4o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo. 5Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas. 6Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas; 7e o espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então o declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Para purificar a casaCBA
Levítico 14:4952assim purificará a casa com o sangue da ave, com as águas vivas, com a ave viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o carmesim;
Comentário Adicional a Levítico 14CBA
Levítico 14:1-57Alguém que fosse excluído do acampamento com suspeita de "lepra" podia chamar o sacerdote se sentisse a menor indicação de melhora. Era dever do sacerdote atender quando fosse chamado, mas pode-se supor que, às vezes, ele o fazia com relutância. Certificando-se de que não havia melhora, o sacerdote podia se impacientar e relutar em atender o doente. Ele precisava de paciência de modo a jamais perder o sentimento de compaixão de que tanto o leproso precisava. Devia aprender a não se esquivar do doente, mas ter piedade e ajudá-lo. Essa é uma lição para os servos de Deus hoje. Como os sacerdotes do passado, os ministros de Deus, no presente, devem "condoer-se" (
2podendo ele compadecer-se devidamente dos ignorantes e errados, porquanto também ele mesmo está rodeado de fraqueza.
A lepra não era especificamente dolorosa, mas o pavor e horror de tê-la deviam afetar vitalmente toda a vida do sofredor. Do mesmo modo, o pecador pode não ter consciência do pecado e, por isso, não percebe sua natureza maligna. A lepra era corrosiva e penetrava silenciosamente, de modo a quase não ser vista ou sentida até romper em ulcerações e carne viva e corromper partes do corpo. Assim também o pecado destrói a beleza e a vida espiritual, embora exteriormente possa não haver evidências da condição interior. Finalmente, a doença irrompia e a pessoa se tornava um esqueleto vivo, uma massa disforme e corrompida. Assim é a obra do pecado. Ele vai se espalhando até que a imagem de Deus no homem se torna praticamente obliterada. Do mesmo modo que a lepra levava à morte, o pecado também leva à morte. Parece, portanto, que a lepra é uma doença que tipifica o pecado em suas várias características como nenhuma outra doença poderia fazê-lo.