1Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. 2Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. 3Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. 4Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. 5E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles. 6Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram. 7Tinha Moisés oitenta anos, e Arão oitenta e três, quando falaram a Faraó. 8Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão: 9Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; diras a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente. 10Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente. 11Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos. 12Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. 13Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor tinha dito. 14Então disse o Senhor a Moisés: Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa deixar ir o povo.
33Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falar do meio do fogo, como tu a ouviste, e ainda ficou vivo? 34Ou se Deus intentou ir tomar para si uma nação do meio de outra nação, por meio de provas, de sinais, de maravilhas, de peleja, de mão poderosa, de braço estendido, bem como de grandes espantos, segundo tudo quanto fez a teu favor o Senhor teu Deus, no Egito, diante dos teus olhos? 35A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele. 36Do céu te fez ouvir a sua voz, para te instruir, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, do meio do qual ouviste as suas palavras. 37E, porquanto amou a teus pais, não somente escolheu a sua descendência depois deles, mas também te tirou do Egito com a sua presença e com a sua grande força;
12Maravilhas fez ele à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoá. 13Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como um montão. 42Não se lembraram do seu poder, nem do dia em que os remiu do adversário, 43nem de como operou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã, 44convertendo em sangue os seus rios, para que não pudessem beber das suas correntes. 45Também lhes mandou enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram. 46Entregou às lagartas as novidades deles, e o fruto do seu trabalho aos gafanhotos. 47Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com chuva de pedra. 48Também entregou à saraiva o gado deles, e aos coriscos os seus rebanhos. 49E atirou sobre eles o ardor da sua ira, o furor, a indignação, e a angústia, qual companhia de anjos destruidores. 50Deu livre curso à sua ira; não os poupou da morte, mas entregou a vida deles à pestilência. 51Feriu todo primogênito no Egito, primícias da força deles nas tendas de Cão.
27os quais executaram entre eles os seus sinais e prodígios na terra de Cão. 28Mandou à escuridão que a escurecesse; e foram rebeldes à sua palavra. 29Converteu-lhes as águas em sangue, e fez morrer os seus peixes. 30A terra deles produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis. 31Ele falou, e vieram enxames de moscas em todo o seu têrmo. 32Deu-lhes saraiva por chuva, e fogo abrasador na sua terra. 33Feriu-lhes também as vinhas e os figueirais, e quebrou as árvores da sua terra. 34Ele falou, e vieram gafanhotos, e pulgões em quantidade inumerável, 35que comeram toda a erva da sua terra, e devoraram o fruto dos seus campos. 36Feriu também todos os primogênitos da terra deles, as primícias de toda a sua força.
8Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder. 9Pois repreendeu o Mar Vermelho e este se secou; e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto. 10Salvou-os da mão do adversário, livrou-os do poder do inimigo. 11As águas, porém, cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.
8Foi ele que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até os animais; 9que operou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos; 10que feriu muitas nações, e matou reis poderosos: 11a Siom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã; 12e deu a terra deles em herança, em herança a Israel, seu povo.
9a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua benignidade dura para sempre; 10àquele que feriu o Egito nos seus primogênitos, porque a sua benignidade dura para sempre; 11e que tirou a Israel do meio deles, porque a sua benignidade dura para sempre; 12com mão forte, e com braço estendido, porque a sua benignidade dura para sempre; 13àquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes, porque a sua benignidade dura para sempre; 14e fez passar Israel pelo meio dele, porque a sua benignidade dura para sempre; 15mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho, porque a sua benignidade dura para sempre;
21Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas. 27Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os egípcios no meio do mar. 28As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exército de Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não ficou nem sequer um deles. 29Mas os filhos de Israel caminharam a pé enxuto pelo meio do mar; as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.
23E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. 24E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou,
1Depois partiram de Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do Egito. 2E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. 3Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão. 4Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. 5Mas ao sexto dia prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia. 6Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: tarde sabereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito, 7e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas murmurações contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra nós? 8Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouve as vossas murmurações, com que murmurais contra ele; e quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor. 9Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações. 10E quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor, apareceu na nuvem. 11Então o Senhor falou a Moisés, dizendo: 12Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: ë tardinha comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus. 13E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial. 14Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada sobre a terra. 15E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer. 16Isto é o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um conforme o que pode comer; um gômer para cada cabeça, segundo o número de pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. 17Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.
