o deu ao teu próximo, a Davi. 18Porquanto não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste e furor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto. 19E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus. Amanhã tu e teus filhos estareis comigo, e o Senhor entregará o arraial de Israel na mão dos filisteus. 20Imediatamente Saul caiu estendido por terra, tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e não houve força nele, porque nada havia comido todo aquele dia e toda aquela noite. 21Então a mulher se aproximou de Saul e, vendo que estava tão perturbado, disse-lhe: Eis que a tua serva deu ouvidos à tua voz; pus a minha vida na minha mão, dando ouvidos às palavras que disseste. 22Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva, e permite que eu ponha um bocado de pão diante de ti; come, para que tenhas forças quando te puseres a caminho. 23Ele, porém, recusou, dizendo: Não comerei. Mas os seus servos e a mulher o constrangeram, e ele deu ouvidos à sua voz; e levantando-se do chão, sentou-se na cama. 24Ora, a mulher tinha em casa um bezerro cevado; apressou-se, pois, e o degolou; tambem tomou farinha, e a amassou, e a cozeu em bolos ázimos. 25Então pôs tudo diante de Saul e de seus servos; e eles comeram. Depois levantaram-se e partiram naquela mesma noite.
Formas de controle demoníaco. Não apenas o grau de controle demoníaco ou possessão varia, mas também a forma em que se manifesta. Às vezes. Satanás pode realizar seus objetivos sinistros mais eficazmente, permitindo que a sua vítima retenha intactas suas faculdades mentais e físicas e tenha aparência de piedade. Outras vezes, o diabo perverte a mente e o corpo e induz a vítima a condutas evidentemente pecaminosas. Os que se acham apenas parcialmente sob o controle de demônios, ou que não manifestam os sintomas popularmente associados com a possessão demoníaca, são frequentemente mais úteis ao príncipe do mal do que aqueles que podem estar mais obviamente sob o seu controle. O mesmo espírito maligno que possuiu o maníaco de Cafarnaum também eontrolou os judeus descrentes (ver
44Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.
3Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze;
70Respondeu-lhes Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? Contudo um de vós é o diabo. 71Referia-se a Judas, filho de Simão Iscariotes; porque era ele o que o havia de entregar, sendo um dos doze.
27E, logo após o bocado, entrou nele Satanás. Disse-lhe, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa.
23Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens.
Possessão demoníaca e o sistema nervoso humano — Em qualquer grau ou forma em que os demônios obtêm controle de um ser humano, eles o fazem através do sistema nervoso sensorial. Através das faculdades superiores da mente — a consciência, o poder de escolha e a vontade - é que Satanás se apossa do indivíduo. Por meio do sistema nervoso motor o maligno exerce controle de seus súditos. A possessão demoníaca não pode ocorrer a não ser através do sistema nervoso, pois por meio dele Satanás obtém acesso à mente e, por sua vez, controla o corpo (cf.
2bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.
Todos os casos de possessão demoníaca descritos em O Desejado de Iodas as Nações são mencionados especificamente como tendo envolvido algum tipo de desarranjo mental, popularmente descrito como insanidade, e esta condição é indicada como sendo o resultado de possessão demoníaca. Por exemplo, o endemoniado na sinagoga de Cafarnaum é descrito como “louco”, e sua aflição como “insanidade” e “loucura” (DTN, 256). Os endemoniados de Gadara são semelhantemente mencionados como “loucos” e “lunáticos", e tendo “mente transtornada” (DTN, 341; GC, 514). O jovem possesso ao pé do monte da transfiguração também é chamado de “lunático” (DTN, 429; ver
18e este, onde quer que o apanha, convulsiona-o, de modo que ele espuma, range os dentes, e vai definhando; e eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
26Então o espírito imundo, convulsionando-o e clamando com grande voz, saiu dele.
18e este, onde quer que o apanha, convulsiona-o, de modo que ele espuma, range os dentes, e vai definhando; e eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. 19Ao que Jesus lhes respondeu: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos hei de suportar? Trazei-mo. 20Então lho trouxeram; e quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o convulsionou; e o endemoninhado, caindo por terra, revolvia-se espumando. 21E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; 22e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23Ao que lhe disse Jesus: Se podes! - tudo é possível ao que crê. 24Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade. 25E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e nunca mais entres nele. 26E ele, gritando, e agitando-o muito, saiu; e ficou o menino como morto, de modo que a maior parte dizia: Morreu.
35Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, tendo-o lançado por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal algum.
29Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois já havia muito tempo que se apoderara dele; e guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas ele, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos.
15Chegando-se a Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, sentado, vestido, e em perfeito juízo; e temeram.
35Saíram, pois, a ver o que tinha acontecido, e foram ter com Jesus, a cujos pés acharam sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem de quem havia saído os demônios; e se atemorizaram.
