22Os discípulos se entreolhavam, perplexos, sem saber de quem ele falava. 23Ora, achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava. 24A esse, pois, fez Simão Pedro sinal, e lhe pediu: Pergunta- lhe de quem é que fala. 25Aquele discípulo, recostando-se assim ao peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é?
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Sou eu, Senhor?CBA
Mateus 26:22Nota Adicional #1 de Mateus 26CBA
Mateus 26:1-75A maioria dos comentaristas críticos descarta esse aparente conflito com a observação casual de que, obviamente, João ou os escritores sinóticos estavam enganados. Mas os que acreditam na inspiração das Escrituras rejeitam tal explicação e propõem, em vez disso, soluções possíveis para o problema. A fim de avaliar de forma inteligente essas soluções é necessário, primeiramente, revisar a data referente ao tempo e ao significado típico da Páscoa, e os fatores de tempo relacionados com a última Ceia e a crucifixão.
O tempo da Páscoa - O cordeiro pascal era morto no final da tarde de 14 de nisã, após o sacrifício regular da tarde, e comido com pães asmos, depois do pôr do sol, naquela mesma noite, durante as primeiras horas de 15 de nisã (
6e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha: 7Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem. 8E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerao. 9Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura. 10Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo. 11Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. 12Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. 13Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. : 14E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
29E aconteceu que à meia-noite o Senhor feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. 33E os egípcios apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra; porque diziam: Estamos todos mortos. 42Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas gerações. 51E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.
3E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não se comerá pão levedado. 4Hoje, no mês de abibe, vós saís. 5Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto nestê mes. 6Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma festa ao Senhor. 7Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos.
1Também falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no primeiro mês do segundo ano depois que saíram da terra do Egito, dizendo: 2Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado. 3No dia catorze deste mês, à tardinha, a seu tempo determinado, a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todas as suas ordenanças a celebrareis. 4Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa. 5Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, à tardinha, no deserto de Sinai; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.
3Partiram de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do mês; no dia seguinte ao da páscoa saíram os filhos de Israel afoitamente à vista de todos os egípcios,
1Guarda o mês de abibe, e celebra a páscoa ao Senhor teu Deus; porque no mes de abibe, de noite, o Senhor teu Deus tirou-te do Egito. 2Então, das ovelhas e das vacas, sacrificarás a páscoa ao Senhor teu Deus, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3Nela não comerás pão levedado; por sete dias comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida. 4O fermento não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que sacrificares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até pela manhã. 5Não poderás sacrificar a páscoa em qualquer uma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá, 6mas no lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome; ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito. 7Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher; depois, pela manhã, voltarás e irás às tuas tendas.
8E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerao. 18No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. 34Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras atadas e em seus vestidos, sobre os ombros. 39E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida.
5No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor. 6E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos.
16No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor. 17E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos.
3Nela não comerás pão levedado; por sete dias comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida. 4O fermento não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que sacrificares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até pela manhã. 8Seis dias comerás pães ázimos, e no sétimo dia haverá assembléia solene ao Senhor teu Deus; nele nenhum trabalho farás.
10Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra que eu vos dou, e segardes a sua sega, então trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa sega; 11e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá. 12E no dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor. 13Sua oferta de cereais será dois décimos de efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; e a sua oferta de libação será de vinho, um quarto de him. 14E não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até aquele mesmo dia, em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações.
7Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa;
3Vendo que isso agradava aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. (Eram então os dias dos pães ázimos.) 4E, havendo-o prendido, lançou-o na prisão, entregando-o a quatro grupos de quatro soldados cada um para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da páscoa.
6Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?
As tabelas que se propõem a dar as datas da era cristã para cada lua cheia pascal durante o ministério do Senhor não são de grande ajuda nesse problema, pois todas elas estão baseadas em métodos modernos judaicos de cálculo do tempo da Páscoa. Hoje não se sabe como os judeus do tempo de Cristo coordenavam seu calendário lunar com o ano solar. Por isso, não é possível determinar com certeza absoluta o dia da semana ou até mesmo o mês em que a Páscoa de qualquer ano do ministério do Senhor pode ter ocorrido.
