Mateus 7:29

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29porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
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Como quem tem autoridadeCBA
Mateus 7:29
Não por meio de dogmas, mas com Sua própria autoridade, em vez de citar expositores anteriores da lei, como faziam os rabis. Observe o uso frequente nos evangelhos da expressão “em verdade vos digo” (ver com. de ) e sua equivalente “quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” ().
Mateus 5:18

18Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.

Mateus 11:15

15Quem tem ouvidos, ouça.

Os escribasCBA
Mateus 7:29
Evidências textuais favorecem a variante “seus escribas”, significando aqueles a quem o povo ouvia (cf. “seus”, em ). O ensino dos escribas era dogmático e baseado em tradições dos anciãos. No método de Cristo, havia poder vivificante, bem como nas verdades que apresentava, em contraste com o formalismo morto dos ensinos dos escribas. Há evidência textual para o acréscimo de “e fariseus”.
Lucas 5:30

30Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?

Nota Adicional a Mateus 7CBA
Mateus 7:1-29
Nos escritos dos eruditos rabínicos se encontram vários paralelos com os ensinos morais e religiosos de Jesus no Sermão do Monte e outras passagens. A pergunta é: até que ponto um depende do outro? Eruditos judeus modernos argumentam que, na maioria, Jesus dependeu da tradição judaica das escolas de Sua época. Tobias Tal (Een Blik in Talmoed en Evangelic, Amsterdã, 1881) declarou que os ensinos morais do NT são encontrados sem exceção no Talmude e, além disso, que o Talmude foi a fonte da qual os evangelhos tomaram emprestados seus ensinos morais. Um erudito judeu moderno afirma que “no evangelho não há sequer um ensinamento ético que não tenha paralelo no Antigo Testamento, nos livros apócrifos ou na literatura do Talmude e do Midrash do período próximo ao de Jesus” (Joseph Klausner, Jesus of Nazareth [traduz.ido por Herbert Danby], p. 384). Ele ainda afirma que “Jesus não apresentou quase nenhum ensinamento ético que fosse fundamentalmente estranho ao judaísmo.

A semelhança é tão extraordinária que quase poderia parecer que os evangelhos foram compostos simples e unicamente do conteúdo do Talmude e do Midrash” (ibid., p. 388, 389). Muitos comentaristas cristãos, embora não sejam tão radicais como os eruditos judeus mencionados acima, ainda citam vários paralelos da literatura rabínica, criando a impressão de que Jesus, na verdade, ensinou pouco além daquilo que já era conhecido aos judeus.

Os paralelos surpreendentes existem; ninguém pode negar. Mas não se deduz necessariamente que Jesus tenha extraído Seus ensinos morais da literatura rabínica. Talvez a comparação mais extensa já feita entre o Novo Testamento e a literatura judaica seja a de Hermann L. Strack e Paul Billerbeck, em Kommentarzum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, uma obra monumental de 4.102 páginas. Visto que os autores são sem dúvida as principais autoridades no assunto, é interessante notar suas observações e conclusões feitas num epílogo dos comentários do Sermão do Monte. Eles observam que, salvo uma exceção (o que disse Hillel, ver com. de

), os paralelos com o Sermão do Monte atribuídos por nomes a rabinos são todos de mestres rabinos que viveram depois da época de Jesus. Argumenta-se contra isso que muitos dizeres, embora levem os nomes de autores posteriores, são de origem anterior, sendo possível que tenham servido de fonte para Jesus. No entanto, Strack e Billerbeck defendem a regra bem estabelecida de que um dizer que é atribuído a um determinado autor na verdade pertence ao erudito cujo nome leva, a menos que se possa provar, a partir de fontes confiáveis, que esse dizer já existia antes.
Mateus 7:12

12Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

Quando se aplica essa regra aos dizeres do Sermão do Monte, torna-se imediatamente evidente que a vasta maioria deles deve ser atribuída a Jesus, visto que Ele viveu antes dos eruditos a quem são atribuídos na literatura rabínica. Não se nega que alguns desses dizeres podem ter sido anteriores, mas cabe a quem assim crê provar em cada caso que o dizer é de fato mais antigo.

Examinemos por um momento o outro lado da questão. Até que ponto Jesus pode ter sido a fonte de alguns dos dizeres da literatura rabínica? Strack e Billerbeck observam evidências de que os eruditos tanaíticos [rabinos pertencentes à era tanaítica, do primeiro ao segundo século d.C.] mais antigos, que viveram por volta de 100 d.C., conheciam bem alguns dos ensinos de Jesus. Por exemplo, a declaração de

é mencionada num debate entre Gamaliel II (c. 90 d.C.) e um cristão (Shabbath, 116a, 116b, ed. Soncino, Talmude, p. 571). Não se pode avaliar a influência que Jesus teve no desenvolvimento do pensamento judaico, em especial, durante os primeiros anos em que a sinagoga e a igreja estavam estreitamente relacionadas. Podem-se considerar os seguintes dizeres como uma análise justa da situação: “Sugeriu-se, embora dificilmente se possa provar, que as críticas feitas por Jesus, posteriormente quando sua origem tinha sido esquecida, pudessem ter tido algum papel no desenvolvimento do código judaico à medida que este tomou forma na Mishnah e no Talmude” (H. D. A. Major, T. W. Manson, e C. J. Wright, The Mission and Message of Jesus, p. 304).
Mateus 5:17

17Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.