O caso do jovem possesso de
14Quando chegaram aonde estavam os discípulos, viram ao redor deles uma grande multidão, e alguns escribas a discutirem com eles. 15E logo toda a multidão, vendo a Jesus, ficou grandemente surpreendida; e correndo todos para ele, o saudavam. 16Perguntou ele aos escribas: Que é que discutis com eles? 17Respondeu-lhe um dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo; 18e este, onde quer que o apanha, convulsiona-o, de modo que ele espuma, range os dentes, e vai definhando; e eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. 19Ao que Jesus lhes respondeu: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos hei de suportar? Trazei-mo. 20Então lho trouxeram; e quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o convulsionou; e o endemoninhado, caindo por terra, revolvia-se espumando. 21E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; 22e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23Ao que lhe disse Jesus: Se podes! - tudo é possível ao que crê. 24Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade. 25E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e nunca mais entres nele. 26E ele, gritando, e agitando-o muito, saiu; e ficou o menino como morto, de modo que a maior parte dizia: Morreu. 27Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu; e ele ficou em pé. 28E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 29Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração [e jejum.]
18Então eles, deixando imediatamente as suas redes, o seguiram. 19E ele, passando um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco, consertando as redes, 20e logo os chamou; eles, deixando seu pai Zebedeu no barco com os empregados, o seguiram.
Possessão demoníaca e desordens/ísicas - Em certos casos de possessão demoníaca havia também desordens físicas associadas (ver
32Enquanto esses se retiravam, eis que lhe trouxeram um homem mudo e endemoninhado.
22Trouxeram-lhe então um endemoninhado cego e mudo; e ele o curou, de modo que o mudo falava e via.
17Respondeu-lhe um dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo;
Características distintivas da possessão demoníaca - Pelo que Ellen G. White mostra, as várias manifestações de desordens físicas e mentais que caracterizavam os endemoniados não eram, em si, diferentes das manifestações atribuíveis a causas naturais. Aparentemente, a diferença não estava nos sintomas nervosos e físicos manifestados, mas no agente que os causava. Ela atribui esses sintomas à presença e ação direta de espíritos malignos (ver GC, 514). Mas as várias desordens físicas e mentais não constituíam em si mesmas o que os evangelhos descrevem como possessão demoníaca. Elas eram o resultado da possessão demoníaca.
Sem dúvida, a mente popular identificava os resultados da possessão demoníaca com a própria possessão. Mas a alegação de que, por ignorância, os autores dos evangelhos atribuíram erroneamente as várias desordens físicas e nervosas à ação de espíritos malignos é desmentida pelo fato de que eles elaramente fizeram distinção entre sintomas físicos comuns e possessão demoníaca (ver
24Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.
17E Jesus, descendo com eles, parou num lugar plano, onde havia não só grande número de seus discípulos, mas também grande multidão do povo, de toda a Judéia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinham vindo para ouví-lo e serem curados das suas doenças; 18e os que eram atormentados por espíritos imundos ficavam curados.
21Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.
2bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.
23Ora, estava na sinagoga um homem possesso dum espírito imundo, o qual gritou: 24Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
11E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus. 12E ele lhes advertia com insistência que não o dessem a conhecer.
7e, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.
29E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?
24Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
E razoável concluir que a possessão demoníaca, embora fosse com frequência acompanhada por desordens nervosas ou físicas, exibisse seus sintomas característicos, mas as Escrituras não especificam quais eram esses sintomas.
Por que a possessão demoníaca era comum. - Há razão para crer que a possessão demoníaca, no sentido limitado dos autores dos evangelhos, era muito mais comum durante o tempo do ministério terreal de Cristo do que é agora (ver DTN, 257). Talvez, durante algum tempo, Deus tenha permitido que Satanás tivesse mais liberdade para demonstrar os resultados de seu controle pessoal dos seres humanos que voluntariamente escolheram servi-lo. No monte da transfiguração, os discípulos contemplaram a humanidade transfigurada à imagem de Deus, e no sopé da montanha, a humanidade degradada à semelhança de Satanás (DTN, 429).
Através dos séculos, o diabo tem procurado obter ilimitado controle do corpo e da alma dos homens, para afligi-los com pecado e sofrimento e, finalmente, arruiná-los (DTN, 257; PP, 688). Assim, quando nosso Senhor apareceu andando como homem entre os homens, “o corpo de criaturas humanas, feito para habitação de Deus, tornara-se morada de demônios. Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos dos homens eram, por meio de agentes sobrenaturais, levados a condescender com a concupiscência mais vil. O próprio selo dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens” (DTN, 36). A própria semelhança da humanidade parece ter sido obliterada de muitas faces humanas, as quais refletiam, em vez disso, a expressão das legiões malignas pelas quais eram possuídas (cf.
27Logo que saltou em terra, saiu-lhe ao encontro um homem da cidade, possesso de demônios, que havia muito tempo não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos sepulcros.