23mas se resultar dano, então darás vida por vida,
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativas
Comentário Bíblico
Adventista
Vida por vidaCBA
Êxodo 21:23
É provável que este castigo aparentemente excessivo por um dano, em grande parte acidental e sem intenção de tirar a vida, fosse o reflexo de uma antiga lei como a do "vingador de sangue" (ver com. de
). Eles eram relativamente o melhor que o povo de Deus, naquela época e no seu estado de desenvolvimento moral e espiritual, podia receber e obedecer (ver com. do
13Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mãos, então te designarei um lugar, para onde ele fugirá.
Deuteronômio 24:1-4
1Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa. 2Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem, 3e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer; 4então seu primeiro marido que a despedira, não poderá tornar a tomá-la por mulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominação perante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor teu Deus te dá por herança.
Mateus 19:3-8
3Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? 4Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, 5e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? 6Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. 7Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? 8Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio.
Êxodo 20:25
25E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
Salmos 81:12
12Pelo que eu os entreguei à obstinação dos seus corações, para que andassem segundo os seus próprios conselhos.
Êxodo 21:1
1Estes são os estatutos que lhes proporás:
Nota Adicionala Êxodo 21CBA
Êxodo 21:1-36
Em dezembro de 1901 e janeiro de 1902, ao escavar a acrópole de Susa, a Susã bíblica, Jacques de Morgan encontrou três grandes fragmentos de uma pedra diorita negra. Eles se encaixavam perfeitamente e quando unidos formavam um estela ou pilar de 2,21 m de altura, cuja base tinha um diâmetro de cerca de 60 em. Na parte superior, a esteJa continha uma figura em relevo de Hamurábi, o sexto rei da 1 a dinas tia de Babilônia (1728-1686 a.C.), em pé diante do deus-sol Shamash, que estava assentado. Toda sua superfície estava coberta com uma longa inscrição em cuneiforme babilônico, consistindo de cerca de 300 leis. Esse pilar provou ser o Código de Hamurábi e es tá atualmente no museu do Louvre, em Paris. Uma reprodução exata pode ser vista no Instituto Oriental, em Chicago.
A publicação desse código no ano de sua descoberta, por Jean-Vincent Scheil, perito em escrita cuneiforme da expedição, causou um grande alvoroço na esfera da erudição bíblica. Isso foi devido ao fato de que ela provava a falácia das afirmações de muitos eruditos da Alta Crítica, que negavam a possibilidade de os códigos de lei, como o de Moisés, terem existido antes do primeiro milênio a.C. A opinião do mundo erudito com respeito à lei de Moisés na época da descoberta do Código de Hamurábi é bem refletida por Johannes Jeremias, em seu livro Moses und Hammurabi (2ed. Leipzig, 1903):
"Se há dezoito meses um teólogo com base científica tivesse feito a pergunta: 'Existe um Código de Moisés?', ele seria deixado 'no campo' numa situação lastimável parecida à do agricultor irresponsável do Código de Hamurábi (256). O pronunciamento crítico-literário da escola Kuenen-Wellhausen ainda subsiste: uma codificação antes do 9° século [a.C .] é impossível".
Ao recordar seus leitores de uma declaração feita por Wellhausen, de que "na verdade é tão impossível que Moisés tenha sido o originador da Lei como o é que Nosso Senhor Jesus tenha sido o fundador da disciplina eclesiástica da Hessia meridional", Jeremias perguntou: "Qual seria o julgamento dele hoje?". Eruditos da Alta Crítica tinham negado de forma enfática a autoria mosaica das leis encontradas no Pentateuco, uma vez que estavam convencidos de que a existência dessas leis durante o segundo milênio a.C. era historicamente impossível. De repente uma coleção de leis veio à tona e ninguém podia negar que haviam sido escritas na primeira metade do segundo milênio, antes mesmo da época de Moisés. Para a grande surpresa dos eruditos da Alta Crítica, o Código de Hamurábi revelou que os costumes estranhos da era patriarcal descritos em Gênesis existiram de fato e também que as leis civis do antigo Israel mostravam grande semelhança com as da Babilônia antiga.
