14Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará. 15E dirás aos filhos de Israel: Todo homem que amaldiçoar o seu Deus, levará sobre si o seu pecado. 16E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a congregação certamente o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que blasfemar o nome do Senhor, será morto.
23Andava Jesus passeando no templo, no pórtico de Salomão. 24Rodearam-no, pois, os judeus e lhe perguntavam: Até quando nos deixarás perplexos? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. 25Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim. 26Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
14Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará. 16E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a congregação certamente o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que blasfemar o nome do Senhor, será morto.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Lançando-o foraCBA
Atos 7:5814Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará.
E [...] o apedrejaramCBA
Atos 7:5859Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. 60E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte.
14Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará. 15E dirás aos filhos de Israel: Todo homem que amaldiçoar o seu Deus, levará sobre si o seu pecado. 16E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a congregação certamente o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que blasfemar o nome do Senhor, será morto.
7Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse- lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.
5O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia,
Deixaram suas vestesCBA
Atos 7:587A mão das testemunhas será a primeira contra ele, para matá-lo, e depois a mão de todo o povo; assim exterminarás o mal do meio de ti.
7Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse- lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.
20e quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentindo na sua morte e guardando as capas dos que o matavam.
JovemCBA
Atos 7:589todavia prefiro rogar-te por esse teu amor, sendo eu como sou, Paulo o velho, e agora até prisioneiro de Cristo Jesus,
SauloCBA
Atos 7:582Tinha este um filho, chamado Saul, jovem e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo de que ele; desde os ombros para cima sebressaía em altura a todo o povo.
Nota Adicional 1 a Atos 7CBA
Atos 7:1-60(1) O discurso é relatado não como Lucas compreendeu e interpretou 30 anos depois, ao escrever Atos, mas provavelmente conforme lhe foi contado por um ou mais ouvintes, como Saulo (Paulo) ou um dos sacerdotes convertidos (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
(2) O discurso não foi concluído, pois os ouvintes arremeteram enfurecidos contra Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.
(3) O discurso de Estêvão foi de natureza histórica, assim como os de Pedro antes dele (At 2; 3) e os de Paulo posteriormente (At 13; 22; 26); e, por isso, registra pouco de seu pensamento teológico. A teologia de Estêvão, conforme se desenvolvera até a ocasião, deve ser compreendida dentro dos desdobramentos da história que ele traçou e por meio das acusações de seus inimigos.
(4) Sem dúvida, seu discurso foi uma continuação da mensagem evangelística proferida pelos sete depois de serem ordenados (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé. 8Ora, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Levantaram-se, porém, alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão; 10e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
9Os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele,
(5) Algumas das dificuldades históricas e exegéticas que o discurso parece apresentar são: o problema de Abraão só sair de Harã depois da morte de Tera (
4Então saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. Dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais.
14Então José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela - setenta e cinco almas.
16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém.
15Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos pais; 16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém.
26Sim, levastes Sicute, vosso rei, e Quium, vosso deus-estrela, imagens que fizestes para vos mesmos. 27Portanto vos levarei cativos para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é o Deus dos exércitos.
43Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que vós fizestes para adorá-las. Desterrar-vos-ei pois, para além da Babilônia.
Três objetivos relativamente óbvios podem ser inferidos do discurso de Estêvão:
1. Conseguir a aprovação ou diminuir a desaprovação ao mostrar ao Síncdrio que ele tinha familiaridade com a história dos hebreus e fornecer bases para sua ortodoxia.
2. Demonstrar historicamente como Deus havia procurado orientar os hebreus e como eles foram insistentes em rejeitar a liderança divina por meio de Moisés, dos profetas e do esperado Messias.
3. Mostrar a natureza e o sentido da adoração que Deus ordenara aos patriarcas e ao povo escolhido e sua relação, conforme deveria ser reconhecida, com a obra recém-iniciada por Cristo à destra de Deus. Este objetivo pode ser considerado o mais importante, embora ele seja apresentado com menos clareza. É importante observar quatro fatos em relação a isso:
a. Quando os diáeonos, dos quais Estêvão fazia parte e se destacou como o evangelista principal, começaram seu ministério público, observou-se pela primeira vez que “muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
b. A séria acusação feita contra Estêvão, de que seu ensino era contrário ao “lugar santo” isto é, ao templo, à “lei” e aos “costumes” (
13e apresentaram falsas testemunhas que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras contra este santo lugar e contra a lei; 14porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.
