17aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. 18Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.
5Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras; se deveras executardes a justiça entre um homem e o seu proximo; 6se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal,
7não oprimindo a ninguém, tornando, porém, ao devedor e seu penhor, e não roubando, repartindo e seu pão com o faminto, e cobrindo ao nu com vestido; 8não emprestando com usura, e não recebendo mais de que emprestou, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem; 21Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e preceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá.
7Não eram estas as palavras que o Senhor proferiu por intermédio dos profetas antigos, quando Jerusalém estava habitada e próspera, juntamente com as suas cidades ao redor dela, e quando o Sul e a campina eram habitados? 8E a palavra do Senhor veio a Zacarias, dizendo: 9Assim falou o Senhor dos exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e compaixão cada um para com o seu irmao; 10e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre; e nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu irmao.
16Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas; 17e nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu próximo; nem ame o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu aborreço, diz o senhor.
5E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o trabalhador em seu salário, a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos exércitos.
29Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. 31E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses. 32Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre; com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; 33e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E ninguém ousava mais interrogá-lo.
8A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. 9Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 10O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei.
10Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. 11Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei. 12Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade. 13Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Assim fazei-oCBA
Mateus 7:127Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
31Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.
20Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu.
31Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; 32e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; 33e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. 34Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; 36estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. 37Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? 39Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? 40E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes. 41Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; 42porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes. 44Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? 45Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim. 46E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.
16E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? 17Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos. 18Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; 19honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
21E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão.
14Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. 16Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
Grandes pensadores de outras épocas e culturas descobriram e afirmaram a verdade sublime expressa na regra áurea, contudo, em geral, de forma negativa. Por exemplo, atribuem-se a Hillel, famoso rabi da geração anterior a Jesus, essas palavras: “Não faça a seu próximo aquilo que lhe é odioso; nisso consiste a Torah, o restante é comentário disso” (Shabbath, 31a, ed. Soncino, Talmude, p. 140). A regra áurea também está no livro apócrifo de Tobias (4:15): “Não faça a ninguém aquilo que lhe é odioso”, e na Carta de Aristeias (editado e traduzido por Moses Hadas, p. 181): “Assim como não desejas que te sobrevenha o mal, mas sim, desfrutar de tudo o que é bom, deves 1 idar com aqueles que te são sujeitos e com os transgressores.”
É digno de nota que Jesus transformou um preceito negativo em positivo. Eis uma diferença essencial entre o cristianismo e outros sistemas religiosos, e entre o verdadeiro cristianismo e a religião que segue as formas, mas nega o poder vital do evangelho. A regra áurea toma o egoísmo supremo (o que gostaríamos que outros nos fizessem) e o transforma em suprema abnegação (o que devemos fazer para os outros). Essa é a glória do cristianismo. Essa e a vida de Cristo vivida naqueles que O seguem e carregam Seu nome (ver com. de
48Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.
Esta é a LeiCBA
Mateus 7:1217Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.
44Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
17Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. 18Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.
27E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 44Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
21Foi do agrado do Senhor, por amor da sua justiça, engrandecer a lei e torná-la gloriosa.
Nota Adicional a Mateus 7CBA
Mateus 7:1-29A semelhança é tão extraordinária que quase poderia parecer que os evangelhos foram compostos simples e unicamente do conteúdo do Talmude e do Midrash” (ibid., p. 388, 389). Muitos comentaristas cristãos, embora não sejam tão radicais como os eruditos judeus mencionados acima, ainda citam vários paralelos da literatura rabínica, criando a impressão de que Jesus, na verdade, ensinou pouco além daquilo que já era conhecido aos judeus.