Devido à grande importância desse código, é apresentada aqui uma descrição da história da esteJa e de suas leis. A esteJa originalmente continha 3.624 linhas, divididas em 39 colunas. Foi erigida por Hamurábi, em Babilônia, sua capital. Quando essa cidade foi conquistada por um rei elamita, o pilar foi transportado para Susã como um troféu de guerra e colocado no palácio real. Os elamitas apagaram cinco colunas de inscrições, mas por algum motivo não puderam substituí-las por uma inscrição própria. O pilar foi finalmente quebrado em pedaços numa das destruições de Susã, e já estava enterrado na época dos reis persas, quando viveram Ester e Mordecai.
O código contém um prefácio, ou prólogo, no qual o rei diz ter sido comissionado pelos deuses a agir como um governante sábio e justo e a julgar seu reino. No epílogo, ou observações finais, o rei reafirma sua intenção de ajudar os oprimidos e prejudicados, e convida cada um que tivesse um caso judicial a ler no pilar como está o seu caso de acordo com a lei do rei. Entre prólogo e epílogo estão as 282 seções da lei, todas de natureza civil. Elas tratam de escravidão e delitos criminais, regulam aluguéis, salários e dívidas e questões relacionadas à propriedade, casamento, direitos de transporte em navios e deveres dos médicos, construtores e outros.
Nos comentários sobre várias passagens de Gênesis (ver com. de
), explicou-se que o Código de Hamurábi ilustra e esclarece alguns costumes aparentemente estranhos da era patriarcal. Um estudo atento das disposições do Código de Hamurábi mostra um quadro muito interessante da vida social e dos costumes nos dias de Abraão e ao longo do período patriarcal.
Gênesis 16:2,6
2Disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. 6Ao que disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face.
Gênesis 31:32,39
32Com quem achares os teus deuses, porém, esse não viverá; diante de nossos irmãos descobre o que é teu do que está comigo, e leva-o contigo. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado. 39Não te trouxe eu o despedaçado; eu sofri o dano; da minha mão requerias tanto o furtado de dia como o furtado de noite.
As leis que expressam semelhanças com as de Moisés são de especial interesse ao pesquisador da Bíblia. A seguir está uma comparação de algumas das leis de Hamurábi (abreviado como CH, com as disposições correspondentes na lei de Moisés.
Deve-se notar que a lei bíblica concernente ao roubo é mais humana que a babilônica. A última até castiga com pena capital em alguns casos. No entanto, o princípio de que se deve fazer restituição pelo seu crime é o mesmo em ambas as leis. Compare ambas as leis:
CH 8: "Se alguém rouba um boi ou uma ovelha ou um asno ou um porco ou um bode, se esse animal pertencer a um deus ou à corte, o ladrão deverá pagar trinta vezes o valor do que roubou; se o bem pertence a um cidadão, deverá dar dez vezes tanto; se o ladrão não tem nada para dar, deverá ser morto."
Êx 22:1: "Se alguém furtar boi ou ovelha e o abater ou vender, por um boi pagará cinco bois, e quatro o~elhas por uma ovelha."
Ex 21:29: "Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono."
Ex 22:3: "Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, jumento ou ovelha, pagará o dobro."
O tráfico de escravos era considerado grave ofensa contra a sociedade, por Hamurábi e Moisés:
CH 14: "Se alguém rouba o filho de outro, deve ser morto."
Êx 21:16: "O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto."
As leis que tratam da servidão voluntária têm princípio semelhante:
CH 117: "Se alguém tem um débito vencido e vende por dinheiro a mulher, o filho e a filha, ou lhe concedem descontar com trabalho o débito, aqueles deverão trabalhar três anos na casa do comprador ou do senhor, no quarto ano este deverá libertá-los."
Dt 15:12-14: "Quando um de teus irmãos, hebreu ou hebreia, te for vendido, seis anos servir-te-á, mas, no sétimo, o despedirás forro. E, quando de ti o despedires forro, não o deixarás ir vazio. Liberalmente, lhe fornecerás do teu rebanho, da tua eira e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado, lhe darás."
Quando um babilônio era escravizado por dívidas, ele tinha que servir por três anos sem nenhuma compensação, enquanto que o escravo hebreu servia por um tempo mais longo, mas recebia uma recompensa ao final do tempo de serviço.
