23porém te elevaste contra o Senhor do céu; pois foram trazidos a tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus grandes, as tua mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.:
2E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. 3Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; 4ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. 31Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Oh! este povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro.
26E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço. 27Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa.
4Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. 5Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; 6têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; 7têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. 8Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.
19Quanto ao ídolo, o artífice o funde, e o ourives o cobre de ouro, e forja cadeias de prata para ele. 20O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não apodrece; procura para si um artífice perito, para gravar uma imagem que não se pode mover. 21Porventura não sabeis? porventura não ouvis? ou desde o princípio não se vos notificou isso mesmo? ou não tendes entendido desde a fundação da terra? 22E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar. 23E ele o que reduz a nada os príncipes, e torna em coisa vã os juízes da terra. 24Na verdade, mal se tem plantado, mal se tem semeado e mal se tem arraigado na terra o seu tronco, quando ele sopra sobre eles, e secam-se, e a tempestade os leva como à pragana. 25A quem, pois, me comparareis, para que eu lhe seja semelhante? diz o Santo. 26Levantai ao alto os vossos olhos, e vede: quem criou estas coisas? Foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por ser ele grande em força, e forte em poder, nenhuma faltará. 27Por que dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está escondido ao Senhor, e o meu juízo passa despercebido ao meu Deus? 28Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento. 29Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. 30Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, 31mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
NabucodonosorCBA
Daniel 3:18Ora, no quinto mês, no sétimo dia do mês, no ano décimo nono de Nabucodonozor, rei de Babilônia, veio a Jerusalém Nebuzaradão, capitão da guarda, servo do rei de Babilônia; 9e queimou a casa do Senhor e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; todas as casas de importância, ele as queimou. 10E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou os muros em redor de Jerusalém.
É certo que os eventos narrados neste capítulo ocorreram depois daqueles do cap. 2, porque
12Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste. 30Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego na província de Babilonia.
49A pedido de Daniel, o rei constituiu superintendentes sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na corte do rei.
28Falou Nabucodonozor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, o qual enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele e frustraram a ordem do rei, escolhendo antes entregar os seus corpos, do que servir ou adorar a deus algum, senão o seu Deus. 29Por mim, pois, é feito um decreto, que todo o povo, nação e língua que proferir blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro deus que possa livrar desta maneira.
34Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração. 35E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? 36No mesmo tempo voltou a mim o meu entendimento; e para a glória do meu reino voltou a mim a minha majestade e o meu resplendor. Buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentada excelente grandeza. 37Agora, pois, eu, Nabucodonozor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são retas, e os seus caminhos justos, e ele pode humilhar aos que andam na soberba.
A influência do sonho (Dn 2) sobre os eventos do cap. 3 (ver PR, 504, 505) implica que os eventos do cap. 3 não podem ser datados na última parte do reinado de Nabucodonosor. Alguns sugerem a data 594/593, pela seguinte razão: essa data coincide com o quarto ano de Zedequias, que nesse ano viajou a Babilônia (
59A palavra que Jeremias, o profeta, mandou a Seraías, filho de Nerias, filho de Maséias, quando ia com Zedequias, rei de Judá, a Babilônia, no quarto ano do seu reinado. Ora, Seraías era o camareiro-mor.
2Então o rei Nabucodonozor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à dedicação da estátua que ele fizera levantar.
O porquê de não se mencionar Daniel na narrativa é uma pergunta sem resposta. Não é possível saber se ele estava enfermo ou ausente, por causa de importante missão. Alguns conjecturam que, envergonhado por ter rejeitado a mensagem do sonho, o rei teria feito arranjos para enviar Daniel para longe, a fim de tratar de questões importantes. Porém, há certeza de que, se fosse provado, Daniel teria se mantido tão leal quanto seus companheiros.
Imagem de ouroCBA
Daniel 3:138e em cuja mão ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.
Sessenta côvados de alturaCBA
Daniel 3:1Críticos apontam as proporções da imagem, 60 x 6 côvados, cerca de 27 x 3 m, como evidência do caráter lendário da história, porque as proporções da figura humana são inferiores a 5 x 1. No entanto, não se sabe a aparência da imagem. É bem possível que a parte da imagem em si medisse menos que a metade da altura total e fica sse num pedestal de 30 côvados de altura ou mais, de forma que toda a estrutura, pedestal e imagem, tivesse 60 côvados de altura. A Estátua da Liberdade, em Nova York, tem uma altura total de 92 m, e metade disso é o pedestal; a imagem tem 46 m dos pés ao topo da cabeça. J. A. Montgomery observa que a palavra aramaica tselem, traduzida como "imagem", é usada numa inscrição aramaica do 7° século encontrada em Nerab, próximo a Alepo, para descrever uma estela que está esculpida parcialmente. Apenas a parte superior está decorada com o relevo do busto de um corpo humano. Portanto, tselern, "imagem", não se limita à descrição de uma figura humana ou outra representação, mas pode incluir também o pedestal.
Na história, há paralelos dessa enorme imagem. Pausânias (geógrafo grego, c. 115-180 d.C.) descreve o Apolo Amicleano, uma coluna estreita, com cabeça, braços e pés na forma humana. Os Colossos de Memnon, da antiga Tebas, no alto Egito, foram construídos de pedra e eram representações do rei Amenhotep III. As ruínas ainda permanecem, com cerca de 20m de altura. O melhor paralelo antigo talvez seja o Colosso de Rodes que representa o deus Hélios. Foi construído do material de guerra deixado para trás quando Demétrio Poliorcetes levantou seu inútil cerco da ilha em 305-304 a.C. O Colosso levou 12 anos para ser construído. Era feito de folhas de metal que cobriam uma estrutura, e chegava à altura de 70 côvados, lO côvados a mais que a imagem de Nabucodonosor. Por volta de 225 a.C., um terremoto demoliu o Colosso. Ele ficou em ruínas por aproximadamente 900 anos, até que os sarracenos o venderam como sucata.
No campo de DuraCBA
Daniel 3:1