23porém te elevaste contra o Senhor do céu; pois foram trazidos a tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus grandes, as tua mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.:
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
NEle vivemosCBA
Atos 17:28Vossos poetasCBA
Atos 17:28“Construíram uma sepultura para ti, ó santo e altíssimo
Os cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos!
Mas tu não estás morto; vives e habitas para sempre;
Pois em ti vivemos e nos movemos e existimos.”
(citado por: F. F. Bruce, The Book of the Acls. The New International Commentary on the New Testanient, p. 359).
Essa passagem é interessante não só pela possível conexão de Epimênides com o altar ao “deus desconhecido” (ver com. de
23Porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio.
12Um dentre eles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, glutões preguiçosos.
A segunda frase, “porque dele também somos geração” é uma citação clara de um poeta grego, usada por Paulo com reconhecimento da fonte. Vem de Arato (c. 270 a.C.), amigo de Zenão, o fundador do estoicismo. Assim como Paulo, Arato era da Cilícia. Seu poema didático, Phaenomena, que trata dos principais fatos da ciência astronômica e meteorológica conforme o conhecimento da época, inicia com uma invocação a Zeus e contém as palavras citadas pelo apóstolo:
“Com Zeus comecemos; ele, nós, mortais, nunca o deixamos anônimo.
Cheias de Zeus estão todas as ruas e todos os mercados dos homens.
Cheios estão o mar e os céus, acima.
Todos sempre necessitamos de Deus, Pois dele também somos geração.” (Phaenomena, 15; Loeb cd., p. 381).
A citação chamaria a atenção dos ouvintes de Paulo imediatamente. Ao citar a literatura dos gregos, ele ilustrou sua prática de se fazer “tudo para com todos” (
22Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
32Se, como homem, combati em Éfeso com as feras, que me aproveita isso? Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.
A abordagem psicológica de Paulo nesse momento oportuno foi esclarecedora. O apóstolo não disse a seus ouvintes, logo de início, que eles tinham uma opinião elevada demais sobre si mesmos, que eram meras criaturas feitas de pó. Em vez disso, destacou que também tinham uma estimativa inferior demais sobre a própria posição, pois haviam se esquecido de que eram geração de Deus, considerando-se, assim como os judeus descrentes haviam feito, “indignos da vida eterna” (
46Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Era mister que a vós se pregasse em primeiro lugar a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos viramos para os gentios;