1No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai. 2Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam; Israel, pois, ali acampou-se em frente do monte. 3Então subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: 4Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim. 5Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; 6e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. 7Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado. 8Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo. 9Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor. 10Disse mais o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã; lavem eles os seus vestidos, 11e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. 12Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será morto. 13Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar a buzina longamente, subirão eles até o pé do monte. 14Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus vestidos. 15E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e não vos chegueis a mulher. 16Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu. 17E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. 19E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz. 20E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.
1Depois o povo tornou-se queixoso, falando o que era mau aos ouvidos do Senhor; e quando o Senhor o ouviu, acendeu-se a sua ira; o fogo do Senhor irrompeu entre eles, e devorou as extremidades do arraial. 2Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou. 3Pelo que se chamou aquele lugar Tabera, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles. 4Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer? 5Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das cebolas e dos alhos. 6Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos. 7E era o maná como a semente do coentro, e a sua aparência como a aparência de bdélio. 8O povo espalhava-se e o colhia, e, triturando-o em moinhos ou pisando-o num gral, em panelas o cozia, e dele fazia bolos; e o seu sabor era como o sabor de azeite fresco. 9E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, sobre ele descia também o maná. 10Então Moisés ouviu chorar o povo, todas as suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do Senhor grandemente se acendeu; e aquilo pareceu mal aos olhos de Moisés. 11Disse, pois, Moisés ao Senhor: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, pois que puseste sobre mim o peso de todo este povo. 12Concebi eu porventura todo este povo? dei-o eu à luz, para que me dissesses: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança de peito, para a terra que com juramento prometeste a seus pais? 13Donde teria eu carne para dar a todo este povo? porquanto choram diante de mim, dizendo: Dá-nos carne a comer. 14Eu só não posso: levar a todo este povo, porque me é pesado demais. 15Se tu me hás de tratar assim, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria. 16Disse então o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem os anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da revelação, para que estejam ali contigo. 17Então descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão eles o peso do povo para que tu não o leves só. 18E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: Quem nos dará carne a comer? pois bem nos ia no Egito. Pelo que o Senhor vos dará carne, e comereis. 19Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias; 20mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até que se vos torne coisa nojenta; porquanto rejeitastes ao Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito? 21Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; todavia tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro. 22Matar-se-ão para eles rebanhos e gados, que lhes bastem? ou ajuntar-se-ão, para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem? 23Pelo que replicou o Senhor a Moisés: Porventura tem-se encurtado a mão do Senhor? agora mesmo verás se a minha palavra se há de cumprir ou não. 24Saiu, pois, Moisés, e relatou ao povo as palavras do Senhor; e ajuntou setenta homens dentre os anciãos do povo e os colocou ao redor da tenda. 25Então o Senhor desceu: na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito que estava sobre ele, pô-lo sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles profetizaram, mas depois nunca mais o fizeram. 26Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles: o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial. 27Correu, pois, um moço, etenho dado os levitas a Arão e a Eldade e Medade profetizaram no arraial. 28Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho. 29Moisés, porém, lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles! 30Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel. 31Soprou, então, um vento da parte do Senhor e, do lado do mar, trouxe codornizes que deixou cair junto ao arraial quase caminho de um dia de um e de outro lado, à roda do arraial, a cerca de dois côvados da terra. 32Então o povo, levantando-se, colheu as codornizes por todo aquele dia e toda aquela noite, e por todo o dia seguinte; o que colheu menos, colheu dez hômeres. E as estenderam para si ao redor do arraial. 33Quando a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, acendeu-se a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor ao povo com uma praga, mui grande. 34Pelo que se chamou aquele lugar Quibrote-Hataavá, porquanto ali enterraram o povo que tivera o desejo. 35De Quibrote-Hataavá partiu o povo para Hazerote; e demorou-se em Hazerote.
1Então toda a congregação levantou a voz e gritou; e o povo chorou naquela noite. 2E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto! 3Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? 4E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe o voltemos para o Egito. 5Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra perante toda a assembléia da congregação dos filhos de Israel. 6E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes; 7e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa. 8Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel. 9Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais. 10Mas toda a congregação disse que fossem apedrejados. Nisso a glória do Senhor apareceu na tenda da revelação a todos os filhos de Israel. 11Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me desprezará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele? 12Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e farei de ti uma nação maior e mais forte do que ele. 13Respondeu Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o ouvirão, eles, do meio dos quais, com a tua força, fizeste subir este povo, 14e o dirão aos habitantes desta terra. Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo; pois tu, ó Senhor, és visto face a face, e a tua nuvem permanece sobre eles, e tu vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite. 15E se matares este povo como a um só homem, então as nações que têm ouvido da tua fama, dirão: 16Porquanto o Senhor não podia introduzir este povo na terra que com juramento lhe prometera, por isso os matou no deserto. 17Agora, pois, rogo-te que o poder do meu Senhor se engrandeça, segundo tens dito: 18O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração. 19Perdoa, rogo-te, a iniqüidode deste povo, segundo a tua grande misericórdia, como o tens perdoado desde o Egito até, aqui. 20Disse-lhe o Senhor: Conforme a tua palavra lhe perdoei; 21tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra, 22nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz, 23nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá. 24Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá. 25Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; tornai-vos amanhã, e caminhai para o deserto em direção ao Mar Vermelho. 26Depois disse o Senhor a Moisés e Arão: 27Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles fazem contra mim. 28Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor, certamente conforme o que vos ouvi falar, assim vos hei de fazer: 29neste deserto cairão os vossos cadáveres; nenhum de todos vós que fostes contados, segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, que contra mim murmurastes, 30certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31Mas aos vossos pequeninos, dos quais dissestes que seriam por presa, a estes introduzirei na terra, e eles conhecerão a terra que vós rejeitastes. 32Quanto a vós, porém, os vossos cadáveres cairão neste deserto; 33e vossos filhos serão pastores no deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto. 34Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, quarenta dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por quarenta anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição. 35Eu, o Senhor, tenho falado; certamente assim o farei a toda esta má congregação, aos que se sublevaram contra mim; neste deserto se consumirão, e aqui morrerão. 36Ora, quanto aos homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, 37aqueles mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o Senhor. 38Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida. 39Então Moisés falou estas palavras a todos os filhos de Israel, pelo que o povo se entristeceu muito. 40Eles, pois, levantando-se de manhã cedo, subiram ao cume do monte, e disseram: Eis-nos aqui; subiremos ao lugar que o Senhor tem dito; porquanto havemos pecado. 41Respondeu Moisés: Ora, por que transgredis o mandado do Senhor, visto que isso não prosperará? 42Não subais, pois o Senhor não está no meio de vós; para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. 43Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos desviastes do Senhor, o Senhor não estará convosco. 44Contudo, temerariamente subiram eles ao cume do monte; mas a arca do pacto do Senhor, e Moisés, não se apartaram do arrraial. 45Então desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até Horma.
1Ora, Corá, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, juntamente com Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, filhos de Rúben, tomando certos homens, 2levantaram-se perante Moisés, juntamente com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembléia, varões de renome; 3e ajuntando-se contra Moisés e contra Arão, disseram-lhes: Demais é o que vos arrogais a vós, visto que toda a congregação e santa, todos eles são santos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a assembléia do Senhor? 4Quando Moisés ouviu isso, caiu com o rosto em terra; 5depois falou a Corá e a toda a sua companhia, dizendo: Amanhã pela manhã o Senhor fará saber quem é seu, e quem é o santo, ao qual ele fará chegar a si; e aquele a quem escolher fará chegar a si. 6Fazei isto: Corá e toda a sua companhia, tomai para vós incensários; 7e amanhã, pondo fogo neles, sobre eles deitai incenso perante o Senhor; e será que o homem a quem o Senhor escolher, esse será o santo; demais é o que vos arrogais a vós, filhos de Levi. 8Disse mais Moisés a Corá: Ouvi agora, filhos de Levi! 9Acaso é pouco para vós que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de fazerdes o serviço do tabernáculo do Senhor e estardes perante a congregação para ministrar-lhe, 10e te fez chegar, e contigo todos os teus irmãos, os filhos de Levi? procurais também o sacerdócio? 11Pelo que tu e toda a tua companhia estais congregados contra o Senhor; e Arão, quem é ele, para que murmureis contra ele? 12Então Moisés mandou chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; eles porém responderam: Não subiremos. 13É pouco, porventura, que nos tenhas feito subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares no deserto, para que queiras ainda fazer-te príncipe sobre nós? 14Ademais, não nos introduziste em uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em herança; porventura cegarás os olhos a estes homens? Não subiremos. 15Então Moisés irou-se grandemente, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tenho tomado deles, nem a nenhum deles tenho feito mal. 16Disse mais Moisés a Corá: Comparecei amanhã tu e toda a tua companhia perante o Senhor; tu e eles, e Arão. 17Tome cada um o seu incensário, e ponha nele incenso; cada um traga perante o Senhor o seu incensário, duzentos e cinqüenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu incensário.
