Lucas 4:27

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27Também muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elizeu, mas nenhum deles foi purificado senão Naamã, o sírio.
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Comentário Bíblico
Adventista
Muitos leprososCBA
Lucas 4:27
Jesus concede uma iluminação adicional ao provérbio citado em (sobre a narrativa da cura de Naamã, ver ). Alguns dos “muitos leprosos [...] em Israel" aos quais Jesus Se referiu são mencionados em .
Lucas 4:23

23Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; Tudo o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.

2 Reis 5:1-19

1Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso. 2Os sírios, numa das suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samária! Pois este o curaria da sua lepra. 4Então Naamã foi notificar a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel. 5Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Foi, pois, e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6Também levou ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. 7Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, que possa matar e vivificar, para que este envie a mim um homem a fim de que eu o cure da sua lepra? Notai, peço-vos, e vede como ele anda buscando ocasião contra mim. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir ter comigo, e saberá que há profeta em Israel. 9Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Então este lhe mandou um mensageiro, a dizer-lhe: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado. 11Naamã, porém, indignado, retirou-se, dizendo: Eis que pensava eu: Certamente ele sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, passará a sua mão sobre o lugar, e curará o leproso. 12Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado? Assim se voltou e se retirou com indignação. 13Os seus servos, porém, chegaram-se a ele e lhe falaram, dizendo: Meu pai, se o profeta te houvesse indicado alguma coisa difícil, porventura não a terias cumprido? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. 14Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado. 15Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que do teu servo recebas um presente. 16Ele, porém, respondeu: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não o receberei. Naamã instou com ele para que o tomasse; mas ele recusou. 17Ao que disse Naamã: Seja assim; contudo dê-se a este teu servo terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor. 18Nisto perdoe o Senhor ao teu servo: Quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se apoiar na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor ao teu servo. 19Eliseu lhe disse: Vai em paz.

2 Reis 7:3

3Ora, quatro homens leprosos estavam à entrada da porta; e disseram uns aos outros: Para que ficamos nós sentados aqui até morrermos?

Nota Adicional a Lucas 4CBA
Lucas 4:1-44
Há divergência quanto a primeira rejeição em Nazaré ter ocorrido antes ou depois da Páscoa de 29 d.C. Segundo um ponto de vista, esta visita a Nazaré e os episódios transcorridos até completar a primeira viagem pela Galileia ocorreram antes da Páscoa. Chega-se a esta conclusão, comparando-se a viagem de Cristo da Judeia para a Galileia, mencionada em e (por causa do aprisionamento de João Batista), com Sua viagem mencionada em (que resultou da contenda entre os discípulos de Jesus e os de João).
Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

Em apoio a essa referência, foi feita: (1) uma afirmação por Albert Ten Eyck Olmstead (Jesus in the Light of History, 281), atribuindo a leitura de Cristo de

nessa ocasião ao Seder 62d do ciclo trienal de leituras da sinagoga da Lei e dos Profetas, cujo Seder, ele declara, foi lido em 18 de dezembro de 28 d.C.; (2) afirmado que, de outro modo, haveria um silêncio singular por parte dos escritores sinóticos com relação aos episódios entre as Páscoas de 28 e 29 d.C., quando comparados ao relato completo dos episódios entre as Páscoas de 29 e 30 d.C.; e (3) enfatizado o silêncio de Lucas a respeito da presença dos discípulos com Jesus na época dessa visita a Nazaré. Argumenta-se que, depois do encontro com o nobre em Caná, Jesus foi sozinho a Nazaré, tendo enviado Seus discípulos a Cafarnaum para que não testemunhassem Sua rejeição em Nazaré.
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

Há dificuldades com relação a esse ponto de vista:

1. A declaração de Olmstead de que Jesus leu

porque esta era a leitura regular do ciclo trienal para aquele sábado específico está baseada numa lista do ciclo trienal de leituras, datada aproximadamente em 600 d.C., e encontrada no genizah (um depósito para rolos desgastados) da sinagoga de Fustat, no Cairo. Sabe-se que um ciclo trienal foi utilizado uma vez na Palestina, mas não há evidência de que trechos dos Profetas fossem utilizados nas leituras sabáticas nas sinagogas, antes da destruição do templo, em 70 d.C. Além disso, Olmstead cita Jacob Mann {The Bible as Bead and Preached in the Old Synagogue, 481, 569, 573), em apoio ao uso de como a leitura dos Profetas para o 62° Seder, sendo que Mann conclui que a leitura de não foi a leitura do ciclo trienal dos Profetas para o 62° Seder, muito tempo depois do período do NT. O argumento de que o 62° Seder do ciclo trienal fornece uma base válida para datar a primeira rejeição em Nazaré, desta forma, permanece sem confirmação. Além disso, segundo Lllen White (SP2, 110), “no término do serviço”, depois da leitura usual dos profetas e da exortação pelo ancião, "Jesus levantou-Se com calma e dignidade, e pediu-lhes que Lhe trouxessem o livro do profeta Isaías”. Aparentemente, Ele próprio fez a seleção(referência bibliográfica de Olmstead, 265).
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

2. O argumento de que o silêncio dos escritores sinóticos requer a atribuição dos episódios no ministério da Galileia entre a primeira rejeição em Nazaré e a primeira viagem à Galileia, inclusive até a Páscoa de 28-29 d.C. é, na melhor das hipóteses, um argumento para o silêncio e, como tal, não é convincente. João é tão silencioso sobre o ministério na Galileia quanto os autores dos sinóticos são silenciosos sobre o ministério na Judeia. Tanto quanto sabemos, nenhum dos autores sinóticos foi testemunha ocular do ministério na Judeia. Possivelmente, o fato de que o ministério na Judeia tenha sido improdutivo em comparação com o ministério na Galileia (ver DTN, 194, 232), levou os escritores sinóticos a ver pouco sentido num extenso relato do período anterior (ver com. de

).
Lucas 4:23

23Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; Tudo o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.

3. A terceira controvérsia também está baseada no argumento do silêncio, portanto, é inconclusiva. Assim, à primeira vista, não há evidência positiva.

Os motivos para atribuir a primeira rejeição em Nazaré à primavera de 29 d.C., depois da Páscoa, são os seguintes:

1. João diz claramente que a saída da Judeia para a Galileia, relatada por ele em

ocorreu em resultado da contenda entre os discípulos de João Batista e os de Jesus (ver ), e indica fortemente que João não estava na prisão na época em que ocorreu essa contenda (). Se João estivesse aprisionado e sua obra tivesse sido interrompida, porque haveria contenda quanto ao fato de que “Jesus fazia e batizava mais discípulos que João” ()? Ele não poderia estar batizando caso estivesse na prisão, e os discípulos dificilmente teriam iniciado a discussão sobre quem era o maior(). De acordo com o Desejado de Todas as Nações, 179, quando “os discípulos de João foram ter com ele com suas queixas" [...] a missão deste pareceu prestes a findar-se, e ainda lhe seria “possível prejudicar a obra de Cristo”, se quisesse. João ainda pregava e batizava. Na prisão, Ele pouco podia fazer para “prejudicar a obra de Cristo”. Por essas razões, parece difícil igualar a saída nos sinóticos (de ) com a de . O relato inspirado ligou a viagem anterior de Jesus apenas ao aprisionamento de João, enquanto a segunda está relacionada à controvérsia entre os dois grupos de discípulos.
João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

João 3:25-36

25Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele. 27Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. 29Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo. 30É necessário que ele cresça e que eu diminua. 31Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra, e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. 32Aquilo que ele tem visto e ouvido, isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. 33Mas o que aceitar o seu testemunho, esse confirma que Deus é verdadeiro. 34Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; porque Deus não dá o Espírito por medida. 35O Pai ama ao Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos. 36Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

João 4:1,2

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos)

João 3:23-26

23Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. 24Pois João ainda não fora lançado no cárcere. 25Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele.

João 4:1

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João

João 3:23,26,30

23Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. 26E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele. 30É necessário que ele cresça e que eu diminua.

Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

2. A saída de Jesus, relatada nos sinóticos (de

) e o início do ministério na Galileia são especificamente situados por Ellen White (DTN, 231, 232; MDC, 2) depois dos episódios de João 5, que ocorreram na Páscoa de 29 d.C. À luz dessas referências do Espírito do Profecia, a saída mencionada pelos sinóticos pode ser equiparada com a mencionada em apenas se a primeira rejeição em Nazaré, o início do ministério em Cafarnaum, o chamado junto ao mar e a primeira viagem à Galileia não forem considerados como parte do ministério na Galileia.
Mateus 4:12

12Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

Marcos 1:14

14Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus

João 4:1-3

1Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) 3deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.

3. Jesus novamente Se referiu à mensagem de

poucas semanas mais tarde, na sinagoga em Cafarnaum (DTN, 255), e parece ter empregado palavras semelhantes às que utilizou em Nazaré, em várias ocasiões posteriores (ver DTN, 237; cf. 242). Assim, parece que a leitura de , em Nazaré, e o sermão baseado nesta passagem foram escolhidos pelo próprio Jesus(SP2, 110), e que Ele normalmente pregava sobre esse texto para estabelecer a natureza e os objetivos de Seu ministério.
Isaías 61:1-3

1O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; 3a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado.

Parece, portanto, preferível atribuir a primeira rejeição em Nazaré ao final da primavera de 29 d.C.

Veja Também
Referências em livros
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Lucas 4:23-27 Pág. 238
O Desejado de Todas as Nações

Não É Este o Filho do Carpinteiro?

Cover
Lucas 4:27 Pág. 253
Profetas e Reis

Naamã

Análise em Cadeia
Conexões temáticas e referências cruzadas para este verso
1 Reis 19:19-21

19Partiu, pois, Elias dali e achou Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, estando ele com a duodécima; chegando-se Elias a Eliseu, lançou a sua capa sobre ele. 20Então, deixando este os bois, correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. Respondeu-lhe Elias: Vai, volta; pois, que te fiz eu? 21Voltou, pois, de o seguir, tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu a carne, e a deu ao povo, e comeram. Então se levantou e seguiu a Elias, e o servia.

Mateus 12:4

4Como entrou na casa de Deus, e como eles comeram os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem a seus companheiros, mas somente aos sacerdotes?

João 17:12

12Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.

2 Reis 5:1-27

1Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso. 2Os sírios, numa das suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samária! Pois este o curaria da sua lepra. 4Então Naamã foi notificar a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel. 5Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Foi, pois, e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6Também levou ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. 7Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, que possa matar e vivificar, para que este envie a mim um homem a fim de que eu o cure da sua lepra? Notai, peço-vos, e vede como ele anda buscando ocasião contra mim. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir ter comigo, e saberá que há profeta em Israel. 9Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Então este lhe mandou um mensageiro, a dizer-lhe: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado. 11Naamã, porém, indignado, retirou-se, dizendo: Eis que pensava eu: Certamente ele sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, passará a sua mão sobre o lugar, e curará o leproso. 12Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado? Assim se voltou e se retirou com indignação. 13Os seus servos, porém, chegaram-se a ele e lhe falaram, dizendo: Meu pai, se o profeta te houvesse indicado alguma coisa difícil, porventura não a terias cumprido? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. 14Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado. 15Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que do teu servo recebas um presente. 16Ele, porém, respondeu: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não o receberei. Naamã instou com ele para que o tomasse; mas ele recusou. 17Ao que disse Naamã: Seja assim; contudo dê-se a este teu servo terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor. 18Nisto perdoe o Senhor ao teu servo: Quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se apoiar na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor ao teu servo. 19Eliseu lhe disse: Vai em paz. 20Quando Naamã já ia a uma pequena distância, Geazi, moço de Eliseu, o homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da mão dele coisa alguma do que trazia; vive o Senhor, que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa. 21Foi pois, Geazi em alcance de Naamã. Este, vendo que alguém corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo, e perguntou: Vai tudo bem? 22Respondeu ele: Tudo vai bem. Meu senhor me enviou a dizer-te: Eis que agora mesmo vieram a mim dois mancebos dos filhos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupa. 23Disse Naamã: Sê servido de tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupa, e pô-los sobre dois dos seus moços, os quais os levaram adiante de Geazi. 24Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das mãos deles e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e eles se foram. 25Mas ele entrou e pôs-se diante de seu amo. Então lhe perguntou Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma. 26Eliseu porém, lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro ao teu encontro? Era isto ocasião para receberes prata e roupa, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? 27Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então Geazi saiu da presença dele leproso, branco como a neve.

Jó 21:22

22Acaso se ensinará ciência a Deus, a ele que julga os excelsos?

Jó 33:13

13Por que razão contendes com ele por não dar conta dos seus atos?

Jó 36:23

23Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou quem poderá dizer: Tu praticaste a injustiça?

Daniel 4:35

35E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?

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Referências em livros
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Lucas 4:23-27 Pág. 238
O Desejado de Todas as Nações

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Lucas 4:27 Pág. 253
Profetas e Reis

Naamã

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