Um notável desvio da data bíblica em relação ao tempo da última Ceia é a teoria da crucifixão na quarta-feira, que pressupõe: (1) que a data da era cristã da lua cheia pascal do ano da crucifixão pode ser determinada com precisão absoluta; (2) que a expressão idiomática hebraica “três dias e três noites” indica um período de 72 horas completas; e (3) que o grego de
1No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
Alguns supõem que a expressão “no crepúsculo da tarde”, de
6e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha:
O significado típico da Páscoa - O cordeiro pascal prefigurava Cristo, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (
29No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
7Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado.
20Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
A última Ceia e a crucifixão - As seguintes declarações cronológicas parecem estar explícitas ou implícitas na narrativa do evangelho e são geralmente hem aceitas pelos estudiosos da Bíblia:
1. A crucifixão ocorreu na “véspera da Páscoa”, isto é, em 14 de nisã (
14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei.
2. A morte de Cristo ocorreu na sexta à tarde (
42Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. 45E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; 46o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 2E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol.
54Era o dia da preparação, e ia começar o sábado. 55E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. 56Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
31Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali. 42Ali, pois, por ser a vespera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.
3. Portanto, no ano da crucifixão, 14 de nisã, o dia designado para matar os cordeiros pascais, caiu em uma sexta-feira. A preparação para a (ou véspera da) Páscoa coincidiu com a preparação (ou véspera) do sábado semanal (
14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei.
31Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali. 42Ali, pois, por ser a vespera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.
6E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. 8Mas por sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
42Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. 45E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; 46o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 2E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol.
5Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui. 6Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu; 7e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém. 8Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele; 9e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu. 10Estavam ali os principais sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. 11Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. 12Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro. 13Então Pilatos convocou os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, 14e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo; e eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais; 15nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar; e eis que não tem feito ele coisa alguma digna de morte. 16Castigá-lo-ei, pois, e o soltarei. 17[E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa.] 18Mas todos clamaram à uma, dizendo: Fora com este, e solta-nos Barrabás! 19Ora, Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio. 20Mais uma vez, pois, falou-lhes Pilatos, querendo soltar a Jesus. 21Eles, porém, brandavam, dizendo: Crucifica-o! crucifica-o! 22Falou-lhes, então, pela terceira vez: Pois, que mal fez ele? Não achei nele nenhuma culpa digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e o soltarei. 23Mas eles instavam com grandes brados, pedindo que fosse crucificado. E prevaleceram os seus clamores. 24Então Pilatos resolveu atender-lhes o pedido; 25e soltou-lhes o que fora lançado na prisão por causa de sedição e de homicídio, que era o que eles pediam; mas entregou Jesus à vontade deles. 26Quando o levaram dali tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus. 27Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais o pranteavam e lamentavam. 28Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. 29Porque dias hão de vir em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! 30Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós; e aos outeiros: Cobri-nos. 31Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco? 32E levavam também com ele outros dois, que eram malfeitores, para serem mortos. 33Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram, a ele e também aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. 34Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Então repartiram as vestes dele, deitando sortes sobre elas. 35E o povo estava ali a olhar. E as próprias autoridades zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus. 36Os soldados também o escarneciam, chegando-se a ele, oferecendo-lhe vinagre, 37e dizendo: Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. 38Por cima dele estava esta inscrição [em letras gregas, romanas e hebraicas:] ESTE É O REI DOS JUDEUS. 39Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós. 40Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação? 41E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez. 42Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. 43Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. 44Era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera; 45e rasgou-se ao meio o véu do santuário. 46Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou. 47Quando o centurião viu o que acontecera, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo. 48E todas as multidões que presenciaram este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltaram batendo no peito. 49Entretanto, todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que o haviam seguido desde a Galiléia, estavam de longe vendo estas coisas. 50Então um homem chamado José, natural de Arimatéia, cidade dos judeus, membro do sinédrio, homem bom e justo, 51o qual não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, e que esperava o reino de Deus, 52chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus; 53e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. 54Era o dia da preparação, e ia começar o sábado. 55E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. 56Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
4. A última Ceia ocorreu na noite anteriora crucifixão (
17Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? 20Ao anoitecer reclinou-se à mesa com os doze discípulos; 26Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 34Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante três vezes me negarás. 47E estando ele ainda a falar, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo.
12Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, quando imolavam a páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a páscoa? 16Partindo, pois, os discípulos, foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera, e prepararam a páscoa. 17Ao anoitecer chegou ele com os doze.
7Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa; 8e Jesus enviou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. 13Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa. 14E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão;
2Enquanto ceavam, tendo já o Diabo posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, que o traísse, 4levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. 30Então ele, tendo recebido o bocado saiu logo. E era noite.
31mas, assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço, para que o mundo saiba que eu amo o Pai. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
1Tendo Jesus dito isto, saiu com seus discípulos para o outro lado do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim, e com eles ali entrou. 2Ora, Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque muitas vezes Jesus se reunira ali com os discípulos. 3Tendo, pois, Judas tomado a coorte e uns guardas da parte dos principais sacerdotes e fariseus, chegou ali com lanternas archotes e armas. 28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
16Então lho entregou para ser crucificado.
5. Os relatos sinóticos chamam a última Ceia de ceia pascal (
17Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? 20Ao anoitecer reclinou-se à mesa com os doze discípulos;
12Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, quando imolavam a páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a páscoa? 16Partindo, pois, os discípulos, foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera, e prepararam a páscoa. 17Ao anoitecer chegou ele com os doze.
7Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa; 8e Jesus enviou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. 13Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa. 14E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão;
6. O relato de João coloca a celebração oficial judaica da ceia pascal 24 horas depois da última Ceia, portanto, na sexta-feira à noite após a crucifixão, durante as primeiras horas do sábado semanal (
28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. 31Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali.
7. Na hora da última Ceia (
1Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
5Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
2Pois eles diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei.
8. Jesus descansou no túmulo no sábado (
59E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, 60e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou- se. 61Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro. 62No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, 63e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. 64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro. 65Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis. 66Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda.
1No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
43José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. 45E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; 46o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.
54Era o dia da preparação, e ia começar o sábado. 55E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. 56Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
38Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus; e Pilatos lho permitiu. Então foi e o tirou. 39E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras duma mistura de mirra e aloés. 40Tomaram, pois, o corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura. 41No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto. 42Ali, pois, por ser a vespera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.
9. Jesus levantou do túmulo na madrugada de domingo, 16 de nisã (
1No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. 3o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como a neve. 4E de medo dele tremeram os guardas, e ficaram como mortos. 5Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. 6Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia;
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 2E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol. 3E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? 4Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida; 5e entrando no sepulcro, viram um moço sentado à direita, vestido de alvo manto; e ficaram atemorizadas. 6Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. 2E acharam a pedra revolvida do sepulcro. 3Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4E, estando elas perplexas a esse respeito, eis que lhes apareceram dois varões em vestes resplandecentes; 5e ficando elas atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos aquele que vive? 6Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos falou, estando ainda na Galiléia.
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro. 2Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro, e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram. 3Saíram então Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro; 5e, abaixando-se viu os panos de linho ali deixados, todavia não entrou. 6Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro e viu os panos de linho ali deixados, 7e que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu. 9Porque ainda não entendiam a escritura, que era necessário que ele ressurgisse dentre os mortos. 10Tornaram, pois, os discípulos para casa. 11Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, 12e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus. 15Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre.
42Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 46o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.
Proposta de soluções do problema - A luz desses dados, deve-se examinar o problema do tempo da Páscoa no ano da crucifixão. Os comentaristas conservadores têm geralmente tentado resolver o problema com base em um dos quatro pressupostos que se seguem:
1. Quando se referem à última Ceia, os evangelhos sinóticos descrevem não a refeição da Páscoa, mas uma refeição cerimonial que a precedeu em 24 horas. De acordo com esse pressuposto, 14 de nisã cairia na sexta-feira, no ano da crucifixão, e a Páscoa de João seria a ceia oficial da Páscoa.