1Os filhos de Israel, a congregação toda, chegaram ao deserto de Zim no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali morreu Miriã, e ali foi sepultada. 2Ora, não havia água para a congregação; pelo que se ajuntaram contra Moisés e Arão. 3E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Oxalá tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o Senhor! 4Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais? 5E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar? lugar onde não há semente, nem figos, nem vides, nem romãs, nem mesmo água para beber. 6Então Moisés e Arão se foram da presença da assembléia até a porta da tenda da revelação, e se lançaram com o rosto em terra; e a glória do Senhor lhes apareceu. 7E o Senhor disse a Moisés: 8Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, que ela dê as suas águas. Assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. 9Moisés, pois, tomou a vara de diante do senhor, como este lhe ordenou. 10Moisés e Arão reuniram a assembléia diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes! Porventura tiraremos água desta rocha para vós? 11Então Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu água copiosamente, e a congregação bebeu, e os seus animais. 12Pelo que o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não me crestes a mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes dei. 13Estas são as águas de Meribá, porque ali os filhos de Israel contenderam com o Senhor, que neles se santificou. 14De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Tu sabes todo o trabalho que nos tem sobrevindo; 15como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muito tempo; e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais; 16e quando clamamos ao Senhor, ele ouviu a nossa voz, e mandou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade na extremidade dos teus termos. 17Deixa-nos, pois, passar pela tua terra; não passaremos pelos campos, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real, não nos desviando para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado os teus termos. 18Respondeu-lhe Edom: Não passaras por mim, para que eu não saia com a espada ao teu encontro. 19Os filhos de Israel lhe replicaram: Subiremos pela estrada real; e se bebermos das tuas águas, eu e o meu gado, darei o preço delas; sob condição de eu nada mais fazer, deixa-me somente passar a pé. 20Edom, porém, respondeu: Não passarás. E saiu-lhe ao encontro com muita gente e com mão forte. 21Assim recusou Edom deixar Israel passar pelos seus termos; pelo que Israel se desviou dele.
25Neste dia começarei a meter terror e medo de ti aos povos que estão debaixo de todo o céu; os quais, ao ouvirem a tua fama, tremerão e se angustiarão por causa de ti. 26Então, do deserto de Quedemote, mandei mensageiros a Siom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo: 27Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei, não me desviando nem para a direita nem para a esquerda. 28Por dinheiro me venderás mantimento, para que eu coma; e por dinheiro me darás a água, para que eu beba. Tão-somente deixa-me passar a pé, 29assim como me fizeram os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão para a terra que o Senhor nosso Deus nos dá. 30Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o Senhor teu Deus lhe endurecera o espírito, e lhe fizera obstinado o coração, para to entregar nas mãos, como hoje se vê. 31Disse-me, pois, o Senhor: Eis aqui, comecei a entregar-te Siom e a sua terra; começa, pois, a te apoderares dela, para possuíres a sua terra por herança. 32Então Siom nos saiu ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza; 33e o Senhor nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. 34Também naquele tempo lhe tomamos todas as cidades, e fizemos perecer a todos, homens, mulheres e pequeninos, não deixando sobrevivente algum; 35somente tomamos por presa o gado para nós, juntamente com o despojo das cidades que havíamos tomado. 36Desde Aroer, que está à borda do vale do Arnom, e desde a cidade que está no vale, até Gileade, nenhuma cidade houve tão alta que de nós escapasse; tudo o Senhor nosso Deus no-lo entregou. 37Somente à terra dos amonitas não chegastes, nem a parte alguma da borda do ribeiro de Jaboque, nem a cidade alguma da região montanhosa, nem a coisa alguma que o Senhor nosso Deus proibira.
