15Respondeu-lhes Jesus: Podem porventura ficar tristes os convidados às núpcias, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, porém, em que lhes será tirado o noivo, e então hão de jejuar. 16Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque semelhante remendo tira parte do vestido, e faz-se maior a rotura. 17Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.
43Ora, havendo o espírito imundo saido do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. 44Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. 45Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa.
3E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. 4e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. 5E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; 6mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. 7E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. 9Quem tem ouvidos, ouça. 10E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? 11Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
1Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha. 3Cerca da hora terceira saiu, e viu que estavam outros, ociosos, na praça, 4e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. 5Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo. 6Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo? 7Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse- lhes ele: Ide também vós para a vinha. 8Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros. 9Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um. 10Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um. 11E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo: 12Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor. 13Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário? 14Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti. 15Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? 16Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.
28Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. 29Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi. 30Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. 32Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele. 33Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. 34E quando chegou o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. 35E os lavradores, apoderando-se dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram. 36Depois enviou ainda outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo. 37Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: A meu filho terão respeito. 38Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. 40Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? 41Responderam-lhe eles: Fará perecer miseravelmente a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe entreguem os frutos. 42Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? 43Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos. 44E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó. 45Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que era deles que Jesus falava. 46E procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto este o tinha por profeta.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
A falarCBA
Mateus 22:11Então Jesus tornou a falar-lhes por parábolas, dizendo: 2O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. 3Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. 4Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. 5Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; 6e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. 7Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. 8Então disse aos seus servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. 9Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas. 10E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial. 11Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial; 12e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu. 13Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. 14Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
16Jesus, porém, lhe disse: Certo homem dava uma grande ceia, e convidou a muitos. 17E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: vinde, porque tudo já está preparado. 18Mas todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado. 19Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado. 20Ainda outro disse: Casei-me e portanto não posso ir. 21Voltou o servo e contou tudo isto a seu senhor: Então o dono da casa, indignado, disse a seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22Depois disse o servo: Senhor, feito está como o ordenaste, e ainda há lugar. 23Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha. 24Pois eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.
12Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; 23Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade? 28Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. 33Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.
A parábola das bodas tem muito em comum com a da grande ceia (
16Jesus, porém, lhe disse: Certo homem dava uma grande ceia, e convidou a muitos. 17E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: vinde, porque tudo já está preparado. 18Mas todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado. 19Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado. 20Ainda outro disse: Casei-me e portanto não posso ir. 21Voltou o servo e contou tudo isto a seu senhor: Então o dono da casa, indignado, disse a seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22Depois disse o servo: Senhor, feito está como o ordenaste, e ainda há lugar. 23Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha. 24Pois eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.
As seguintes diferenças parecem indicar claramente a distinção das duas histórias: (1) A parábola da grande ceia foi contada na casa de um fariseu; a das bodas, no pátio do templo. (2) O primeiro banquete foi oferecido por um homem comum; o segundo, por um rei. (3) O primeiro foi simplesmente uma ocasião social; o segundo, uma festa de casamento em homenagem ao filho do rei. (4) Na primeira, a ênfase é colocada em desculpas vazias por aqueles que declinaram do convite; na segunda, na preparação necessária da parte dos convidados. (5) Na primeira, desculpas são dadas; na segunda, os convidados não se desculpam. (6) Na primeira, os mensageiros são recebidos com indiferença; na segunda, alguns são agredidos e mortos. (7) Na primeira, a única penalidade imposta sobre os que declinaram do convite foi a exclusão do banquete; na segunda, aqueles que declinaram do convite foram mortos.
De novoCBA
Mateus 22:1