19Percebeu Jesus que o queriam interrogar, e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis? 30Agora conhecemos que sabes todas as coisas, e não necessitas de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.
20E, aguardando oportunidade, mandaram espias, os quais se fingiam justos, para o apanharem em alguma palavra, e o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. 21Estes, pois, o interrogaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus;
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
E lhe disseCBA
Lucas 7:40Nota Adicional a Lucas 7CBA
Lucas 7:1-50Essas dificuldades, deve-se admitir, não podem ser ignoradas. Entretanto, nenhuma conclusão baseada nelas é tão convincente quanto aparenta à primeira vista. Pode-se ver isso nas considerações a seguir:
1. João identifica Maria, a irmã de Marta e Lázaro, como aquela que ungiu os pés de Jesus, e seu relato do episódio é, evidentemente, paralelo ao de Mateus e Marcos que, como Lucas, não a mencionam pelo nome. Pode ser que a mulher, uma cristã devota, ainda fosse viva quando os evangelhos sinóticos foram escritos. Os três evangelistas sinóticos, apesar de entender que a narrativa deveria ser incluída no relato evangélico, podem ter decidido, por ética cristã, não mencionar o nome dela. João, no entanto, pode não ter tido essa preocupação, visto que escreveu seu evangelho várias décadas mais tarde e, desta forma, muitos anos depois da morte da mulher. É importante notar que João, o único a mencionar Maria, é também o único a omitir o nome de Simão.
Lucas (
39Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. 42entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.
1Ora, estava enfermo um homem chamado Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. 19E muitos dos judeus tinham vindo visitar Marta e Maria, para as consolar acerca de seu irmão. 20Marta, pois, ao saber que Jesus chegava, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. 28Dito isto, retirou-se e foi chamar em segredo a Maria, sua irmã, e lhe disse: O Mestre está aí, e te chama. 31Então os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se apressadamente e sair, seguiram-na, pensando que ia ao sepulcro para chorar ali. 32Tendo, pois, Maria chegado ao lugar onde Jesus estava, e vendo-a, lançou-se-lhe aos pés e disse: Senhor, se tu estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. 45Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.
3Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo.
39E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã.
1Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze, 2bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios. 3Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens.
56entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 61Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro.
1No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
40Também ali estavam algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé; 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.
1Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. 9[Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
10E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas coisas aos apóstolos.
25Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.
1No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro. 11Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, 16Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. 18E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas.
2bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.
9[Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
Se Maria de Betânia deixou o lar em resultado de sua vida vergonhosa, ela teria encontrado um lar em Magdala, talvez com amigos e parentes que vivessem ali. A maioria dos regist ros de episódios do ministério de Jesus na Galileia ocorreu nas proximidades da planície de Genesaré, onde Magdala estava localizada, e pode ser que, numa das primeiras visitas de Jesus a Magdala, Ele a tenha libertado da possessão demoníaca. Depois de acompanhar Jesus na segunda viagem à Galileia, ela teria retornado transformada a Betânia, e feito dali seu lar novamente. Esta possibilidade não prova que Maria de Betânia e Maria de Magdala sejam a mesma pessoa, entretanto, mostra como isso poderia ter acontecido. Toda a informação sobre o tema, apresentada no relato evangélico, pode ser facilmente compreendida em harmonia com essa explicação.
2. Não é válido o argumento que, próximo ao final de Seu ministério, Jesus não tivesse amigos entre os líderes de Israel. Nicodemos, "um dos principais dos judeus" (
1Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
45Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem. 47Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Também vós fostes enganados? 48Creu nele porventura alguma das autoridades, ou alguém dentre os fariseus? 49Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita. 50Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: 51A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo e ter conhecimento do que ele faz? 52Responderam-lhe eles: És tu também da Galiléia? Examina e vê que da Galiléia não surge profeta. 53[E cada um foi para sua casa.
53[E cada um foi para sua casa.
56Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-o fugiram.
69Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, que disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71E saindo ele para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno. 72E ele negou outra vez, e com juramento: Não conheço tal homem. 73E daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles pois a tua fala te denuncia. 74Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. 75E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.
43José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
57Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. 58Esse foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue. 59E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, 60e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou- se.
38Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus; e Pilatos lho permitiu. Então foi e o tirou. 39E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras duma mistura de mirra e aloés. 40Tomaram, pois, o corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura.
42Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga;
7E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
3. Os supostos pontos de diferença entre os vários relatos não são tão grandes como aparentam nem tornam os relatos mutuamente excludentes. Apenas Lucas menciona o anfitrião de Jesus, nessa ocasião, como um fariseu. No entanto, isso não é de se estranhar, porque havia muitos fariseus, e foi uma questão de escolha por parte do escritor identificar um homem com um fariseu. Somente Lucas cita outras duas ocasiões em que Cristo jantou no lar de um fariseu (
37Acabando Jesus de falar, um fariseu o convidou para almoçar com ele; e havendo Jesus entrado, reclinou-se à mesa.
1Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando.
Não é de estranhar que Lucas se detenha sobre a reação de Si mão ao acontecimento, enquanto os outros evangelhos nada declaram sobre esse aspecto, enfatizando apenas a reação de Judas. Se Lucas tinha um motivo para introduzir a narrativa nesse ponto do relato, em vez de colocá-la no final do ministério de Cristo, como o fazem os demais, ele dificilmente relataria a atitude de judas e a lição que Cristo procurou lhe ensinar; agir dessa forma seria inadequado a essa altura dos acontecimentos. Isso teria mostrado Judas num papel que ele ainda não tinha assumido abertamente; e o relato, como apresentado pelos outros três evangelhos num momento posterior da narrativa deles, apenas confundiria o leitor de Lucas no momento em que ele insere a história.