2. “A Páscoa”, à qual João se refere, não era a ceia da Páscoa, mas uma refeição cerimonial ligada à Festa dos Pães Asmos. De acordo com esse pressuposto, sexta-feira foi 15 de nisã, e a última Ceia, na noite anterior, foi uma celebração da ceia oficial da Páscoa, na época regular. Esta explicação é contrária à precedente.
3. A última Ceia foi uma verdadeira ceia pascal, como relatam os sinóticos, embora celebrada apenas por Jesus e os discípulos, 24 horas antes da refeição oficial da Páscoa a que se refere João, quando todos os judeus a celebraram. De acordo com esse pressuposto, sexta-feira foi 14 de nisã.
4. No tempo de Cristo, as diferenças sectárias em relação ao cômputo do calendário, quanto à possibilidade de 14 e 16 de nisã estarem relacionados a certos dias da semana, haviam levado, na prática, à celebração da Páscoa em dois dias consecutivos, que seria uma dupla comemoração. Segundo esse pressuposto, uma facção religiosa (os fariseus e outros conservadores) considerava que 14 de nisã caía na quinta-feira, no ano da crucifixão, enquanto outros (os saduceus, betusianos e outros liberais), que caía na sexta-feira. Cristo e os discípulos, portanto, presumivelmente, celebraram a Páscoa com o primeiro grupo, a “Páscoa” dos sinóticos; e os líderes judeus celebraram na noite seguinte, a "Páscoa” de João. Esta hipótese difere da anterior no sentido de que, aqui, Cristo e os discípulos não estavam sozinhos em sua celebração da Páscoa.
Para uma discussão mais detalhada das várias tentativas de harmonizar as declarações de João com os sinóticos com relação à data da última Ceia, é proveitoso consultar: Grace Amadon, “Ancient Jewish Calendation”, Journal of Biblical Literature, vol. 61, parte 4, 1942, p. 227-280; C. K. Barrett, The Gospel According to St. John, p. 38-41; j. H. Bernard, International Critical Commentary, on St. John, vol. 1, p. cvi-cviii; D. Chwolson, Das Letzte Passamahl Christi und der Tag Seines Todes; The International Standard Bible Encyclopedia, art. “Chronology of the New Testament"; J. K. Klausner, Jesus of Nazareth, tr. Herbert Danby, p. 326-329; A. T. Robertson, Word Pictures in the New Testament, sobre
17Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?
28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
Avaliação das soluções propostas - As quatro soluções propostas para o problema podem ser avaliadas como se segue:
1. O ponto de vista de que a última Ceia foi uma refeição cerimonial preliminar antes da refeição regular da Páscoa assume que os sinóticos usaram a palavra “Páscoa” em um sentido fora do regular. Embora seja possível admitir que a palavra “Páscoa poderia ter sido usada nesse sentido, a evidência disponível é fortemente contrária a um uso irregular da palavra. (1) Este ponto de vista repousa sobre a conjectura de que uma refeição cerimonial preliminar poderia ter sido celebrada no tempo de Cristo. (2) A leitura mais natural e óbvia dessas passagens em seu contexto aponta para a conclusão de que os sinóticos consistente e repetidamente falam da última Ceia como a “Páscoa”. (3) O comentário de Marcos (
12Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, quando imolavam a páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a páscoa?
7Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa;
2. O ponto de vista de que “a Páscoa” de
28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei.
3Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás; 4e deliberaram como prender Jesus a traição, e o matar. 5Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
1Ora, dali a dois dias era a páscoa e a festa dos pães ázimos; e os principais sacerdotes e os escribas andavam buscando como prender Jesus a traição, para o matarem. 2Pois eles diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
46o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.
56Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.
54Era o dia da preparação, e ia começar o sábado. 55E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. 56Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
7No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
10Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra que eu vos dou, e segardes a sua sega, então trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa sega; 11e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá. 12E no dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor. 13Sua oferta de cereais será dois décimos de efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; e a sua oferta de libação será de vinho, um quarto de him. 14E não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até aquele mesmo dia, em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações.
20Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
3. O ponto de vista de que a última Ceia, como uma verdadeira ceia pascal, ocorreu 24 horas antes do momento em que os judeus, geralmente, a comemoravam assume que tal prática era possível. Essa ideia, contrária à anterior, considera que a crucifixão ocorreu em cumprimento do tipo fornecido pela morte do cordeiro pascal em 14 de nisã. Era, na verdade, impossível para Cristo comer o cordeiro pascal no horário habitual e ainda assim, sendo Ele mesmo o verdadeiro Cordeiro pascal, ser morto no momento em que habitualmente os cordeiros pascais eram sacrificados. Parece mais importante que Sua morte estivesse em sincronia com a morte dos cordeiros do que Sua ceia da Páscoa em sincronia com o tempo oficial para se comer essa refeição (GC, 399). Assim, Sua ceia pascal deveria ocorrer mais cedo do que o tempo regularmente definido uma vez que os tipos do sacrifício do cordeiro e da oferta das primícias deviam se cumprir, “não somente quanto ao acontecimento, mas também quanto ao tempo" (GC, 399). No entanto, essa ideia também enfrenta dificuldades. É difícil assumir que Jesus e os discípulos, como únicas exceções à regra, poderiam ter celebrado a Páscoa um dia antes do tempo habitual. Deve-se considerar que: (1) Não há evidência histórica de que alguém tenha comido a ceia antes do início da Páscoa. Os cordeiros pascais deviam ser imolados no templo (Mishnah, Pesahim, 5.5-7, ed. Soncino, Talmude, p. 323, 324) em um determinado momento; e, de forma consistente, tanto quanto o registro informa, não havia provisão para matá-los em qualquer outro momento senão no final da tarde de 14 de nisã (para uma exceção, ver
6Ora, havia alguns que se achavam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de modo que não podiam celebrar a páscoa naquele dia; pelo que no mesmo dia se chegaram perante Moisés e Arão; 7e aqueles homens disseram-lhes: Estamos imundos por havermos tocado o cadáver de um homem; por que seríamos privados de oferecer a oferta do Senhor a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel? 8Respondeu-lhes Moisés: Esperai, para que eu ouça o que o Senhor há de ordenar acerca de vós. 9Então disse o Senhor a Moisés: 10Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém dentre vós, ou dentre os vossos descendentes estiver imundo por ter tocado um cadáver, ou achar-se longe, em viagem, contudo ainda celebrará a páscoa ao Senhor. 11No segundo mês, no dia: catorze, à tardinha, a celebrarão; comê-la-ão com pães ázimos e ervas amargas.
17Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?
7Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa;
4. O ponto de vista de que havia uma dupla comemoração da Páscoa se baseia em uma ou outra das várias conjecturas. A que talvez seja mais plausível delas assume que a “Páscoa” mencionada pelos sinóticos era a celebrada pelos fariseus e outros judeus conservadores, enquanto que a “Páscoa” mencionada por João era a observada pelos saduceus e outros betusianos mais liberais e empáticos com uma interpretação mais liberal das Escrituras. Os saduceus betusianos dos dias de Cristo são conhecidos por argumentar que o "sábado" de
11e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá.
Conclusões - Este é mais um exemplo em que a falta de informações sobre as práticas judaicas antigas parece ser a causa da incapacidade de harmonizar de forma definitiva as declarações aparentemente contraditórias de João e dos evangelhos sinóticos. No entanto, com base nas evidências disponíveis, mas sem aceitar qualquer uma dessas quatro explicações propostas, este Comentário sugere a possibilidade da seguinte sequência de eventos relacionados com a última Ceia, a crucifixão, e a Páscoa:
1. No ano da crucifixão, seja como resultado de controvérsias entre os elementos liberais e conservadores do judaísmo, ou devido a outras circunstâncias desconhecidas, pode ter havido uma dupla comemoração da Páscoa.
2. Cristo e os discípulos celebraram a última Ceia na quinta-feira à noite, junto com outros judeus conservadores, durante as primeiras horas do que foi oficialmente 14 de nisã, e a última Ceia foi uma verdadeira celebração da Páscoa.
3. Jesus morreu na cruz na hora do sacrifício da tarde e no momento em que os cordeiros pascais estavam sendo sacrificados, na sexta-feira, 14 de nisã.
