1Ora, chegada a manhã, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem; 2e, maniatando-o, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 62No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, 63e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. 64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro.
1Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? 2Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: 3Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. 4Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. 5Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá, dizendo: 6Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. 7Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei.
5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos, os escribas, 6e Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, João, Alexandre, e todos quantos eram da linhagem do sumo sacerdote. 7E, pondo-os no meio deles, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes vós isto? 8Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos, 9se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado, 10seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. 11Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. 12E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. 13Então eles, vendo a intrepidez de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, se admiravam; e reconheciam que haviam estado com Jesus. 14E vendo em pé com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário. 15Todavia, mandando-os sair do sinédrio, conferenciaram entre si, 16dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar. 17Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo- los para que de ora em diante não falem neste nome a homem algum. 18E, chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus. 19Mas Pedro e João, respondendo, lhes disseram: Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-nos antes a vós do que a Deus; 20pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido. 21Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; 22pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa.
33Ora, ouvindo eles isto, se enfureceram e queriam matá-los. 34Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens; 40Concordaram, pois, com ele, e tendo chamado os apóstolos, açoitaram-nos e mandaram que não falassem em nome de Jesus, e os soltaram.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Reunindo-seCBA
Mateus 28:123Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás;
Em conselhoCBA
Mateus 28:1227Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, 28porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. 29Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 30Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. 31Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
47Então os principais sacerdotes e os fariseus reuniram o sinédrio e diziam: Que faremos? porquanto este homem vem operando muitos sinais. 48Se o deixarmos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e nos tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação. 49Um deles, porém, chamado Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes: Vós nada sabeis, 50nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda. 51Ora, isso não disse ele por si mesmo; mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação, 52e não somente pela nação, mas também para congregar num só corpo os filhos de Deus que estão dispersos. 53Desde aquele dia, pois, tomavam conselho para o matarem. 54De sorte que Jesus já não andava manifestamente entre os judeus, mas retirou-se dali para a região vizinha ao deserto, a uma cidade chamada Efraim; e ali demorou com os seus discípulos.
Deram grande somaCBA
Mateus 28:12Nota Adicional a Mateus 28CBA
Mateus 28:1-201. Na última hora da noite, pouco antes do amanhecer da manhã de domingo, o corpo de Jesus ainda estava no túmulo (ver DTN, 779).
2. Enquanto ainda estava escuro, Maria Madalena iniciou a jornada para o túmulo (
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.
2E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol.
3. Enquanto ainda estava escuro (ver DTN, 779, 780), e enquanto as mulheres estavam a caminho do túmulo (ver DTN, 788), “um anjo do Senhor desceu do céu”, “chegou-se, removeu a pedra” (
2E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.
4. Quando Cristo e os anjos (ver com. de
2E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.
3o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como a neve. 4E de medo dele tremeram os guardas, e ficaram como mortos. 11Ora, enquanto elas iam, eis que alguns da guarda foram à cidade, e contaram aos principais sacerdotes tudo quanto havia acontecido. 12E congregados eles com os anciãos e tendo consultado entre si, deram muito dinheiro aos soldados, 13e ordenaram-lhes que dissessem: Vieram de noite os seus discípulos e, estando nós dormindo, furtaram-no. 14E, se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o persuadiremos, e vos livraremos de cuidado. 15Então eles, tendo recebido o dinheiro, fizeram como foram instruídos. E essa história tem-se divulgado entre os judeus até o dia de hoje.
5. Maria Madalena chegou ao sepulcro e encontrou a pedra revolvida (
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.
2Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro, e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram.
6. As outras mulheres, inclusive Maria, mãe de Tiago, juntamente com Salomé e Joana (ver
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.
1Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. 10E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos.
2E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela.
5Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. 6Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; 7e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito.
6Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram. 7Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
5e entrando no sepulcro, viram um moço sentado à direita, vestido de alvo manto; e ficaram atemorizadas.
12e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
5e ficando elas atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos aquele que vive? 6Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos falou, estando ainda na Galiléia. 7dizendo: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressurja.