c. Estêvão destaca o chamado de Abraão e o cuidado providencial de Deus a jacó e seus descendentes (
2Estêvão respondeu: Irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando ele na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, 3e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. 4Então saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. Dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que vós agora habitais. 5E não lhe deu nela herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu que lha daria em possessão, e depois dele à sua descendência, não tendo ele ainda filho. 6Pois Deus disse que a sua descendência seria peregrina em terra estranha e que a escravizariam e maltratariam por quatrocentos anos. 7Mas eu julgarei a nação que os tiver escravizado, disse Deus; e depois disto sairão, e me servirão neste lugar. 8E deu-lhe o pacto da circuncisão; assim então gerou Abraão a Isaque, e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque gerou a Jacó, e Jacó aos doze patriarcas. 9Os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele, 10e o livrou de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. 11Sobreveio então uma fome a todo o Egito e Canaã, e grande tribulação; e nossos pais não achavam alimentos. 12Mas tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais pela primeira vez. 13E na segunda vez deu-se José a conhecer a seus irmãos, e a sua linhagem tornou-se manifesta a Faraó. 14Então José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela - setenta e cinco almas. 15Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos pais; 16e foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém. 17Enquanto se aproximava o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo crescia e se multiplicava no Egito;
18até que se levantou ali outro rei, que não tinha conhecido José. 19Usando esse de astúcia contra a nossa raça, maltratou a nossos pais, ao ponto de fazê-los enjeitar seus filhos, para que não vivessem. 20Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. 21Sendo ele enjeitado, a filha de Faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho. 22Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. 23Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel. 24E vendo um deles sofrer injustamente, defendeu-o, e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Cuidava que seus irmãos entenderiam que por mão dele Deus lhes havia de dar a liberdade; mas eles não entenderam. 26No dia seguinte apareceu-lhes quando brigavam, e quis levá- los à paz, dizendo: Homens, sois irmãos; por que vos maltratais um ao outro? 27Mas o que fazia injustiça ao seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz sobre nós? 28Acaso queres tu matar-me como ontem mataste o egípcio? 29A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Madiã, onde gerou dois filhos. 30E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. 31Moisés, vendo isto, admirou-se da visão; e, aproximando-se ele para observar, soou a voz do Senhor; 32Eu sou o deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E Moisés ficou trêmulo e não ousava olhar. 33Disse-lhe então o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 34Vi, com efeito, a aflição do meu povo no Egito, ouvi os seus gemidos, e desci para livrá-lo. Agora pois vem, e enviar-te-ei ao Egito. 35A este Moisés que eles haviam repelido, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz? a este enviou Deus como senhor e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça. 36Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, e no Mar Vermelho, e no deserto por quarenta anos.
37Este é o Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu. 38Este é o que esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu palavras de vida para vo-las dar;
39ao qual os nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram, e em seus corações voltaram ao Egito, 40dizendo a arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque a esse Moisés que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. 41Fizeram, pois, naqueles dias o bezerro, e ofereceram sacrifício ao ídolo, e se alegravam nas obras das suas mãos. 42Mas Deus se afastou, e os abandonou ao culto das hostes do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto, ó casa de Israel? 43Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que vós fizestes para adorá-las. Desterrar-vos-ei pois, para além da Babilônia.
44Entre os nossos pais no deserto estava o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto; 45o qual nossos pais, tendo-o por sua vez recebido, o levaram sob a direção de Josué, quando entraram na posse da terra das nações que Deus expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi,
46que achou graça diante de Deus, e pediu que lhe fosse dado achar habitação para o Deus de Jacó. 47Entretanto foi Salomão quem lhe edificou uma casa;
48mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: 49O céu é meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso? 50Não fez, porventura, a minha mão todas estas coisas?
d. O sermão de Estêvão se relaciona com a profecia das 70 semanas (
24Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. 25Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. 26E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. 27E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.
Quando o discurso de Estêvão é interpretado nesse contexto, passa a ser considerado ur episódio dramático e vital num período crítico da história da igreja primitiva.
Nota Adicional 2 a Atos 7CBA
Atos 7:1-6058e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
Além da menção passageira a sua mãe (
15Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,
14Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
14e na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
3Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço menção de ti em minhas súplicas de noite e de dia;
16Mas o filho da irmã de Paulo tendo sabido da cilada, foi, entrou na fortaleza e avisou a Paulo.
8sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo,
7Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.
Uma tradição do 2° século, registrada pela primeira vez por Jerônimo, afirma que os pais de Saulo viviam originalmente em Giscala, na Galileia. Por volta do ano 4 a.C., eles teriam sido capturados e levados como escravos para Tarso, a principal cidade da Cilícia, na Ásia Menor, onde conquistaram a liberdade, prosperaram e se tornaram cidadãos romanos. Mais tarde, tiveram um filho ali, Saulo.