4. No ano da crucifixão, a celebração oficial da Páscoa ocorreu na sexta-feira à noite, depois da crucifixão.
5. Jesus descansou na tumba durante o sábado semanal, que, naquele ano, coincidiu com o sábado cerimonial ou anual, em 15 de nisã, o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos.
6. Jesus ressuscitou do sepulcro bem cedo, na manhã de domingo, 16 de nisã, o dia em que a oferta das primícias, que tipificava a ressurreição, foi apresentada no templo.
Deve-se reconhecer ainda que não é imperativo resolver esse problema a fim de que possamos nos valer da salvação por intermédio de “Cristo, nossa páscoa”, que foi “sacrificado por nós” (
7Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado.
Nota Adicional #2 de Mateus 26CBA
Mateus 26:1-75Quando o Sinédrio se reuniu, os líderes judeus estavam em estado de tensão mental, com medo de que seu plano maligno pudesse falhar. Eles temiam: (1) que as pessoas, que cada vez mais tomavam o lado de Jesus em oposição a eles (ver
19De sorte que os fariseus disseram entre si: Vedes que nada aproveitais? eis que o mundo inteiro vai após ele.
66Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
6Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado. 7Ora, dizendo ele isto, surgiu dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. 8Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa. 9Daí procedeu grande clamor; e levantando-se alguns da parte dos fariseus, altercavam, dizendo: Não achamos nenhum mal neste homem; e, quem sabe se lhe falou algum espírito ou anjo? 10E avolumando-se a dissenção, o comandante, temendo que Paulo fosse por eles despedaçado, mandou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles e o levassem para a fortaleza.
Dois passos fundamentais eram necessários a fim de condenar e executar Jesus: (1) o julgamento religioso perante o Sinédrio (ver com. de
57Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
1. Audiência preliminar diante de Anás. Ver com. de
13E conduziram-no primeiramente a Anás; pois era sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano. 14Ora, Caifás era quem aconselhara aos judeus que convinha morrer um homem pelo povo. 15Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, 16enquanto Pedro ficava da parte de fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira, e levou Pedro para dentro. 17Então a porteira perguntou a Pedro: Não és tu também um dos discípulos deste homem? Respondeu ele: Não sou. 18Ora, estavam ali os servos e os guardas, que tinham acendido um braseiro e se aquentavam, porque fazia frio; e também Pedro estava ali em pé no meio deles, aquentando-se. 19Então o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20Respondeu-lhe Jesus: Eu tenho falado abertamente ao mundo; eu sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se congregam, e nada falei em oculto. 21Por que me perguntas a mim? pergunta aos que me ouviram o que é que lhes falei; eis que eles sabem o que eu disse. 22E, havendo ele dito isso, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se bem, por que me feres? 24Então Anás o enviou, maniatado, a Caifás, o sumo sacerdote.
2sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
16Por isso os judeus perseguiram a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. 18Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.
19Não vos deu Moisés a lei? no entanto nenhum de vós cumpre a lei. Por que procurais matar-me?
37Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não encontra lugar em vós. 40Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez.
53Desde aquele dia, pois, tomavam conselho para o matarem.
14Os fariseus, porém, saindo dali, tomaram conselho contra ele, para o matarem.
6E os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os herodianos contra ele, para o matarem.
31Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. 39Outra vez, pois, procuravam prendê-lo; mas ele lhes escapou das mãos.
23Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se bem, por que me feres?
2. Audiência 'preliminar diante de Anás e Caifás. Ver DTN, 703, 760. Tendo tomado Jesus sob custódia, Anás e Caifás convocaram um grupo cuidadosamente selecionado de membros do Sinédrio (ver com. de
59Ora, os principais sacerdotes e todo o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem entregá-lo à morte;
3. julgamento noturno perante o Sinédrio. Ver com. de
57Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. 58E Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote; e entrando, sentou-se entre os guardas, para ver o fim. 59Ora, os principais sacerdotes e todo o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem entregá-lo à morte; 60e não achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas. Mas por fim compareceram duas, 61e disseram: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus, e reedificá-lo em três dias. 62Levantou-se então o sumo sacerdote e perguntou-lhe: Nada respondes? Que é que estes depõem contra ti? 63Jesus, porém, guardava silêncio. E o sumo sacerdote disse- lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho do Deus. 64Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. 65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia. 66Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. 67Então uns lhe cuspiram no rosto e lhe deram socos; 68e outros o esbofetearam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu? 69Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, que disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71E saindo ele para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno. 72E ele negou outra vez, e com juramento: Não conheço tal homem. 73E daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles pois a tua fala te denuncia. 74Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. 75E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.