CH 138: "Se alguém repudia a mulher que não lhe deu filhos, deverá dar-lhe a importância que pagou por ela e restituir-lhe o dote que ela trouxe consigo da casa de seu pai, e assim mandá-la embora."
Dt 24:1 (ARIB): "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa."
A lei babilônica permitia o divórcio no caso de esterilidade feminina se fosse dada uma compensação, ao passo que a lei hebraica permitia o divórcio apenas se o marido achasse que tinha sido enganado e que sua esposa não era a mulher pura ou saudável que dizia ser.
CH 195: "Se um filho bater em seu pai, terá as mãos cortadas."
Êx 21:15: "Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto."
A severidade da lei mosaica deve-se ao fato de que, segundo a disposição divina, a paternidade era mais sagrada para os hebreus do que para os babilônios.
CH 196: "Se alguém arranca o olho a um outro, se lhe deverá arrancar o olho."
CH 197: "Se alguém quebra o osso de outro, se lhe deverá quebrar o osso."
CH 198: "Se alguém arrancar o olho de um subordinado ou quebrar o osso de um subordinado, Pagará uma mina de prata.
CH 200: "Se alguém parte os dentes de um outro, de igual condição, deverá ter partidos os seus dentes.
Lv 24:19,20: "Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará ."
Dt 19:21: "Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé."
Ambas as leis garantem a cada pessoa: vida, saúde e bem-estar. Uma diferença marcante se encontra no fato de que havia duas classes de cidadãos em Babilônia, os que eram totalmente livres (cidadãos), e outra classe que pode ser chamada de servos (palavra traduzida aqui como "subordinados"), enquanto que os hebreus não faziam essa distinção. O conceito de que todos os homens eram iguais parece ter se originado com o povo de Deus. A dignidade do homem não pode ser compreendida por completo sem o reconhecimento do Deus verdadeiro e dos princípios dados a Israel.
CH 199: "Se ele arrancar o olho do escravo de outrem, ou quebrar o osso do escravo de outrem, ele deve pagar metade do valor do escravo."
Êx 21:26: "Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e o inutilizar, deixá-lo-á ir forro pelo seu olho."
É evidente a diferença entre essas leis. A lei babilônica fala apenas dos danos causados ao servo de outro homem, e os trata como se tivessem sido contra o dono do servo, mas a lei bíblica reconhece os direitos humanos de um escravo, que deveria ser libertado se por qualquer razão seu senhor o ferisse. Isso mostra claramente que a lei hebraica não considerava um escravo como propriedade incondicional de seu dono, um princípio que não era reconhecido em nenhuma outra parte do antigo Oriente Médio.
CH206: "Se alguém bate em um outro em rixa e lhe faz uma ferida, ele deverá jurar: 'eu não o bati de propósito', e pagar o médico."
Êx 21:18,19: "Se dois brigarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas cair de cama; se ele tornar a levantar-se e andar fora, apoiado ao seu bordão, então, será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente."
Essas duas leis são quase idênticas:
CH 209: "Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto."
Êx 21:22: "Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem."
A punição para esse crime era mais severa entre os hebreus do que entre os babilônios, devido ao conceito hebreu do caráter sagrado da vida. Entretanto, é digno de nota que o hebreu que cometia esse crime não era deixado por completo à mercê do marido, dado que a demanda do marido tinha de ser confirmada pelos juízes.
CH 210: "Se essa mulher morrer, se deverá matar a filha dele."
Êx 21:23: "Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida."
Neste caso, as disposições são mais semelhantes, porque a vida humana foi tirada. Contudo, a lei babilônica permitia que um homem pagasse pelo crime de assassinato com a vida de sua filha, em vez da sua própria, uma injustiça para com a criança que a lei mosaica não permitia (ver Ez 18:20).
CH 249: "Se alguém aluga um boi e Deus o fere e ele morre, o locatário deverá jurar em nome de Deus (ser inocente) e ir livre."
CH 250: "Se um boi, indo pela estrada, investe contra alguém e o mata, não há motivo para indenização."
CH 251: "Se o boi de alguém dá chifradas e se tem denunciado seu vício de dar chifradas, e, não obstante, não se tem cortado os chifres e prendido o boi, e o boi investe contra um homem e o mata, seu dono deverá pagar uma meia mina."