A vida de Saulo começou em Tarso (
3Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
5circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu;
59Sucedeu, pois, no oitavo dia, que vieram circuncidar o menino; e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.
1Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Desde o nascimento, ele possuía alguns privilégios invejáveis. Era cidadão romano (
28Tornou o comandante: Eu por grande soma de dinheiro adquiri este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento.
39Mas Paulo lhe disse: Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; rogo-te que me permitas falar ao povo.
No entanto, acima desses privilégios sociais, Paulo valorizava sua herança racial e religiosa. Ele se gloriava na descrição “hebreu de hebreus” (
5circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu;
22São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu;
5pois me conhecem desde o princípio e, se quiserem, podem dar testemunho de que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.
6Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.
34Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens;
Ainda jovem, provavelmente por volta dos 12 anos de idade, Paulo foi enviado para Jerusalém (
4A minha vida, pois, desde a mocidade, o que tem sido sempre entre o meu povo e em Jerusalém, sabem-na todos os judeus,
3Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
34Mas, levantando-se no sinédrio certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, acatado por todo o povo, mandou que por um pouco saíssem aqueles homens;
14Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
14e na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
1Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária. 3Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
4E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres, 5do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados.
9Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno; 10o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam. 11E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras. 12Indo com este encargo a Damasco, munido de poder e comissão dos principais sacerdotes,
58e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 8Eu respondi: Quem és tu, Senhor? Disse-me: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu persegues.
14E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. 15Disse eu: Quem és, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;
8e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.
Existe um debate considerável centrado na mudança de nome que ocorre no meio do livro.
9Todavia Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele,
58e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo.
Sardo nasceu em um mundo multilíngue. A população heterogênea falava um conjunto surpreendente de idiomas, mas cada grupo tinha a própria língua nativa. Sobreposta a todos os idiomas se encontravam o grego, a língua franca do mundo civilizado, e o latim, a língua oficial do império romano. Como resultado, muitas pessoas falavam não se a língua nativa, mas também grego e latim. Por causa disso, vários indivíduos tinham mais de um nome, ou formas diferentes do mesmo nome, usadas segundo a língua ou a sociedade no qual se encontravam. Em outros casos, tinham nomes sem conexão linguística uir com o outro, ou seja, que não eram traduções de uma língua para a outra.
O caso de Paulo pode ter sido assim: na circuncisão, ele recebeu um nome judaico Saulo. Mas, como vivia em uma comunidade gentílica, também era chamado pelo nome latino comum Paulus. É possível citar diversos exemplos de nomes duplos, como Beltessazar Daniel, Ester-Hadassa, João Marcos (cf.
23E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias.
1Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.
11e Jesus, que se chama Justo, sendo unicamente estes, dentre a circuncisão, os meus cooperadores no reino de Deus; os quais têm sido para mim uma consolação.
9Todavia Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele,
7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 13vindo ter comigo, de pé ao meu lado, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. Naquela mesma hora, recobrando a vista, eu o vi.
14E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.
1Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
12Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.
1Ora eu mesmo, Paulo, vos rogo pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas quando ausente, ousado para convosco;
2Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
18Esta saudação é de próprio punho, de Paulo. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça seja convosco.
Outra interpretação merece ser levada em conta. A palavra latina paulus (cujo equivalent grego é pauros) significa “pequeno ’ ou “baixo” e é considerada uma descrição da estatura de Saulo. Esta ideia recebe algum apoio das obras apócrifas Atos de Paulo e Tecla, que datar de 160-180 d.CL; e, embora não seja totalmente confiável, pode refletir uma tradição genuín ligada à aparência pessoal do grande apóstolo. Uma passagem relevante diz: “Um homem de estatura baixa, calvo, pernas arqueadas, de constituição forte, com as sobrancelhas uri das, nariz um pouco comprido, cheio de graça. As vezes, parecia homem e, às vezes, tinha aparência de um anjo” (The Ante-Nicene Fathers, vol. 8, p. 487). Todavia, deve-se reconhr cer que tal explicação envolve aceitar que o nome Paulo Leria surgido posteriormente, um vez que só poderia ser dado depois que as características físicas se tornassem evidenciada:
Qualquer que seja a origem do nome alternativo de Saulo, tratava-se de um nome roman apropriado para o objetivo do apóstolo de levar o evangelho até a capital do império (ver con de
21Cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, porque dizia: Depois de haver estado ali, é-me necessário ver também Roma.
15De modo que, quanto está em mim, estou pronto para anunciar o evangelho também a vós que estais em Roma.