De acordo com a lei judaica, o tribunal devia julgar casos de pena capital durante o dia.
A Mishnah diz: “Processos civis devem ser julgados durante o dia e encerrados à noite. Mas a pena capital deve ser julgada durante o dia e encerrada durante o dia” (Sanhedrin, 32.a [p. 200]). Os dirigentes temiam uma tentativa popular para resgatar Jesus se Ele permanecesse em sua própria custódia. Lembravam-se também de que as tentativas anteriores de eliminar Jesus tinham sido contrariadas por alguns membros influentes do Sinédrio (ver com. de
66Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
4. Julgamento diurno perante o Sinédrio. Ver com. de
66Logo que amanheceu reuniu-se a assembléia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziam ao sinédrio deles, onde lhe disseram: 67Se tu és o Cristo, dize-no-lo. Replicou-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não o crereis; 68e se eu vos interrogar, de modo algum me respondereis. 69Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus. 70Ao que perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu-lhes: Vós dizeis que eu sou. 71Então disseram: Por que ainda temos necessidade de testemunho? pois nós mesmos o ouvimos da sua própria boca.
5. Primeiro julgamento diante de Pilatos. Ver com. de
1E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. 2E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. 3Pilatos, pois, perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. 4Então disse Pilatos aos principais sacerdotes, e às multidões: Não acho culpa alguma neste homem. 5Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui.
28Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu a ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? 30Responderam-lhe: Se ele não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém. 32Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer. 33Pilatos, pois, tornou a entrar no pretório, chamou a Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? 34Respondeu Jesus: Dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? 35Replicou Pilatos: Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim; que fizeste? 36Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. 37Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
6. Audiência perante Herodes Antipas. Ver com. de
6Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu; 7e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém. 8Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele; 9e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu. 10Estavam ali os principais sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. 11Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. 12Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.
1No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, 2sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
7. Segundo julgamento perante Pilatos. Ver com. de
15Ora, por ocasião da festa costumava o governador soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. 16Nesse tempo tinham um preso notório, chamado Barrabás. 17Portanto, estando o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado o Cristo? 18Pois sabia que por inveja o haviam entregado. 19E estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele. 20Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a que pedissem Barrabás e fizessem morrer Jesus. 21O governador, pois, perguntou-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte? E disseram: Barrabás. 22Tornou-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, que se chama Cristo? Disseram todos: Seja crucificado. 23Pilatos, porém, disse: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam ainda mais: Seja crucificado. 24Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco. 25E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. 26Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado. 27Nisso os soldados do governador levaram Jesus ao pretório, e reuniram em torno dele toda a coorte. 28E, despindo-o, vestiram-lhe um manto escarlate; 29e tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana, e ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! 30E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e davam-lhe com ela na cabeça. 31Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto, puseram-lhe as suas vestes, e levaram-no para ser crucificado.
39Tendes, porém, por costume que eu vos solte alguém por ocasião da páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? 40Então todos tornaram a clamar dizendo: Este não, mas Barrabás. Ora, Barrabás era salteador.
1Nisso, pois, Pilatos tomou a Jesus, e mandou açoitá-lo. 2E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça, e lhe vestiram um manto de púrpura; 3e chegando-se a ele, diziam: Salve, rei dos judeus! e e davam-lhe bofetadas. 4Então Pilatos saiu outra vez, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. 5Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! 6Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele. 7Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8Ora, Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou; 9e entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10Disse-lhe, então, Pilatos: Não me respondes? não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar? 11Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado; por isso aquele que me entregou a ti, maior pecado tem. 12Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César. 13Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá. 14Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. 15Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? responderam, os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. 16Então lho entregou para ser crucificado.