Êx 22:10,11: "Se alguém der ao seu próximo a guardar jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro animal qualquer, e este morrer, ou ficar aleijado, ou for afugentado, sem que ninguém o veja, então, haverá juramento do Senhor entre ambos, de que não meteu a mão nos bens do seu próximo; o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição."
Êx 21:28: "Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido."
Êx 21:29: "Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e tambem será morto o seu dono.
Esses são alguns exemplos em que as leis de Hamurábi mostram grande semelhança com as leis mosaicas. Existem algumas diferenças fundamentais, devidas principalmente a conceitos diferentes com respeito aos direitos dos seres humanos e ao caráter sagrado da vida. Porém, deve-se lembrar também que muitas das leis de Hamurábi não mostram nenhuma semelhança com as leis bíblicas. Contudo, é óbvio para todo aquele que tenha estudado essas leis que existe alguma relação entre o código bíblico e o babilônico. Esse fato pode ser explicado de três maneiras: (1) As leis mosaicas são a base para o código de Hamurábi; (2) Moisés tomou emprestadas as leis de Hamurábi; (3) ambos os códigos remontam à mesma origem.
A primeira das três teorias não pode ser verdade, dado que o Código de Hamurábi foi escrito muito antes da época de Moisés. Eruditos da Alta Crítica, que creem que o Pentateuco foi escrito apenas depois de os judeus terem tido contato com os babilônios, durante o primeiro milênio a.C., afirmam que as leis bíblicas foram tomadas das babilônicas. Essa teoria é inaceitável para os que creem que Moisés recebeu suas leis de Deus, no monte Sinai, na metade do segundo milênio a.C. Portanto, a melhor explicação é concluir que ambas as leis remontam a uma origem comum.
Visto que está confirmado que Abraão já conhecia as leis e os mandamentos de Deus quatro séculos antes do êxodo (
), as leis dadas no monte Sinai podem ter sido apenas uma repetição dos preceitos divinos que foram comunicados à humanidade muito antes dessa época. Como Abraão, os povos da Mesopotâmia conheciam essas leis e as transmitiram de geração a geração, em princípio oralmente e depois por escrito. Mas conceitos idolátricos e politeístas pouco a pouco corromperam não somente práticas religiosas e morais, mas também princípios legais. É por isso que as leis de Hamurábi diferem de seu equivalente bíblico e são menos humanas.
Gênesis 26:5
5porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
Por cerca de 45 anos se pensou que o Código de Hamurábi fosse a coleção mais antiga de leis. Porém, nos últimos anos, várias coleções de leis muito mais antigas foram descobertas. De Nippur, vem o Código de Lipit-Isthar, publicado em 1948. Foi escrito em sumério, um ou dois séculos antes do Código de Hamurábi, mas é muito similar a este e até contém algumas leis idênticas às de Hamurábi. No mesmo ano de 1948, foi publicado outro código, descoberto em Harmal, próximo a Bagdá, o Código do rei Bilalama, de Eshnunna, que governou cerca de 300 anos antes de Hamurábi. Esse código é claramente um precursor das leis de Lipit-lshtar e de Hamurábi. Em 1954, foi publicado um código de lei mais antigo que os três, o de Ur-Nammu, que continha leis muito mais humanas que qualquer um dos códigos conhecidos até então. Isso mostra que quanto mais próximo um documento dessa natureza está relacionado à fonte original, que era divina, mais ele revela o caráter do verdadeiro legislador - Deus. Em qualquer código de lei de que façam parte, todos os princípios corretos refletem a justiça e a misericórdia do Autor da retidão e da verdade.
Comentário Bíblico
Mathew Henry
NotaMATHEW HENRY
Êxodo 21:22-36
Os casos aqui mencionados fornecem regras de justiça vigentes, para aquela época e a atual, a fim de decidir assuntos similares. Estas Íeis nos ensinam que devemos ser muito cuidadosos, para não fazermos mal algum, seja direta ou indiretamente. se fizemos o mal, devemos estar muito dispostos a remediá-lo, e estarmos desejosos de que ninguém perca por nossa culpa.