Há vários detalhes da narrativa de Lucas em harmonia com um ou mais dos outros três evangelhos: (1) Todos concordam que a ocasião era uma festa. (2) Todos concordam que a pessoa que ungiu Jesus era uma mulher. (3) Os três sinóticos concordam que o “unguento” estava num recipiente de alabastro; João não menciona o recipiente. (4) Lucas e Mateus não mencionam o tipo de “unguento”, no entanto, Marcos e João declaram que era "nardo puro”. (5) Lucas e João mencionam a unção dos pés de Jesus. (6) Lucas e João mencionam o fato de Maria utilizar seus cabelos como toalha para secar os pés de Jesus. (7) Os três evangelhos sinóticos indicam o nome do anfitrião como Simão. Embora essas semelhanças não provem, necessariamente, que o episódio de Lucas seja o mesmo relatado pelos outros três evangelistas, elas reforçam o grau de probabilidade dessa conclusão.
Supondo que a festa no lar de um fariseu, que Lucas registra, seja idêntica à festa no lar de Simão, em Betânia, duas perguntas exigem resposta: (1) por que Lucas inseriu a história tão cedo em sua narrativa, tão distante da configuração cronológica real? (2) Por que seu relato é tão diferente dos outros três evangelhos em alguns aspectos importantes? O contexto em Lucas fornece uma resposta convincente e plenamente satisfatória a essas perguntas.
Lucas escreve, principalmente, a cristãos gentios não palestinos. Tendo mencionado constantemente a oposição dos líderes judeus a Cristo (
17Um dia, quando ele estava ensinando, achavam-se ali sentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia e da Judéia, e de Jerusalém; e o poder do Senhor estava com ele para curar. 21Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 30Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 33Disseram-lhe eles: Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem.
2Alguns dos fariseus, porém, perguntaram; Por que estais fazendo o que não é lícito fazer nos sábados? 7E os escribas e os fariseus observavam-no, para ver se curaria em dia de sábado, para acharem de que o acusar. 11Mas eles se encheram de furor; e uns com os outros conferenciam sobre o que fariam a Jesus.
36Um dos fariseus convidou-o para comer com ele; e entrando em casa do fariseu, reclinou-se à mesa.
37Acabando Jesus de falar, um fariseu o convidou para almoçar com ele; e havendo Jesus entrado, reclinou-se à mesa.
1Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando.
3O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo.
O contexto imediato do relato de Lucas sobre a festa na casa de Simão esclarece o motivo pelo qual ele inseriu a história nesse ponto da narrativa. Ele acabara de registrar que os líderes rejeitaram a mensagem de João Batista e de Jesus (ver
30Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. 33Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio; 34veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
3O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo.
11Pouco depois seguiu ele viagem para uma cidade chamada Naim; e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13Logo que o Senhor a viu, encheu-se de compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. 14Então, chegando-se, tocou no esquife e, quando pararam os que o levavam, disse: Moço, a ti te digo: Levanta-te. 15O que estivera morto sentou-se e começou a falar. Então Jesus o entregou à sua mãe. 16O medo se apoderou de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17E correu a notícia disto por toda a Judéia e por toda a região circunvizinha. 18Ora, os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. 19E João, chamando a dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? 20Quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João, o Batista, enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? 21Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então lhes respondeu: Ide, e contai a João o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. 23E bem-aventurado aquele que não se escandalizar de mim. 24E, tendo-se retirado os mensageiros de João, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? um caniço agitado pelo vento? 25Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão nos paços reais. 26Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho. 28Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no re medida com é maior do que ele. 29E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. 30Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. 33Porquanto veio João, o Batista, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio; 34veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
Partindo do pressuposto de que por essa razão Lucas inseriu o relato da festa de Simão nesse momento inicial da narrativa do evangelho, e não em sua configuração cronológica real, torna-se claro o motivo para a grande diferença entre o relato de Lucas e o dos outros três evangelistas. Assim, não há ocasião no relato de Lucas para a reação de Judas nem para as referências à iminente morte de Cristo. O tema principal era a atitude de Simão como um dos líderes de Israel. Para os outros três evangelistas, é a atitude de Judas que tem importância no contexto em que eles narram o evento. O relato da reação de Judas e o da reação de Simão não são mutuamente excludentes, mas complementares, e não se contradizem, mesmo que os dois fossem apresentados por um ou mais dos evangelhos.
A festa na casa de Simão, narrada por Lucas, é claramente identificada, em O Desejado de Todas as Nações, com a festa no lar de Simão, em Betânia, como o fazem os outros evangelhos (DTN, 557-563). Simão, de Betânia, também é identificado com o Simão da narrativa de Lucas (DTN, 557, 558, 566). Além disso, a mulher anônima do relato de Lucas é identificada com Maria, de Betânia (DTN, 558-560, 566) e com Maria Madalena, de quem Jesus expeliu sete demônios (DTN, 568). Ainda, o próprio Simão é declarado ser aquele que levara Maria ao pecado algum tempo antes (DTN, 566). Simão já professava fé em Jesus como profeta, reconheceu-O como mestre enviado de Deus e esperava que Ele fosse o Messias (DTN, 557; cf.
1Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.