1Então disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé o belemita, porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. 12Jessé mandou buscá-lo e o fez entrar. Ora, ele era ruivo, de belos olhos e de gentil aspecto. Então disse o Senhor: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.
19Naquele tempo falaste em visão ao teu santo, e disseste: Coloquei a coroa num homem poderoso; exaltei um escolhido dentre o povo. 20Achei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. 21A minha mão será sempre com ele, e o meu braço o fortalecerá. 22O inimigo não o surpreenderá, nem o filho da perversidade o afligirá. 23Eu esmagarei diante dele os seus adversários, e aos que o odeiam abaterei. 24A minha fidelidade, porém, e a minha benignidade estarão com ele, e em meu nome será exaltado o seu poder. 25Porei a sua mão sobre o mar, e a sua destra sobre os rios. 26Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. 27Também lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei o mais excelso dos reis da terra. 28Conservar-lhe-ei para sempre a minha benignidade, e o meu pacto com ele ficará firme. 29Farei que subsista para sempre a sua descendência, e o seu trono como os dias dos céus. 30Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nas minhas ordenanças, 31se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, 32então visitarei com vara a sua transgressão, e com açoites a sua iniqüidade. 33Mas não lhe retirarei totalmente a minha benignidade, nem faltarei com a minha fidelidade. 34Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios. 35Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi. 36A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim; 37será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
A Batalha de Micmás
Teu reinoCBA
1 Samuel 13:14A repreensão de Samuel foi proferida com o objetivo de despertar contrição e humildade, mas foi em vão. A própria presença do profeta deveria ter evocado lembranças da solicitude e do interesse altruísta de Samuel no passado então recente. No entanto, tudo isso fora esquecido. Saul tentou se justificar, colocando a culpa em Samuel. Assim como ocorreu com Saul, acontece a pessoas em todas as eras. Quando os problemas pressionam, o medo do perigo iminente suprime o raciocínio sensato e induz a uma impaciência nervosa para resolver a questão de uma vez. Com tanto estresse, a razão fica cega ao dever e coloca, em seu lugar, uma condenação crítica dos outros e a violenta determinação de justificar a ação escolhida. A confiança no cuidado protetor e na orientação de Deus abre caminho para a descrença cínica e, por fim, à rebelião.