Análise em Cadeia
Conexões temáticas e referências cruzadas para este verso
Números 35:31
31Não aceitareis resgate pela vida de um homicida que é réu de morte; porém ele certamente será morto.
Levítico 24:19
19Se alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:
Deuteronômio 19:21
21O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
Almeida Revista e Atualizada
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Almeida Revista e Corrigida
Cortesia: bible.com
Nova Almeida Atualizada
Cortesia: bible.com
Nova Versão Internacional
Cortesia: bible.com
Nova Nova Bíblia Viva
Cortesia: bible.com
Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Cortesia: bible.com
Nova Versão Transformadora
Cortesia: bible.com
Traduçao Brasileira
Cortesia: bible.com
Hebraico (Westminster Leningrad Codex)
Cortesia: bible.com
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Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Vida por vidaCBA
Êxodo 21:2313Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mãos, então te designarei um lugar, para onde ele fugirá.
1Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa. 2Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem, 3e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer; 4então seu primeiro marido que a despedira, não poderá tornar a tomá-la por mulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominação perante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor teu Deus te dá por herança.
3Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? 4Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, 5e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? 6Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. 7Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? 8Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio.
25E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
12Pelo que eu os entreguei à obstinação dos seus corações, para que andassem segundo os seus próprios conselhos.
1Estes são os estatutos que lhes proporás:
Nota Adicionala Êxodo 21CBA
Êxodo 21:1-36A publicação desse código no ano de sua descoberta, por Jean-Vincent Scheil, perito em escrita cuneiforme da expedição, causou um grande alvoroço na esfera da erudição bíblica. Isso foi devido ao fato de que ela provava a falácia das afirmações de muitos eruditos da Alta Crítica, que negavam a possibilidade de os códigos de lei, como o de Moisés, terem existido antes do primeiro milênio a.C. A opinião do mundo erudito com respeito à lei de Moisés na época da descoberta do Código de Hamurábi é bem refletida por Johannes Jeremias, em seu livro Moses und Hammurabi (2ed. Leipzig, 1903):
"Se há dezoito meses um teólogo com base científica tivesse feito a pergunta: 'Existe um Código de Moisés?', ele seria deixado 'no campo' numa situação lastimável parecida à do agricultor irresponsável do Código de Hamurábi (256). O pronunciamento crítico-literário da escola Kuenen-Wellhausen ainda subsiste: uma codificação antes do 9° século [a.C .] é impossível".
Ao recordar seus leitores de uma declaração feita por Wellhausen, de que "na verdade é tão impossível que Moisés tenha sido o originador da Lei como o é que Nosso Senhor Jesus tenha sido o fundador da disciplina eclesiástica da Hessia meridional", Jeremias perguntou: "Qual seria o julgamento dele hoje?". Eruditos da Alta Crítica tinham negado de forma enfática a autoria mosaica das leis encontradas no Pentateuco, uma vez que estavam convencidos de que a existência dessas leis durante o segundo milênio a.C. era historicamente impossível. De repente uma coleção de leis veio à tona e ninguém podia negar que haviam sido escritas na primeira metade do segundo milênio, antes mesmo da época de Moisés. Para a grande surpresa dos eruditos da Alta Crítica, o Código de Hamurábi revelou que os costumes estranhos da era patriarcal descritos em Gênesis existiram de fato e também que as leis civis do antigo Israel mostravam grande semelhança com as da Babilônia antiga.
Devido à grande importância desse código, é apresentada aqui uma descrição da história da esteJa e de suas leis. A esteJa originalmente continha 3.624 linhas, divididas em 39 colunas. Foi erigida por Hamurábi, em Babilônia, sua capital. Quando essa cidade foi conquistada por um rei elamita, o pilar foi transportado para Susã como um troféu de guerra e colocado no palácio real. Os elamitas apagaram cinco colunas de inscrições, mas por algum motivo não puderam substituí-las por uma inscrição própria. O pilar foi finalmente quebrado em pedaços numa das destruições de Susã, e já estava enterrado na época dos reis persas, quando viveram Ester e Mordecai.
O código contém um prefácio, ou prólogo, no qual o rei diz ter sido comissionado pelos deuses a agir como um governante sábio e justo e a julgar seu reino. No epílogo, ou observações finais, o rei reafirma sua intenção de ajudar os oprimidos e prejudicados, e convida cada um que tivesse um caso judicial a ler no pilar como está o seu caso de acordo com a lei do rei. Entre prólogo e epílogo estão as 282 seções da lei, todas de natureza civil. Elas tratam de escravidão e delitos criminais, regulam aluguéis, salários e dívidas e questões relacionadas à propriedade, casamento, direitos de transporte em navios e deveres dos médicos, construtores e outros.
Nos comentários sobre várias passagens de Gênesis (ver com. de
2Disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. 6Ao que disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face.
32Com quem achares os teus deuses, porém, esse não viverá; diante de nossos irmãos descobre o que é teu do que está comigo, e leva-o contigo. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado. 39Não te trouxe eu o despedaçado; eu sofri o dano; da minha mão requerias tanto o furtado de dia como o furtado de noite.
As leis que expressam semelhanças com as de Moisés são de especial interesse ao pesquisador da Bíblia. A seguir está uma comparação de algumas das leis de Hamurábi (abreviado como CH, com as disposições correspondentes na lei de Moisés.
Deve-se notar que a lei bíblica concernente ao roubo é mais humana que a babilônica. A última até castiga com pena capital em alguns casos. No entanto, o princípio de que se deve fazer restituição pelo seu crime é o mesmo em ambas as leis. Compare ambas as leis:
Ex 21:29: "Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono."
Ex 22:3: "Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, jumento ou ovelha, pagará o dobro."
CH 197: "Se alguém quebra o osso de outro, se lhe deverá quebrar o osso."
CH 198: "Se alguém arrancar o olho de um subordinado ou quebrar o osso de um subordinado, Pagará uma mina de prata.
CH 200: "Se alguém parte os dentes de um outro, de igual condição, deverá ter partidos os seus dentes.
Dt 19:21: "Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé."
CH 250: "Se um boi, indo pela estrada, investe contra alguém e o mata, não há motivo para indenização."
CH 251: "Se o boi de alguém dá chifradas e se tem denunciado seu vício de dar chifradas, e, não obstante, não se tem cortado os chifres e prendido o boi, e o boi investe contra um homem e o mata, seu dono deverá pagar uma meia mina."
Êx 21:28: "Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido."
Êx 21:29: "Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e tambem será morto o seu dono.
A primeira das três teorias não pode ser verdade, dado que o Código de Hamurábi foi escrito muito antes da época de Moisés. Eruditos da Alta Crítica, que creem que o Pentateuco foi escrito apenas depois de os judeus terem tido contato com os babilônios, durante o primeiro milênio a.C., afirmam que as leis bíblicas foram tomadas das babilônicas. Essa teoria é inaceitável para os que creem que Moisés recebeu suas leis de Deus, no monte Sinai, na metade do segundo milênio a.C. Portanto, a melhor explicação é concluir que ambas as leis remontam a uma origem comum.
Visto que está confirmado que Abraão já conhecia as leis e os mandamentos de Deus quatro séculos antes do êxodo (
5porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
Por cerca de 45 anos se pensou que o Código de Hamurábi fosse a coleção mais antiga de leis. Porém, nos últimos anos, várias coleções de leis muito mais antigas foram descobertas. De Nippur, vem o Código de Lipit-Isthar, publicado em 1948. Foi escrito em sumério, um ou dois séculos antes do Código de Hamurábi, mas é muito similar a este e até contém algumas leis idênticas às de Hamurábi. No mesmo ano de 1948, foi publicado outro código, descoberto em Harmal, próximo a Bagdá, o Código do rei Bilalama, de Eshnunna, que governou cerca de 300 anos antes de Hamurábi. Esse código é claramente um precursor das leis de Lipit-lshtar e de Hamurábi. Em 1954, foi publicado um código de lei mais antigo que os três, o de Ur-Nammu, que continha leis muito mais humanas que qualquer um dos códigos conhecidos até então. Isso mostra que quanto mais próximo um documento dessa natureza está relacionado à fonte original, que era divina, mais ele revela o caráter do verdadeiro legislador - Deus. Em qualquer código de lei de que façam parte, todos os princípios corretos refletem a justiça e a misericórdia do Autor da retidão e da verdade.