25Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! 26Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 46e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos;
1Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido? 2Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego. 3Contudo tu és santo, entronizado sobre os louvores de Israel. 4Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste. 5A ti clamaram, e foram salvos; em ti confiaram, e não foram confundidos. 6Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo. 7Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo: 8Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele tem prazer. 9Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. 10Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. 11Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda. 12Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam. 13Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge. 14Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. 15A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte. 16Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. 17Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me. 18Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes. 19Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me. 20Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão. 21Salva-me da boca do leão, sim, livra-me dos chifres do boi selvagem. 22Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação. 23Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, filhos de Jacó, glorificai-o; temei-o todos vós, descendência de Israel. 24Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu. 25De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem. 26Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o buscam. Que o vosso coração viva eternamente! 27Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dele adorarão todas as famílias das nações. 28Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações. 29Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida. 30A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura. 31Chegarão e anunciarão a justiça dele; a um povo que há de nascer contarão o que ele fez.
1Salva-me, ó Deus, pois as águas me sobem até o pescoço. 2Atolei-me em profundo lamaçal, onde não se pode firmar o pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me submerge. 3Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de esperar por meu Deus. 4Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui. 5Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultícia, e as minhas culpas não são ocultas. 6Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor Deus dos exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel. 7Porque por amor de ti tenho suportado afrontas; a confusão me cobriu o rosto. 8Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe. 9Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim. 10Quando chorei e castiguei com jejum a minha alma, isto se me tornou em afrontas. 11Quando me vesti de cilício, fiz-me para eles um provérbio. 12Aqueles que se sentem à porta falam de mim; e sou objeto das cantigas dos bêbedos. 13Eu, porém, faço a minha oração a ti, ó Senhor, em tempo aceitável; ouve-me, ó Deus, segundo a grandeza da tua benignidade, segundo a fidelidade da tua salvação. 14Tira-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja eu salvo dos meus inimigos, e das profundezas das águas. 15Não me submerja a corrente das águas e não me trague o abismo, nem cerre a cova a sua boca sobre mim. 16Ouve-me, Senhor, pois grande é a tua benignidade; volta-te para mim segundo a tua muitíssima compaixão. 17Não escondas o teu rosto do teu servo; ouve-me depressa, pois estou angustiado. 18Aproxima-te da minha alma, e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos. 19Tu conheces o meu opróbrio, a minha vergonha, e a minha ignomínia; diante de ti estão todos os meus adversários. 20Afrontas quebrantaram-me o coração, e estou debilitado. Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei. 21Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre. 22Torne-se a sua mesa diante deles em laço, e sejam-lhes as suas ofertas pacíficas uma armadilha. 23Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente. 24Derrama sobre eles a tua indignação, e apanhe-os o ardor da tua ira. 25Fique desolada a sua habitação, e não haja quem habite nas suas tendas. 26Pois perseguem a quem afligiste, e aumentam a dor daqueles a quem feriste. 27Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. 28Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos. 29Eu, porém, estou aflito e triste; a tua salvação, ó Deus, me ponha num alto retiro. 30Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças. 31Isto será mais agradável ao Senhor do que um boi, ou um novilho que tem pontas e unhas. 32Vejam isto os mansos, e se alegrem; vós que buscais a Deus reviva o vosso coração. 33Porque o Senhor ouve os necessitados, e não despreza os seus, embora sejam prisioneiros. 34Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move. 35Porque Deus salvará a Sião, e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão os seus servos e a possuirão. 36E herdá-la-á a descendência de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.
1Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? 2Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. 3Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. 4Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. 7Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. 8Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? 9E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca. 10Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. 12Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.
24Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. 25Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. 26E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.
24Em verdade o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traido! bom seria para esse homem se não houvera nascido. 53Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? 54Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?
25que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram- se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. 27Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; 28para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.
22Tendo, pois, alcançado socorro da parte de Deus, ainda até o dia de hoje permaneço, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada senão o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer; 23isto é, como o Cristo devia padecer, e como seria ele o primeiro que, pela ressurreiçao dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e também aos gentios.
12Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me; 13mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo. 14Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus. 15A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo.
22Torne-se a sua mesa diante deles em laço, e sejam-lhes as suas ofertas pacíficas uma armadilha. 23Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente. 24Derrama sobre eles a tua indignação, e apanhe-os o ardor da tua ira. 25Fique desolada a sua habitação, e não haja quem habite nas suas tendas. 26Pois perseguem a quem afligiste, e aumentam a dor daqueles a quem feriste. 27Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não encontrem eles absolvição na tua justiça. 28Sejam riscados do livro da vida, e não sejam inscritos com os justos.
6Põe sobre ele um ímpio, e esteja à sua direita um acusador. 7Quando ele for julgado, saia condenado; e em pecado se lhe torne a sua oração! 8Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício! 9Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! 10Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas. 11O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho! 12Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos! 13Seja extirpada a sua posteridade; o seu nome seja apagado na geração seguinte! 14Esteja na memória do Senhor a iniqüidade de seus pais; e não se apague o pecado de sua mãe! 15Antes estejam sempre perante o Senhor, para que ele faça desaparecer da terra a memória deles!
16Irmãos, convinha que se cumprisse a escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 17pois ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. 18(Ora, ele adquiriu um campo com o salário da sua iniquidade; e precipitando-se, caiu prostrado e arrebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. 19E tornou-se isto conhecido de todos os habitantes de Jerusalém; de maneira que na própria língua deles esse campo se chama Acéldama, isto é, Campo de Sangue.) 20Porquanto no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu ministério. 21É necessário, pois, que dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, 22começando desde o batismo de João até o dia em que dentre nós foi levado para cima, um deles se torne testemunha conosco da sua ressurreição. 23E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. 24E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido 25para tomar o lugar neste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou para ir ao seu próprio lugar.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
NotaMATHEW HENRY
Lucas 22:21-38O nosso Senhor anuncia-lhes a aproximação de uma transformação muito grande nas circunstâncias. os discípulos não devem esperar que os seus amigos sejam amáveis com eles, como dantes. Portanto, aquele que tiver dinheiro leve-o consigo, porque pode precisar dele. Agora deveriam esperar que os seus amigos se tornassem mais ferozes do que antes, e precisariam de armas. Nesta época, os apóstolos entenderam que Cristo estava lhes falando literalmente de armas, mas em nossa opinião Ele estava se referindo às armas da guerra espiritual. A espada do Espírito é a espada com que os discípulos de Cristo devem se armar.