12Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus. 13Quando ele faz soar a sua voz, logo há tumulto de águas nos céus, e ele faz subir das extremidades da terra os vapores; faz os relâmpagos para a chuva, e dos seus tesouros faz sair o vento.
2Dai atentamente ouvidos ao estrondo da voz de Deus e ao sonido que sai da sua boca. 3Ele o envia por debaixo de todo o céu, e o seu relâmpago até os confins da terra. 4Depois do relâmpago ruge uma grande voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e não retarda os raios, quando é ouvida a sua voz. 5Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos. 6Pois à neve diz: Cai sobre a terra; como também às chuvas e aos aguaceiros: Sede copiosos. 7Ele sela as mãos de todo homem, para que todos saibam que ele os fez. 8E as feras entram nos esconderijos e ficam nos seus covis. 9Da recâmara do sul sai o tufão, e do norte o frio. 10Ao sopro de Deus forma-se o gelo, e as largas águas são congeladas. 11Também de umidade carrega as grossas nuvens; as nuvens espalham relâmpagos.
3A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas. 4A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade. 5A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano. 6Ele faz o Líbano saltar como um bezerro; e Siriom, como um filhote de boi selvagem. 7A voz do Senhor lança labaredas de fogo. 8A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades. 9A voz do Senhor faz as corças dar à luz, e desnuda as florestas; e no seu templo todos dizem: Glória! 10O Senhor está entronizado sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como rei, perpetuamente.
26Eis que Deus é grande, e nós não o conhecemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar. 27Pois atrai a si as gotas de água, e do seu vapor as destila em chuva, 28que as nuvens derramam e gotejam abundantemente sobre o homem. 29Poderá alguém entender as dilatações das nuvens, e os trovões do seu pavilhão? 30Eis que ao redor de si estende a sua luz, e cobre o fundo do mar. 31Pois por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância. 32Cobre as mãos com o relâmpago, e dá-lhe ordem para que fira o alvo. 33O fragor da tempestade dá notícia dele; até o gado pressente a sua aproximação.
34Ou podes levantar a tua voz até as nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 35Ou ordenarás aos raios de modo que saiam? Eles te dirão: Eis-nos aqui? 36Quem pôs sabedoria nas densas nuvens, ou quem deu entendimento ao meteoro? 37Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres do céu, quem os esvaziará, 38quando se funde o pó em massa, e se pegam os torrões uns aos outros?
13Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos. 19Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
NotaMATHEW HENRY
Jeremias 51:1-58Babilônia tem muitos tesouros, mas nem as suas águas e riquezas a assegurarão. A destruição chega quando nem imaginam. onde quer que estejamos, nas maiores profundidades, na maior das distâncias, devemos nos lembrar de Jeová nosso Deus; e nos momentos dos piores temores e das maiores esperanças, o mais necessário é lembrar do Senhor.
O sentimento suscitado pela queda da Babilônia é o mesmo da Babilônia do Novo Testamento (
9E os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em delícias, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; 10e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento. 11E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém compra mais as suas mercadorias: 12mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, e todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; 13e canela, especiarias, perfume, mirra e incenso; e vinho, azeite, flor de farinha e trigo; e gado, ovelhas, cavalos e carros; e escravos, e até almas de homens. 14Também os frutos que a tua alma cobiçava foram-se de ti; e todas as coisas delicadas e suntuosas se foram de ti, e nunca mais se acharão. 15Os mercadores destas coisas, que por ela se enriqueceram, ficarão de longe por medo do tormento dela, chorando e lamentando, 16dizendo: Ai! ai da grande cidade, da que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas! porque numa só hora foram assoladas tantas riquezas. 17E todo piloto, e todo o que navega para qualquer porto e todos os marinheiros, e todos os que trabalham no mar se puseram de longe; 18e, contemplando a fumaça do incêndio dela, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade? 19E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamavam, chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai da grande cidade, na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência! porque numa só hora foi assolada.