12Além disso tu os guiaste de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir. 13Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles, e lhes deste juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos; 14o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e lhes ordenaste mandamentos e estatutos e uma lei, por intermédio de teu servo Moisés. 15Do céu lhes deste pão quando tiveram fome, e da rocha fizeste brotar água quando tiveram sede; e lhes ordenaste que entrassem para possuir a terra que com juramento lhes havias prometido dar. 18Ainda mesmo quando eles fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito, e cometeram grandes blasfêmias, 19todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os abandonaste no deserto. A coluna de nuvem não se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir. 20Também lhes deste o teu bom espírito para os ensinar, e o teu maná não retiraste da tua boca, e água lhes deste quando tiveram sede. 21Sim, por quarenta anos os sustentaste no deserto; não lhes faltou coisa alguma; a sua roupa não envelheceu, e o seus pés não se incharam. 22Além disso lhes deste reinos e povos, que lhes repartiste em porções; assim eles possuíram a terra de Siom, a saber; a terra do rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã.
14Também os guiou de dia por uma nuvem, e a noite toda por um clarão de fogo. 15Fendeu rochas no deserto, e deu-lhes de beber abundantemente como de grandes abismos. 16Da penha fez sair fontes, e fez correr águas como rios. 17Todavia ainda prosseguiram em pecar contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto. 18E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida segundo o seu apetite. 19Também falaram contra Deus, dizendo: Poderá Deus porventura preparar uma mesa no deserto? Acaso fornecerá carne para o seu povo? 20Pelo que o Senhor, quando os ouviu, se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e a sua ira subiu contra Israel; 21Pelo que o Senhor, quando os ouviu, se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e a sua ira subiu contra Israel; 22porque não creram em Deus nem confiaram na sua salvação. 23Contudo ele ordenou às nuvens lá em cima, e abriu as portas dos céus; 24fez chover sobre eles maná para comerem, e deu-lhes do trigo dos céus. 25Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida em abundância. 26Fez soprar nos céus o vento do oriente, e pelo seu poder trouxe o vento sul. 27Sobre eles fez também chover carne como poeira, e aves de asas como a areia do mar; 28e as fez cair no meio do arraial deles, ao redor de suas habitações. 29Então comeram e se fartaram bem, pois ele lhes trouxe o que cobiçavam. 30Não refrearam a sua cobiça. Ainda lhes estava a comida na boca, 31quando a ira de Deus se levantou contra eles, e matou os mais fortes deles, e prostrou os escolhidos de Israel. 32Com tudo isso ainda pecaram, e não creram nas suas maravilhas. 33Pelo que consumiu os seus dias como um sopo, e os seus anos em repentino terror.
39Estendeu uma nuvem para os cobrir, e um fogo para os alumiar de noite. 40Eles pediram, e ele fez vir codornizes, e os saciou com pão do céu. 41Fendeu a rocha, e dela brotaram águas, que correram pelos lugares áridos como um rio. 42Porque se lembrou da sua santa palavra, e de Abraão, seu servo. 43Fez sair com alegria o seu povo, e com cânticos de júbilo os seus escolhidos. 44Deu-lhes as terras das nações, e eles herdaram o fruto do trabalho dos povos, 45para que guardassem os seus preceitos, e observassem as suas leis. Louvai ao Senhor
16àquele que guiou o seu povo pelo deserto, porque a sua benignidade dura para sempre; 17àquele que feriu os grandes reis, porque a sua benignidade dura para sempre; 18e deu a morte a reis famosos, porque a sua benignidade dura para sempre. 19a Siom, rei dos amorreus, porque a sua benignidade dura para sempre; 20e a Ogue, rei de Basã, porque a sua benignidade dura para sempre; 21e deu a terra deles em herança, porque a sua benignidade dura para sempre;
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Este os tirouCBA
Atos 7:3612Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte.