25E era a hora terceira quando o crucificaram.
Vários aspectos dos processos judiciais contra Cristo eram uma contravenção da lei judaica, conforme codificada mais tarde na Mishnah, uma coleção da tradição oral judaica até o fim do 2° século d.C. Algumas seções da coleção refletem uma tradição posterior ao tempo de Jesus; porém, diversas leis já estavam em vigor em Sua época. Como várias dessas leis já vigoravam na época de Jesus, a violação delas representava uma perversão da justiça na condução de Seu julgamento.
Segue-se uma lista parcial das leis judiciais da Mishnah:
1. Casos envolvendo a pena de morte devem ser julgados durante o dia (Sanhedrin, 4.1, ed. Soncino, Talmude, p. 200; ver DTN, 710). Isso também é válido em relação aos casos civis.
2. O veredito em casos de pena capital deve ser proferido durante o dia. ‘As acusações que envolvem pena capital devem ser conduzidas e encerradas durante o dia” (Sanhedrin, 4.1, ed. Soncino, Talmude, p. 200).
3. Um veredito desfavorável em um caso de pena capital deve ser adiado até o dia depois de todas as evidências serem ouvidas. ‘As acusações de pena capital podem ser encerradas no mesmo dia com um veredito favorável, mas só no dia seguinte com um veredito desfavorável” (ibid.).
4. Pelo fato de um veredito desfavorável no caso de pena capital ter que ser adiado até o dia após o encerramento da audiência, o caso não podia ser ouvido na sexta-feira ou no dia anterior a um festival religioso. “Portanto, os julgamentos não são realizados na véspera de um sábado ou de uma festa" (ibid.).
5. Testemunhas que prestam depoimento contraditório devem ser desclassificadas e seu testemunho rejeitado. Se as testemunhas “contradizem umas às outras [...] suas provas são nulas" (ibid., 5.2 [p. 256]).
6. A acusação de blasfêmia, com base na qual Caifás exigia a pena de morte (
65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia. 66Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
64Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.
7. Pelo menos, no caso de um homem condenado à morte por apedrejamento, cada oportunidade devia ser dada às testemunhas para depor em seu favor: “Um homem ficava na porta do tribunal com uma bandeira de sinalização em sua mão e um homem a cavalo ficava a uma distância num raio de visão do primeiro; em seguida, se alguém dissesse: ‘Eu tenho algo [mais] a declarar em favor do acusado’, ele [o sinaleiro] acenava a bandeira, e o cavaleiro corria e os parava. É mesmo se ele próprio dissesse: ‘Eu tenho algo a pleitear em meu próprio favor’, era trazido de volta, mesmo quatro ou cinco vezes, dado que, no entanto, houvesse substância em sua afirmação. Se, em seguida, fosse declarado inocente, era libertado, < mas se fosse condenado, saía para ser apedrejado. É um arauto ia à frente [proclamando]: ‘Fulano de tal, filho de fulano de tal, está saindo para ser apedrejado porque cometeu tal e tal ofensa, e estas são suas testemunhas. Se alguém souber algo em seu favor, apresente-se e testemunhe’ (ibid., 6.1 [p. 275, 281]). Obviamente, essas disposições foram desconsideradas no julgamento de Jesus. Não havia desculpa para não convocar testemunhas de defesa.
Outras infrações do código penal judaico, no julgamento de Jesus, foram:
1. O julgamento com um grupo de juízes selecionados por causa do preconceito contra o acusado, com a exclusão deliberada de membros favoráveis a Ele (cf. DTN, 699, 710).
2. O tratamento a Ele como um criminoso condenado antes de ser legalmente julgado e considerado culpado (cf. DTN, 703, 710). De acordo com a lei judaica, um homem era considerado inocente até que se provasse o contrário (ver DTN, 699). “Processos civis podem ser abertos para absolvição ou condenação” (Sanhedrin, 4.1 [p. 199]).
3. Sentença de morte baseada em Seu próprio testemunho (ver DTN, 715).