Quando se recorda que a porcentagem de dizeres rabínicos que não se baseia total ou parcialmente num texto bíblico é mínima, não é de se surpreender que se encontrem paralelos entre esses dizeres e os de Jesus, que deu origem ao AT. Em todos os tempos, quando homens piedosos permitiram que o Espírito Santo, que inspirou os escritos do AP, os influenciasse, suas palavras refletiram a luz do Céu. De fato, essa observação explica por que filósofos que atuaram fora da área da religião revelada, tais como Confúcio e Platão, frequentemente apresentaram ideais elevados. Jesus é a “verdadeira luz, que vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (

; cf. DTN, 465).
João 1:9

9Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.

Embora existam paralelos entre os dizeres de Jesus e os de eruditos judeus ao mesmo tempo, há diferenças importantes, como observam Strack e Billerbeck. Nenhum erudito judeu posterior deixou tantos dizeres morais e religiosos como Jesus. Nenhum erudito judeu posterior foi capaz de apresentar seus dizeres de forma breve e com a autoridade que admiramos tanto nos ensinos de Jesus. Acima de tudo, ninguém teve os mesmos objetivos de Jesus, e nisso está a principal diferença, a despeito de todas as semelhanças. Jesus se opôs diretamente à doutrina farisaica da salvação pelas obras, e ensinou com destemor a impropriedade da justiça legalista. Ao mesmo tempo, mostrou a Seu povo um novo caminho que conduz a uma justiça mais elevada. A literatura rabínica dá evidência incontestável de que a religião dos judeus, conforme apresentada pelos rabis, era uma religião em que a redenção era obtida por conta própria. O cristianismo, por outro lado, não está centrado numa coleção particular de verdades éticas e de ensinos, mas em Jesus somente, Sua pessoa e obra.

A importância espiritual dos ensinos de Jesus não deve ser medida simplesmente por seus grandes princípios morais. Muitos deles já tinham sido apresentados no AT ou nos dizeres de homens que foram, em diferentes níveis, iluminados pela luz do Céu. Cristo falava como homem algum jamais falou e com uma autoridade que chamava atenção. A diferença marcante de nosso Senhor é o fato de Ele ser divino, ao passo que os outros mestres eram humanos. Ele não veio apenas para dizer como se deve viver, mas também para dar poder para se viver como ordenou. Ele não veio apenas para mostrar que o pecado é mau e que a justiça é o verdadeiro alvo da vida, mas veio para apagar pecados passados e dar aos seres humanos a justiça que provém do Céu. Isso mestres humanos não poderiam fazer. Na melhor das hipóteses, poderiam apontar aos seres humanos um caminho melhor. Mas Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida’’ (

). Pelo Pai, Ele tornou-Se para nós “sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” ().
João 14:6

6Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

1 Coríntios 1:30

30Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

Jesus é a “verdadeira luz” (

). Ele é a fonte de toda luz verdadeira, não o refletor da luz de outrem (ver com. de ). Tudo o que é bom e nobre tem origem nEle e conduz a Ele.
João 1:9

9Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.

João 5:35

35Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.

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O ensino de Jesus — Simples, mas com autoridade, 7 de Junho

Análise em Cadeia
Conexões temáticas e referências cruzadas para este verso
Mateus 5:20,28,32,44

20Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. 28Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. 32Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério. 44Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;

Mateus 21:23-27

23Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade? 24Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes? 26Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta. 27Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.

Mateus 28:18

18E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.

Deuteronômio 18:18,19

18Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas.

Eclesiastes 8:4

4Porque a palavra do rei é suprema; e quem lhe dirá: que fazes?

Isaías 50:4

4O Senhor Deus me deu a língua dos instruídos para que eu saiba sustentar com uma palavra o que está cansado; ele desperta-me todas as manhãs; desperta-me o ouvido para que eu ouça como discípulo.

Jeremias 23:28,29

28O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor. 29Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?

Miquéias 3:8

8Quanto a mim, estou cheio do poder do Espírito do Senhor, assim como de justiça e de coragem, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.

Lucas 21:15

15porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversário poderá resistir nem contradizer.

Atos 3:22,23

22Pois Moisés disse: Suscitar-vos-á o Senhor vosso Deus, dentre vossos irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. 23E acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta, será exterminada dentre o povo.

Atos 6:10

10e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

Hebreus 4:12,13

12Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. 13E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.

Mateus 15:1-9

1Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de Jerusalém, e lhe perguntaram: 2Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos, quando comem. 3Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? 4Pois Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e, Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá. 5Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de honrar a seu pai. 6E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. 7Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: 8Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. 9Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.

Mateus 23:2-6,15-24

2Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. 3Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. 4Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 5Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos; 6gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, 15Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós. 16Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou. 17Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? 18E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou. 19Cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo quanto sobre ele está; 21e quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; 22e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. 23Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas. 24Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo.

Marcos 7:5-13

5Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos anciãos, mas comem o pão com as mãos por lavar? 6Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; 7mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. 8Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. 9Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de deus, para guardardes a vossa tradição. 10Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. 11Mas vós dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderías aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor, 12não mais lhe permitis fazer coisa alguma por seu pai ou por sua mãe, 13invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição que vós transmitistes; também muitas outras coisas semelhantes fazeis.

Lucas 20:8,46,47

8Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas. 46Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas, e gostam das saudações nas praças, dos primeiros assentos nas sinagogas, e dos primeiros lugares nos banquetes; 47que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, longas orações; estes hão de receber maior condenação.

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