Prodígios e sinaisCBA
Atos 7:3619E mostrarei prodígios em cima no céu; e sinais embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumaça. 22Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;
8Ora, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
Mar VermelhoCBA
Atos 7:3619Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.
Quarenta anosCBA
Atos 7:3633e vossos filhos serão pastores no deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.
5Quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceu sobre vós a vossa roupa, nem o sapato no vosso pé.
Nota Adicional 1 a Atos 7CBA
Atos 7:1-60(1) O discurso é relatado não como Lucas compreendeu e interpretou 30 anos depois, ao escrever Atos, mas provavelmente conforme lhe foi contado por um ou mais ouvintes, como Saulo (Paulo) ou um dos sacerdotes convertidos (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
(2) O discurso não foi concluído, pois os ouvintes arremeteram enfurecidos contra Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.
(3) O discurso de Estêvão foi de natureza histórica, assim como os de Pedro antes dele (At 2; 3) e os de Paulo posteriormente (At 13; 22; 26); e, por isso, registra pouco de seu pensamento teológico. A teologia de Estêvão, conforme se desenvolvera até a ocasião, deve ser compreendida dentro dos desdobramentos da história que ele traçou e por meio das acusações de seus inimigos.
(4) Sem dúvida, seu discurso foi uma continuação da mensagem evangelística proferida pelos sete depois de serem ordenados (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé. 8Ora, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Levantaram-se, porém, alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão; 10e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
9Os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele,
(5) Algumas das dificuldades históricas e exegéticas que o discurso parece apresentar são: o problema de Abraão só sair de Harã depois da morte de Tera (
4Então saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. Dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais.
14Então José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela - setenta e cinco almas.
16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém.
15Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos pais; 16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém.
26Sim, levastes Sicute, vosso rei, e Quium, vosso deus-estrela, imagens que fizestes para vos mesmos. 27Portanto vos levarei cativos para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é o Deus dos exércitos.
43Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que vós fizestes para adorá-las. Desterrar-vos-ei pois, para além da Babilônia.
Três objetivos relativamente óbvios podem ser inferidos do discurso de Estêvão:
1. Conseguir a aprovação ou diminuir a desaprovação ao mostrar ao Síncdrio que ele tinha familiaridade com a história dos hebreus e fornecer bases para sua ortodoxia.
2. Demonstrar historicamente como Deus havia procurado orientar os hebreus e como eles foram insistentes em rejeitar a liderança divina por meio de Moisés, dos profetas e do esperado Messias.
3. Mostrar a natureza e o sentido da adoração que Deus ordenara aos patriarcas e ao povo escolhido e sua relação, conforme deveria ser reconhecida, com a obra recém-iniciada por Cristo à destra de Deus. Este objetivo pode ser considerado o mais importante, embora ele seja apresentado com menos clareza. É importante observar quatro fatos em relação a isso:
a. Quando os diáeonos, dos quais Estêvão fazia parte e se destacou como o evangelista principal, começaram seu ministério público, observou-se pela primeira vez que “muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
b. A séria acusação feita contra Estêvão, de que seu ensino era contrário ao “lugar santo” isto é, ao templo, à “lei” e aos “costumes” (
13e apresentaram falsas testemunhas que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras contra este santo lugar e contra a lei; 14porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.