Os paralelos surpreendentes existem; ninguém pode negar. Mas não se deduz necessariamente que Jesus tenha extraído Seus ensinos morais da literatura rabínica. Talvez a comparação mais extensa já feita entre o Novo Testamento e a literatura judaica seja a de Hermann L. Strack e Paul Billerbeck, em Kommentarzum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, uma obra monumental de 4.102 páginas. Visto que os autores são sem dúvida as principais autoridades no assunto, é interessante notar suas observações e conclusões feitas num epílogo dos comentários do Sermão do Monte. Eles observam que, salvo uma exceção (o que disse Hillel, ver com. de
12Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
Quando se aplica essa regra aos dizeres do Sermão do Monte, torna-se imediatamente evidente que a vasta maioria deles deve ser atribuída a Jesus, visto que Ele viveu antes dos eruditos a quem são atribuídos na literatura rabínica. Não se nega que alguns desses dizeres podem ter sido anteriores, mas cabe a quem assim crê provar em cada caso que o dizer é de fato mais antigo.
Examinemos por um momento o outro lado da questão. Até que ponto Jesus pode ter sido a fonte de alguns dos dizeres da literatura rabínica? Strack e Billerbeck observam evidências de que os eruditos tanaíticos [rabinos pertencentes à era tanaítica, do primeiro ao segundo século d.C.] mais antigos, que viveram por volta de 100 d.C., conheciam bem alguns dos ensinos de Jesus. Por exemplo, a declaração de
17Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.
Quando se recorda que a porcentagem de dizeres rabínicos que não se baseia total ou parcialmente num texto bíblico é mínima, não é de se surpreender que se encontrem paralelos entre esses dizeres e os de Jesus, que deu origem ao AT. Em todos os tempos, quando homens piedosos permitiram que o Espírito Santo, que inspirou os escritos do AP, os influenciasse, suas palavras refletiram a luz do Céu. De fato, essa observação explica por que filósofos que atuaram fora da área da religião revelada, tais como Confúcio e Platão, frequentemente apresentaram ideais elevados. Jesus é a “verdadeira luz, que vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (
9Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.
Embora existam paralelos entre os dizeres de Jesus e os de eruditos judeus ao mesmo tempo, há diferenças importantes, como observam Strack e Billerbeck. Nenhum erudito judeu posterior deixou tantos dizeres morais e religiosos como Jesus. Nenhum erudito judeu posterior foi capaz de apresentar seus dizeres de forma breve e com a autoridade que admiramos tanto nos ensinos de Jesus. Acima de tudo, ninguém teve os mesmos objetivos de Jesus, e nisso está a principal diferença, a despeito de todas as semelhanças. Jesus se opôs diretamente à doutrina farisaica da salvação pelas obras, e ensinou com destemor a impropriedade da justiça legalista. Ao mesmo tempo, mostrou a Seu povo um novo caminho que conduz a uma justiça mais elevada. A literatura rabínica dá evidência incontestável de que a religião dos judeus, conforme apresentada pelos rabis, era uma religião em que a redenção era obtida por conta própria. O cristianismo, por outro lado, não está centrado numa coleção particular de verdades éticas e de ensinos, mas em Jesus somente, Sua pessoa e obra.
A importância espiritual dos ensinos de Jesus não deve ser medida simplesmente por seus grandes princípios morais. Muitos deles já tinham sido apresentados no AT ou nos dizeres de homens que foram, em diferentes níveis, iluminados pela luz do Céu. Cristo falava como homem algum jamais falou e com uma autoridade que chamava atenção. A diferença marcante de nosso Senhor é o fato de Ele ser divino, ao passo que os outros mestres eram humanos. Ele não veio apenas para dizer como se deve viver, mas também para dar poder para se viver como ordenou. Ele não veio apenas para mostrar que o pecado é mau e que a justiça é o verdadeiro alvo da vida, mas veio para apagar pecados passados e dar aos seres humanos a justiça que provém do Céu. Isso mestres humanos não poderiam fazer. Na melhor das hipóteses, poderiam apontar aos seres humanos um caminho melhor. Mas Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida’’ (
6Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
30Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
Jesus é a “verdadeira luz” (
9Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.
35Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.