2Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses do passado, como nos dias em que Deus me guardava; 3quando a sua lâmpada luzia sobre o minha cabeça, e eu com a sua luz caminhava através das trevas; 4como era nos dias do meu vigor, quando o íntimo favor de Deus estava sobre a minha tenda; 5quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim; 6quando os meus passos eram banhados em leite, e a rocha me deitava ribeiros de azeite! 7Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça preparava a minha cadeira, 8os moços me viam e se escondiam, e os idosos se levantavam e se punham em pé; 9os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca; 10a voz dos nobres emudecia, e a língua se lhes pegava ao paladar. 11Pois, ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; e vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; 12porque eu livrava o miserável que clamava, e o órfão que não tinha quem o socorresse. 13A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva. 14vestia-me da retidão, e ela se vestia de mim; como manto e diadema era a minha justiça. 15Fazia-me olhos para o cego, e pés para o coxo; 16dos necessitados era pai, e a causa do que me era desconhecido examinava com diligência. 17E quebrava os caninos do perverso, e arrancava-lhe a presa dentre os dentes. 18Então dizia eu: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia; 19as minhas raízes se estendem até as águas, e o orvalho fica a noite toda sobre os meus ramos; 20a minha honra se renova em mim, e o meu arco se revigora na minhã mão. 21A mim me ouviam e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho. 22Depois de eu falar, nada replicavam, e minha palavra destilava sobre eles; 23esperavam-me como à chuva; e abriam a sua boca como à chuva tardia. 24Eu lhes sorria quando não tinham confiança; e não desprezavam a luz do meu rosto; 25eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas, como aquele que consola os aflitos.
3Lembro-me de Deus, e me lamento; queixo-me, e o meu espírito desfalece. 5Considero os dias da antigüidade, os anos dos tempos passados. 6De noite lembro-me do meu cântico; consulto com o meu coração, e examino o meu espírito. 7Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável? 8Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se a sua promessa para todas as gerações 9Esqueceu-se Deus de ser compassivo? Ou na sua ira encerrou ele as suas ternas misericórdias?
7Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos? 8E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? 34Ou se Deus intentou ir tomar para si uma nação do meio de outra nação, por meio de provas, de sinais, de maravilhas, de peleja, de mão poderosa, de braço estendido, bem como de grandes espantos, segundo tudo quanto fez a teu favor o Senhor teu Deus, no Egito, diante dos teus olhos? 35A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele. 36Do céu te fez ouvir a sua voz, para te instruir, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, do meio do qual ouviste as suas palavras. 37E, porquanto amou a teus pais, não somente escolheu a sua descendência depois deles, mas também te tirou do Egito com a sua presença e com a sua grande força;
7Porque o Senhor teu Deus te está introduzindo numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e de nascentes, que brotam nos vales e nos outeiros; 8terra de trigo e cevada; de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e de mel; 9terra em que comerás o pão sem escassez, e onde não te faltará coisa alguma; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes poderás cavar o cobre.
1Ora, seja-me permitido cantar para o meu bem amado uma canção de amor a respeito da sua vinha. O meu amado possuía uma vinha num outeiro fertilíssimo. 2E, revolvendo-a com enxada e limpando-a das pedras, plantou- a de excelentes vides, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas. 3Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. 4Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?
15Todos os que passam pelo caminho batem palmas contra ti; eles assobiam e meneiam a cabeça sobre a filha de Jerusalém, dizendo: E esta a cidade que denominavam a perfeição da formosura, o gozo da terra toda? 16Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este e o dia que esperavamos; achamo-lo, vimo-lo.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Como o seu povo caíraCBA
Lamentações 1:7QuedaCBA
Lamentações 1:719Assim me disse o Senhor: Vai, e põe-te na porta de Benjamim, pela qual entram os reis de Judá, e pela qual saem, como também em todas as portas de Jerusalém. 20E dize-lhes: Ouvi a palavra do Senhor, vós, reis de Judá e todo o Judá, e todos os moradores de Jerusalém, que entrais por estas portas; 21assim diz o Senhor: Guardai-vos a vós mesmos, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém; 22nem tireis cargas de vossas casas no dia de sábado, nem façais trabalho algum; antes santificai o dia de sábado, como eu ordenei a vossos pais. 23Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, para não ouvirem, e para não receberem instrução. 24Mas se vós diligentemente me ouvirdes, diz o Senhor, não introduzindo cargas pelas portas desta cidade no dia de sábado, e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele trabalho algum, 25então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, que se assentem sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém; e esta cidade será para sempre habitada. 26E virão das cidades de Judá, e dos arredores de Jerusalém, e da terra de Benjamim, e da planície, e da região montanhosa, e do e sul, trazendo à casa do Senhor holocaustos, e sacrifícios, e ofertas de cereais, e incenso, trazendo também sacrifícios de ação de graças. 27Mas, se não me ouvirdes, para santificardes o dia de sábado, e para não trazerdes carga alguma, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará.