Lucas 4:14

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Jesus volta para a Galileia e principia a sua missão
14Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativas
Comentário Bíblico
Adventista
PoderCBA
Lucas 4:14
[Jesus volta para a Galileia e principia a Sua missão, = = ]. De dynamis, “poder”, termo grego do qual deriva a palavra “dinamite” (ver com. de ). O Espírito Santo foi o agente ativo tanto na criação (ver ) como na recriação (ver ). O reino de Deus viria “com poder” (ver ). O poder do Espírito Santo encobriu Maria no momento da encarnação (ver ). Por meio do Espírito Santo, ela recebeu sabedoria para cooperar com o Céu no desenvolvimento do caráter de Jesus (DTN, 69). Mas, no momento de Seu batismo, o Espírito Santo desceu sobre Cristo de uma forma especial, e encheu-O com poder divino para a realização de Sua missão (ver com. de ). Mais tarde, aos discípulos foi prometido “poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” — poder para serem testemunhas da gloriosa mensagem de um Salvador crucificado e ressurreto (ver ).
Lucas 4:14,15

14Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. 15Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.

Mateus 4:12-17

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia; 13e, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali; 14para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: 15A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios, 16o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou. 17Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.

Marcos 1:14,15

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus 15e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.

Lucas 1:35

35Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.

Gênesis 1:2

2A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.

João 3:5

5Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

Marcos 9:1

1Disse-lhes mais: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o reino de Deus já chegando com poder.

João 3:34

34Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; porque Deus não dá o Espírito por medida.

Atos 1:8

8Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.

Lucas 2:1-4

1Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. 2Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. 3E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,

FamaCBA
Lucas 4:14
Do gr. phêmê, “relato” ou “fama”; de phêmi, “dizer”. A “fama” de uma pessoa consiste no que é dito sobre ela. A “fama” de Jesus crescia à medida que as notícias a respeito dEle se espalhavam pelos comentários feitos “por toda a circunvizinhança”.

Nota Adicional a Lucas 4CBA
Lucas 4:1-44
Há divergência quanto a primeira rejeição em Nazaré ter ocorrido antes ou depois da Páscoa de 29 d.C. Segundo um ponto de vista, esta visita a Nazaré e os episódios transcorridos até completar a primeira viagem pela Galileia ocorreram antes da Páscoa. Chega-se a esta conclusão, comparando-se a viagem de Cristo da Judeia para a Galileia, mencionada em e (por causa do aprisionamento de João Batista), com Sua viagem mencionada em (que resultou da contenda entre os discípulos de Jesus e os de João).
Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

Em apoio a essa referência, foi feita: (1) uma afirmação por Albert Ten Eyck Olmstead (Jesus in the Light of History, 281), atribuindo a leitura de Cristo de

nessa ocasião ao Seder 62d do ciclo trienal de leituras da sinagoga da Lei e dos Profetas, cujo Seder, ele declara, foi lido em 18 de dezembro de 28 d.C.; (2) afirmado que, de outro modo, haveria um silêncio singular por parte dos escritores sinóticos com relação aos episódios entre as Páscoas de 28 e 29 d.C., quando comparados ao relato completo dos episódios entre as Páscoas de 29 e 30 d.C.; e (3) enfatizado o silêncio de Lucas a respeito da presença dos discípulos com Jesus na época dessa visita a Nazaré. Argumenta-se que, depois do encontro com o nobre em Caná, Jesus foi sozinho a Nazaré, tendo enviado Seus discípulos a Cafarnaum para que não testemunhassem Sua rejeição em Nazaré.
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

Há dificuldades com relação a esse ponto de vista:

1. A declaração de Olmstead de que Jesus leu

porque esta era a leitura regular do ciclo trienal para aquele sábado específico está baseada numa lista do ciclo trienal de leituras, datada aproximadamente em 600 d.C., e encontrada no genizah (um depósito para rolos desgastados) da sinagoga de Fustat, no Cairo. Sabe-se que um ciclo trienal foi utilizado uma vez na Palestina, mas não há evidência de que trechos dos Profetas fossem utilizados nas leituras sabáticas nas sinagogas, antes da destruição do templo, em 70 d.C. Além disso, Olmstead cita Jacob Mann {The Bible as Bead and Preached in the Old Synagogue, 481, 569, 573), em apoio ao uso de como a leitura dos Profetas para o 62° Seder, sendo que Mann conclui que a leitura de não foi a leitura do ciclo trienal dos Profetas para o 62° Seder, muito tempo depois do período do NT. O argumento de que o 62° Seder do ciclo trienal fornece uma base válida para datar a primeira rejeição em Nazaré, desta forma, permanece sem confirmação. Além disso, segundo Lllen White (SP2, 110), “no término do serviço”, depois da leitura usual dos profetas e da exortação pelo ancião, "Jesus levantou-Se com calma e dignidade, e pediu-lhes que Lhe trouxessem o livro do profeta Isaías”. Aparentemente, Ele próprio fez a seleção(referência bibliográfica de Olmstead, 265).
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

2. O argumento de que o silêncio dos escritores sinóticos requer a atribuição dos episódios no ministério da Galileia entre a primeira rejeição em Nazaré e a primeira viagem à Galileia, inclusive até a Páscoa de 28-29 d.C. é, na melhor das hipóteses, um argumento para o silêncio e, como tal, não é convincente. João é tão silencioso sobre o ministério na Galileia quanto os autores dos sinóticos são silenciosos sobre o ministério na Judeia. Tanto quanto sabemos, nenhum dos autores sinóticos foi testemunha ocular do ministério na Judeia. Possivelmente, o fato de que o ministério na Judeia tenha sido improdutivo em comparação com o ministério na Galileia (ver DTN, 194, 232), levou os escritores sinóticos a ver pouco sentido num extenso relato do período anterior (ver com. de

).
Lucas 4:23

23Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; Tudo o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.

3. A terceira controvérsia também está baseada no argumento do silêncio, portanto, é inconclusiva. Assim, à primeira vista, não há evidência positiva.

Os motivos para atribuir a primeira rejeição em Nazaré à primavera de 29 d.C., depois da Páscoa, são os seguintes:

1. João diz claramente que a saída da Judeia para a Galileia, relatada por ele em

ocorreu em resultado da contenda entre os discípulos de João Batista e os de Jesus (ver ), e indica fortemente que João não estava na prisão na época em que ocorreu essa contenda (). Se João estivesse aprisionado e sua obra tivesse sido interrompida, porque haveria contenda quanto ao fato de que “Jesus fazia e batizava mais discípulos que João” ()? Ele não poderia estar batizando caso estivesse na prisão, e os discípulos dificilmente teriam iniciado a discussão sobre quem era o maior(). De acordo com o Desejado de Todas as Nações, 179, quando “os discípulos de João foram ter com ele com suas queixas" [...] a missão deste pareceu prestes a findar-se, e ainda lhe seria “possível prejudicar a obra de Cristo”, se quisesse. João ainda pregava e batizava. Na prisão, Ele pouco podia fazer para “prejudicar a obra de Cristo”. Por essas razões, parece difícil igualar a saída nos sinóticos (de ) com a de . O relato inspirado ligou a viagem anterior de Jesus apenas ao aprisionamento de João, enquanto a segunda está relacionada à controvérsia entre os dois grupos de discípulos.
João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

João 3:25-36

25Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele. 27Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. 29Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo. 30É necessário que ele cresça e que eu diminua. 31Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra, e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. 32Aquilo que ele tem visto e ouvido, isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. 33Mas o que aceitar o seu testemunho, esse confirma que Deus é verdadeiro. 34Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; porque Deus não dá o Espírito por medida. 35O Pai ama ao Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos. 36Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

João 4:1,2

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos)

João 3:23-26

23Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. 24Pois João ainda não fora lançado no cárcere. 25Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele.

João 4:1

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João

João 3:23,26,30

23Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele. 30É necessário que ele cresça e que eu diminua.

Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

2. A saída de Jesus, relatada nos sinóticos (de

) e o início do ministério na Galileia são especificamente situados por Ellen White (DTN, 231, 232; MDC, 2) depois dos episódios de João 5, que ocorreram na Páscoa de 29 d.C. À luz dessas referências do Espírito do Profecia, a saída mencionada pelos sinóticos pode ser equiparada com a mencionada em apenas se a primeira rejeição em Nazaré, o início do ministério em Cafarnaum, o chamado junto ao mar e a primeira viagem à Galileia não forem considerados como parte do ministério na Galileia.
Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

3. Jesus novamente Se referiu à mensagem de

poucas semanas mais tarde, na sinagoga em Cafarnaum (DTN, 255), e parece ter empregado palavras semelhantes às que utilizou em Nazaré, em várias ocasiões posteriores (ver DTN, 237; cf. 242). Assim, parece que a leitura de , em Nazaré, e o sermão baseado nesta passagem foram escolhidos pelo próprio Jesus(SP2, 110), e que Ele normalmente pregava sobre esse texto para estabelecer a natureza e os objetivos de Seu ministério.
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

Parece, portanto, preferível atribuir a primeira rejeição em Nazaré ao final da primavera de 29 d.C.

Análise em Cadeia
Conexões temáticas e referências cruzadas para este verso
Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

João 4:43

43Passados os dois dias partiu dali para a Galiléia.

Atos 10:37

37esta palavra, vós bem sabeis, foi proclamada por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou,

Lucas 4:1

1Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto,

Mateus 4:23-25

23E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. 24Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou. 25De sorte que o seguiam grandes multidões da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e dalém do Jordão.

Marcos 1:28

28E logo correu a sua fama por toda a região da Galiléia.

Mateus 9:26

26E espalhou-se a notícia disso por toda aquela terra.

Lucas 4:37

37E se divulgava a sua fama por todos os lugares da circunvizinhança.

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