7. Sem resistência, as mulheres deixaram o sepulcro para relatar a ressurreição aos discípulos, como ordenaram os anjos (
8E, partindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. 9E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram. 11Ora, enquanto elas iam, eis que alguns da guarda foram à cidade, e contaram aos principais sacerdotes tudo quanto havia acontecido.
8E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de medo e assombro; e não disseram nada a ninguém, porque temiam.
9e, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. 10E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos.
11Ora, enquanto elas iam, eis que alguns da guarda foram à cidade, e contaram aos principais sacerdotes tudo quanto havia acontecido.
8. Nesse ínterim, Maria Madalena encontrou Pedro e João e lhes contou a descoberta do sepulcro vazio (
2Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro, e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram.
3Saíram então Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro;
5e, abaixando-se viu os panos de linho ali deixados, todavia não entrou. 6Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro e viu os panos de linho ali deixados, 7e que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu. 9Porque ainda não entendiam a escritura, que era necessário que ele ressurgisse dentre os mortos. 10Tornaram, pois, os discípulos para casa.
12Mas Pedro, levantando-se, correu ao sepulcro; e, abaixando-se, viu somente os panos de linho; e retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido.
11Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro,
9. Maria se inclinou para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos sentados na laje de pedra onde o corpo de Cristo estivera (
11Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, 12e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
10. Levantando-se de sua posição inclinada, Maria ouviu a voz de Jesus, que lhe fez a mesma pergunta anteriormente feita pelos anjos, mas ela não percebeu que era Jesus (Jo 20.14, 15). Então Jesus Se revelou a ela, o primeiro ser humano, depois da retirada dos soldados romanos (ver DTN, 790), a vê-Lo ressuscitado (
9[Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
15Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. 17Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
18E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas.
11. Depois da partida de Maria, Jesus subiu rapidamente ao Céu para obter a garantia pessoal de que Seu sacrifício fora aceitável, e que o Pai confirmara (aceitara ou aprovara) o pacto celebrado entre Ele e Cristo antes da fundação do mundo (
17Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
12. Depois de ascender ao Pai, Jesus apareceu às outras mulheres (DTN, 793), cumprimentando-as com “Salve!” (
9E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram. 10Então lhes disse Jesus: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão para a Galiléia; ali me verão.
9E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram.
34os quais diziam: Realmente o Senhor ressurgiu, e apareceu a Simão.
5que apareceu a Cefas, e depois aos doze;
Deve-se notar que, após a ressurreição, Jesus apareceu apenas a Seus seguidores pessoais (ver Ellen G. White, Material Suplementar sobre
6depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram;
1. A Pedro (
34os quais diziam: Realmente o Senhor ressurgiu, e apareceu a Simão.
5que apareceu a Cefas, e depois aos doze;
2. Aos dois discípulos no caminho de Emaús, um dos quais era Cleopas (
13Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; 14e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. 15Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; 16mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram. 17Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Eles então pararam tristes. 18E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19Ao que ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. 20e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades e entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. 21Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro 23e, não achando o corpo dele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar ele vivo. 24Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a ele, porém, não o viram. 25Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! 26Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 28Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, ele fez como quem ia para mais longe. 29Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. 30Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. 31Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles. 32E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?
12Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo,
3. Aos dez discípulos no cenáculo, após o regresso dos dois discípulos de Emaús (
14Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido.
33E na mesma hora levantaram-se e voltaram para Jerusalém, e encontraram reunidos os onze e os que estavam com eles, 34os quais diziam: Realmente o Senhor ressurgiu, e apareceu a Simão. 35Então os dois contaram o que acontecera no caminho, e como se lhes fizera conhecer no partir do pão. 36Enquanto ainda falavam nisso, o próprio Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. 37Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. 38Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? e por que surgem dúvidas em vossos corações? 39Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho. 40E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? 42Então lhe deram um pedaço de peixe assado, 43o qual ele tomou e comeu diante deles. 44Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; 46e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; 47e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois testemunhas destas coisas.
19Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. 21Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. 22E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23Aqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.
5que apareceu a Cefas, e depois aos doze;
24Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.
