1Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. 2Também me tirou duma cova de destruição, dum charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. 3Pôs na minha boca um cântico novo, um hino ao nosso Deus; muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor.
10Pois tu, ó Deus, nos tens provado; tens nos refinado como se refina a prata. 11Fizeste-nos entrar no laço; pesada carga puseste sobre os nossos lombos. 12Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste a um lugar de abundância.
6Puseste-me na cova mais profunda, em lugares escuros, nas profundezas. 7Sobre mim pesa a tua cólera; tu me esmagaste com todas as tuas ondas. 8Apartaste de mim os meus conhecidos, fizeste-me abominável para eles; estou encerrado e não posso sair. 9Os meus olhos desfalecem por causa da aflição. Clamo a ti todo dia, Senhor, estendendo-te as minhas mãos. 10Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar? 11Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom? 12Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento? 13Eu, porém, Senhor, clamo a ti; de madrugada a minha oração chega à tua presença. 14Senhor, por que me rejeitas? por que escondes de mim a tua face? 15Estou aflito, e prestes a morrer desde a minha mocidade; sofro os teus terrores, estou desamparado. 16Sobre mim tem passado a tua ardente indignação; os teus terrores deram cabo de mim. 17Como águas me rodeiam todo o dia; cercam-me todos juntos. 18Aparte de mim amigos e companheiros; os meus conhecidos se acham nas trevas.
23são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes; 24dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. 25Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; 26em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. 28Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas. 29Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? 30Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. 31O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
24ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. 32Ora, a este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 33De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. 34Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,
12Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. 13E quando eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo meu, sabereis que eu sou o Senhor.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Tu [...] me restaurarás ainda a vidaCBA
Salmos 71:20Abismos da terraCBA
Salmos 71:206Puseste-me na cova mais profunda, em lugares escuros, nas profundezas.
1Das profundezas clamo a ti, ó Senhor.