5Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens. 6Pelo que a soberba lhes cinge o pescoço como um colar; a violência os cobre como um vestido. 7Os olhos deles estão inchados de gordura; trasbordam as fantasias do seu coração. 8Motejam e falam maliciosamente; falam arrogantemente da opressão. 9Põem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra. 10Pelo que o povo volta para eles e não acha neles falta alguma. 11E dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo? 12Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas. 13Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência, 14pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã. 15Se eu tivesse dito: Também falarei assim; eis que me teria havido traiçoeiramente para com a geração de teus filhos. 16Quando me esforçava para compreender isto, achei que era tarefa difícil para mim, 17até que entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles. 18Certamente tu os pões em lugares escorregadios, tu os lanças para a ruína. 19Como caem na desolação num momento! ficam totalmente consumidos de terrores. 20Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás as suas fantasias. 21Quando o meu espírito se amargurava, e sentia picadas no meu coração, 22estava embrutecido, e nada sabia; era como animal diante de ti. 23Todavia estou sempre contigo; tu me seguras a mão direita. 24Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória. 25A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti. 26A minha carne e o meu coração desfalecem; do meu coração, porém, Deus é a fortaleza, e o meu quinhão para sempre. 27Pois os que estão longe de ti perecerão; tu exterminas todos aqueles que se desviam de ti. 28Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; ponho a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as suas obras.
2Ora, aconteceu que, numa tarde, Davi se levantou do seu leito e se pôs a passear no terraço da casa real; e do terraço viu uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. 3Tendo Davi enviado a indagar a respeito daquela mulher, disseram-lhe: Porventura não é Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu? 4Então Davi mandou mensageiros para trazê-la; e ela veio a ele, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); depois ela voltou para sua casa. 5A mulher concebeu; e mandou dizer a Davi: Estou grávida. 6Então Davi mandou dizer a Joabe: Envia-me Urias, o heteu. E Joabe o enviou a Davi. 7Vindo, pois, Urias a Davi, este lhe perguntou como passava Joabe, e como estava o povo, e como ia a guerra. 8Depois disse Davi a Urias: Desce a tua casa, e lava os teus pés. E, saindo Urias da casa real, logo foi mandado após ele um presente do rei. 9Mas Urias dormiu à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu a sua casa. 10E o contaram a Davi, dizendo: Urias não desceu a sua casa. Então perguntou Davi a Urias: Não vens tu duma jornada? por que não desceste a tua casa? 11Respondeu Urias a Davi: A arca, e Israel, e Judá estão em tendas; e Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao relento; e entrarei eu na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Como vives tu, e como vive a tua alma, não farei tal coisa. 12Então disse Davi a Urias: Fica ainda hoje aqui, e amanhã te despedirei. Urias, pois, ficou em Jerusalém aquele dia e o seguinte. 13E Davi o convidou a comer e a beber na sua presença, e o embebedou; e à tarde saiu Urias a deitar-se na sua cama com os servos de seu senhor, porém não desceu a sua casa. 14Pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe, e mandou-lha por mão de Urias. 15Escreveu na carta: Ponde Urias na frente onde for mais renhida a peleja, e retirai-vos dele, para que seja ferido e morra. 16Enquanto Joabe sitiava a cidade, pôs Urias no lugar onde sabia que havia homens valentes. 17Quando os homens da cidade saíram e pelejaram contra Joabe, caíram alguns do povo, isto é, dos servos de Davi; morreu também Urias, o heteu. 18Então Joabe mandou dizer a Davi tudo o que sucedera na peleja; 19e deu ordem ao mensageiro, dizendo: Quando tiveres acabado de contar ao rei tudo o que sucedeu nesta peleja, 20caso o rei se encolerize, e te diga: Por que vos chegastes tão perto da cidade a pelejar. Não sabíeis vós que haviam de atirar do muro? 21Quem matou a Abimeleque, filho de Jerubesete? Não foi uma mulher que lançou sobre ele, do alto do muro, a pedra superior dum moinho, de modo que morreu em Tebez? Por que chegastes tão perto do muro? Então dirás: Também morreu teu servo Urias, o heteu. 22Partiu, pois, o mensageiro e, tendo chegado, referiu a Davi tudo o que Joabe lhe ordenara. 23Disse o mensageiro a Davi: Os homens ganharam uma vantagem sobre nós, e sairam contra nos ao campo; porém nos os repelimos até a entrada da porta. 24Então os flecheiros atiraram contra os teus servos desde o alto do muro, e morreram alguns servos do rei; e também morreu o teu servo Urias, o heteu. 25Disse Davi ao mensageiro: Assim dirás a Joabe: Não te preocupes com isso, pois a espada tanto devora este como aquele; aperta a tua peleja contra a cidade, e a derrota. Encoraja-o tu assim. 26Ouvindo, pois, a mulher de Urias que seu marido era morto, o chorou. 27E, passado o tempo do luto, mandou Davi recolhê-la a sua casa: e ela lhe foi por mulher, e lhe deu um filho. Mas isto que Davi fez desagradou ao Senhor.
9Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que eles fizeram o mal ainda mais do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel. 10Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. 11Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias de bronze, o levaram para Babilônia. 12E estando ele angustiado, suplicou ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; 13sim, orou a ele; e Deus se aplacou para com ele, e ouviu-lhe a súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus.
18Bem ouvi eu que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me e fui castigado, como novilho ainda não domado; restaura-me, para que eu seja restaurado, pois tu és o Senhor meu Deus. 19Na verdade depois que me desviei, arrependi-me; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confundido e envergonhado, porque suportei o opróbrio da minha mocidade.
6Portanto, eis que lhe cercarei o caminho com espinhos, e contra ela levantarei uma sebe, para que ela não ache as suas veredas. 7Ela irá em seguimento de seus amantes, mas não os alcançará; buscá-los-á, mas não os achará; então dirá: Irei, e voltarei a meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora.
10Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. 11Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
AfligidoCBA
Salmos 119:67"As raízes mais firmes são das árvores que resistem às destrutivas consequências do inverno!"
Andava erradoCBA
Salmos 119:673Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.