c. Estêvão destaca o chamado de Abraão e o cuidado providencial de Deus a jacó e seus descendentes (
2Estêvão respondeu: Irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando ele na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, 3e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. 4Então saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. Dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais. 5E não lhe deu nela herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu que lha daria em possessão, e depois dele à sua descendência, não tendo ele ainda filho. 6Pois Deus disse que a sua descendência seria peregrina em terra estranha e que a escravizariam e maltratariam por quatrocentos anos. 7Mas eu julgarei a nação que os tiver escravizado, disse Deus; e depois disto sairão, e me servirão neste lugar. 8E deu-lhe o pacto da circuncisão; assim então gerou Abraão a Isaque, e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque gerou a Jacó, e Jacó aos doze patriarcas. 9Os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele, 10e o livrou de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. 11Sobreveio então uma fome a todo o Egito e Canaã, e grande tribulação; e nossos pais não achavam alimentos. 12Mas tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais pela primeira vez. 13E na segunda vez deu-se José a conhecer a seus irmãos, e a sua linhagem tornou-se manifesta a Faraó. 14Então José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela - setenta e cinco almas. 15Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos pais; 16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém. 17Enquanto se aproximava o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo crescia e se multiplicava no Egito;
18até que se levantou ali outro rei, que não tinha conhecido José. 19Usando esse de astúcia contra a nossa raça, maltratou a nossos pais, ao ponto de fazê-los enjeitar seus filhos, para que não vivessem. 20Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. 21Sendo ele enjeitado, a filha de Faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho. 22Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. 23Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel. 24E vendo um deles sofrer injustamente, defendeu-o, e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Cuidava que seus irmãos entenderiam que por mão dele Deus lhes havia de dar a liberdade; mas eles não entenderam. 26No dia seguinte apareceu-lhes quando brigavam, e quis levá- los à paz, dizendo: Homens, sois irmãos; por que vos maltratais um ao outro? 27Mas o que fazia injustiça ao seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz sobre nós? 28Acaso queres tu matar-me como ontem mataste o egípcio? 29A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Madiã, onde gerou dois filhos. 30E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. 31Moisés, vendo isto, admirou-se da visão; e, aproximando-se ele para observar, soou a voz do Senhor; 32Eu sou o deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E Moisés ficou trêmulo e não ousava olhar. 33Disse-lhe então o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 34Vi, com efeito, a aflição do meu povo no Egito, ouvi os seus gemidos, e desci para livrá-lo. Agora pois vem, e enviar-te-ei ao Egito. 35A este Moisés que eles haviam repelido, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz? a este enviou Deus como senhor e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça. 36Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, e no Mar Vermelho, e no deserto por quarenta anos.
37Este é o Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu. 38Este é o que esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu palavras de vida para vo-las dar;
39ao qual os nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram, e em seus corações voltaram ao Egito, 40dizendo a arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque a esse Moisés que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. 41Fizeram, pois, naqueles dias o bezerro, e ofereceram sacrifício ao ídolo, e se alegravam nas obras das suas mãos. 42Mas Deus se afastou, e os abandonou ao culto das hostes do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto, ó casa de Israel? 43Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que vós fizestes para adorá-las. Desterrar-vos-ei pois, para além da Babilônia.
44Entre os nossos pais no deserto estava o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto; 45o qual nossos pais, tendo-o por sua vez recebido, o levaram sob a direção de Josué, quando entraram na posse da terra das nações que Deus expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi,
46que achou graça diante de Deus, e pediu que lhe fosse dado achar habitação para o Deus de Jacó. 47Entretanto foi Salomão quem lhe edificou uma casa;
48mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: 49O céu é meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso? 50Não fez, porventura, a minha mão todas estas coisas?
d. O sermão de Estêvão se relaciona com a profecia das 70 semanas (
24Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. 25Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. 26E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. 27E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.
Quando o discurso de Estêvão é interpretado nesse contexto, passa a ser considerado ur episódio dramático e vital num período crítico da história da igreja primitiva.
Nota Adicional 2 a Atos 7CBA
Atos 7:1-6058e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
Além da menção passageira a sua mãe (
15Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,
14Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
14e na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
3Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço menção de ti em minhas súplicas de noite e de dia;
16Mas o filho da irmã de Paulo tendo sabido da cilada, foi, entrou na fortaleza e avisou a Paulo.
8sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo,
7Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.
Uma tradição do 2° século, registrada pela primeira vez por Jerônimo, afirma que os pais de Saulo viviam originalmente em Giscala, na Galileia. Por volta do ano 4 a.C., eles teriam sido capturados e levados como escravos para Tarso, a principal cidade da Cilícia, na Ásia Menor, onde conquistaram a liberdade, prosperaram e se tornaram cidadãos romanos. Mais tarde, tiveram um filho ali, Saulo.
A vida de Saulo começou em Tarso (
3Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
5circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu;
59Sucedeu, pois, no oitavo dia, que vieram circuncidar o menino; e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.
1Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Desde o nascimento, ele possuía alguns privilégios invejáveis. Era cidadão romano (
28Tornou o comandante: Eu por grande soma de dinheiro adquiri este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento.
39Mas Paulo lhe disse: Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; rogo-te que me permitas falar ao povo.
No entanto, acima desses privilégios sociais, Paulo valorizava sua herança racial e religiosa. Ele se gloriava na descrição “hebreu de hebreus” (
5circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu;
22São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu;
5pois me conhecem desde o princípio e, se quiserem, podem dar testemunho de que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.
6Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.
34Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens;
Ainda jovem, provavelmente por volta dos 12 anos de idade, Paulo foi enviado para Jerusalém (
4A minha vida, pois, desde a mocidade, o que tem sido sempre entre o meu povo e em Jerusalém, sabem-na todos os judeus,
3Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
34Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens;
14Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
14e na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
1Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária. 3Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
4E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres, 5do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados.
9Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno; 10o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam. 11E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras. 12Indo com este encargo a Damasco, munido de poder e comissão dos principais sacerdotes,
58e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 8Eu respondi: Quem és tu, Senhor? Disse-me: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu persegues.
14E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. 15Disse eu: Quem és, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;
8e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.
Existe um debate considerável centrado na mudança de nome que ocorre no meio do livro.
9Todavia Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele,
58e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
Sardo nasceu em um mundo multilíngue. A população heterogênea falava um conjunto surpreendente de idiomas, mas cada grupo tinha a própria língua nativa. Sobreposta a todos os idiomas se encontravam o grego, a língua franca do mundo civilizado, e o latim, a língua oficial do império romano. Como resultado, muitas pessoas falavam não se a língua nativa, mas também grego e latim. Por causa disso, vários indivíduos tinham mais de um nome, ou formas diferentes do mesmo nome, usadas segundo a língua ou a sociedade no qual se encontravam. Em outros casos, tinham nomes sem conexão linguística uir com o outro, ou seja, que não eram traduções de uma língua para a outra.
O caso de Paulo pode ter sido assim: na circuncisão, ele recebeu um nome judaico Saulo. Mas, como vivia em uma comunidade gentílica, também era chamado pelo nome latino comum Paulus. É possível citar diversos exemplos de nomes duplos, como Beltessazar Daniel, Ester-Hadassa, João Marcos (cf.
23E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias.
1Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.
11e Jesus, que se chama Justo, sendo unicamente estes, dentre a circuncisão, os meus cooperadores no reino de Deus; os quais têm sido para mim uma consolação.
9Todavia Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele,
7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 13vindo ter comigo, de pé ao meu lado, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. Naquela mesma hora, recobrando a vista, eu o vi.
14E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.
1Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
12Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.
1Ora eu mesmo, Paulo, vos rogo pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas quando ausente, ousado para convosco;
2Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
18Esta saudação é de próprio punho, de Paulo. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça seja convosco.
Outra interpretação merece ser levada em conta. A palavra latina paulus (cujo equivalent grego é pauros) significa “pequeno ’ ou “baixo” e é considerada uma descrição da estatura de Saulo. Esta ideia recebe algum apoio das obras apócrifas Atos de Paulo e Tecla, que datar de 160-180 d.CL; e, embora não seja totalmente confiável, pode refletir uma tradição genuín ligada à aparência pessoal do grande apóstolo. Uma passagem relevante diz: “Um homem de estatura baixa, calvo, pernas arqueadas, de constituição forte, com as sobrancelhas uri das, nariz um pouco comprido, cheio de graça. As vezes, parecia homem e, às vezes, tinha aparência de um anjo” (The Ante-Nicene Fathers, vol. 8, p. 487). Todavia, deve-se reconhr cer que tal explicação envolve aceitar que o nome Paulo Leria surgido posteriormente, um vez que só poderia ser dado depois que as características físicas se tornassem evidenciada:
Qualquer que seja a origem do nome alternativo de Saulo, tratava-se de um nome roman apropriado para o objetivo do apóstolo de levar o evangelho até a capital do império (ver con de
21Cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, porque dizia: Depois de haver estado ali, é-me necessário ver também Roma.
15De modo que, quanto está em mim, estou pronto para anunciar o evangelho também a vós que estais em Roma.