Aparições adicionais entre o dia da ressurreição e o da ascensão foram:
1. Aos onze com 1'omé presente, no cenáculo, uma semana mais tarde, provavelmente i,ío domingo seguinte (
26Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. 27Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. 28Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! 29Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.
2. Logo após o encerramento da semana da Páscoa (DTN, 809, ver Nota Adicional I a Mateus 26), os discípulos partiram para a Galileia a fim de cumprir o compromisso que Jesus tinha com eles (
7e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito.
7Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
1Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se deste modo: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. 3Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe: Nós também vamos contigo. Saíram e entraram no barco; e naquela noite nada apanharam. 4Mas ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele. 5Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-lhe: Não. 6Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar por causa da grande quantidade de peixes. 7Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: Senhor. Quando, pois, Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava despido, e lançou-se ao mar; 8mas os outros discípulos vieram no barquinho, puxando a rede com os peixes, porque não estavam distantes da terra senão cerca de duzentos côvados. 9Ora, ao saltarem em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima delas, e pão. 10Disse-lhes Jesus: Trazei alguns dos peixes que agora apanhastes. 11Entrou Simão Pedro no barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. 12Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. 13Chegou Jesus, tomou o pão e deu-lho, e semelhantemente o peixe. 14Foi esta a terceira vez que Jesus se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressurgido dentre os mortos. 15Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu- lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. 16Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. 17Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas- me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres. 19Ora, isto ele disse, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. E, havendo dito isto, ordenou-lhe: Segue-me. 20E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai? 21Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? 22Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu. 23Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?
3. O aparecimento a cerca de 500 pessoas em uma montanha na Galileia, no lugar e na hora designados por Jesus antes de Sua morte (
16Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara.
7Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
6depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram;
17Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
14Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.
4. Jesus também apareceu a Tiago, não se diz se na Galileia ou em Jerusalém (
7depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos;
5. A aparição aos onze em Jerusalém, na quinta-feira, 25 de zive, quando Jesus os levou ao monte das Oliveiras, nos arredores de Belém, e ascendeu ao Céu (
19Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. 20Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.]
50Então os levou fora, até Betânia; e levantando as mãos, os abençoou. 51E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu. 52E, depois de o adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém;
4Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 5Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. 6Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? 7Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. 8Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. 9Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. 10Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, 11os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. 12Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, que está perto de Jerusalém, à distância da jornada de um sábado.
7depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos;
As sucessivas aparições de Jesus após a ressurreição tinham o propósito de convencer os discípulos e outros crentes da realidade da ressurreição, dar-lhes a oportunidade de se familiarizarem com o Mestre em Seu corpo glorificado, e ainda permitir que Jesus os preparasse para a tarefa de proclamar a boas-novas de salvação para o mundo (ver DTN, 829). Os esforços para impedir a ressurreição e fazer circular um relato falso sobre ela (
62No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, 63e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. 64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro. 65Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis. 66Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda.
Foi a certeza de um Senhor ressuscitado e vivo que atribuiu convicção à mensagem dos apóstolos quando eles saíram para proclamar as boas-novas da salvação. Eles falaram dessa certeza repetidas vezes, em palavras carregadas de poder e inspiradas pelo Espírito Santo (ver
12Pedro, vendo isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos admirais deste homem? Ou, por que fitais os olhos em nós, como se por nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar? 13O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, quando este havia resolvido soltá-lo. 14Mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida; 15e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. 16E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde. 17Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades. 18Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado que o seu Cristo havia de padecer. 19Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, 20e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, 21ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio.
8Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos, 9se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado, 10seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. 11Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. 12E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. 13Então eles, vendo a intrepidez de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, se admiravam; e reconheciam que haviam estado com Jesus. 20pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.
29Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro; 31sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados. 32E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.
1Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, 2pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. 3Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; 5que apareceu a Cefas, e depois aos doze; 6depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; 7depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; 8e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. 10Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo. 11Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes. 12Ora, se se prega que Cristo foi ressucitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? 13Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. 14E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. 15E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados. 16Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. 17E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados. 18Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. 19Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima. 20Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. 21Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. 23Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
10e esperardes dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.
1O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida 2(pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); 3sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
18e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades.