) quando começou a falar. Apesar de algumas diferenças no relato do sermão e sobre as circunstâncias de seus ouvintes, conforme narrado por Mateus e Lucas, não se pode questionar o lato de que esses dois relatos se refiram à mesma ocasião. As semelhanças superam as supostas diferenças, e as diferenças são mais aparentes do que reais. O sermão, sem dúvida, foi muito mais longo, e os dois escritores apresentam resumos independentes. Eles incorporam em suas sinopses características que o Espírito Santo lhes impressionou a incluir. Dessa forma, os relatos não são excludentes, mas complementares. Portanto, todos os pontos mencionados por ambos os evangelistas devem ser aceitos. Desse modo, é um privilégio ter um relato mais completo daquilo que Jesus disse nessa ocasião do que um único relato forneceria (ver Nota Adicional 2 a Mateus 3).
Lucas 6:20
20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
O relato de Mateus do sermão é praticamente três vezes mais longo que o de Lucas. Isso pode ser devido ao fato de que Mateus estava mais preocupado com os ensinamentos de Jesus. A preocupação principal de Lucas, como afirma claramente no seu prólogo (
), era o aspecto histórico. O relato de Mateus do Sermão do Monte contém muitas informações que Lucas não menciona, embora Lucas relate algumas coisas que Mateus omite.
Lucas 1:1-4
1Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra, 3também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. 4para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído.
Os principais pontos de semelhança são os seguintes:
3Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 4Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
Lucas 6:20,21
20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
1Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Lucas 6:22,23
22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. 23Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas.
39Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; 40e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; 41e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. 42Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.
Lucas 6:27-30
27Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. 30Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
42Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes. 43Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. 44Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; 45para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. 46Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? 47E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo? 48Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.
Lucas 6:32-36
32Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
1Não julgueis, para que não sejais julgados. 2Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
Lucas 6:37,38
37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.
3E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? 4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
Lucas 6:41,42
41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
16Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? 17Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Lucas 6:43-46
43Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 46E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?
24Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. 25E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.
Lucas 6:47-49
47Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 48É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em Mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores (ver com. de
17E Jesus, descendo com eles, parou num lugar plano, onde havia não só grande número de seus discípulos, mas também grande multidão do povo, de toda a Judéia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinham vindo para ouví-lo e serem curados das suas doenças; 18e os que eram atormentados por espíritos imundos ficavam curados. 19E toda a multidão procurava tocar-lhe; porque saía dele poder que curava a todos. 20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. 23Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas. 24Mas ai de vós que sois ricos! porque já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, os que agora estais fartos! porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! porque vos lamentareis e chorareis. 26Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas. 27Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. 30Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. 31Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também. 32Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós. 39E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco? 40Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre. 41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 46E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? 47Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 48É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
No Sermão do Monte, Cristo falou da natureza de Seu reino. Ele também refutou as falsas ideias sobre o reino do Messias que foram inculcadas na mente do povo pelos líderes judeus (MDC, 1, 3; ver com. de
). O Sermão do Monte apresenta um contraste notável entre o cristianismo e o judaísmo da época de Cristo.
Mateus 3:2
2dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
Mateus 4:17
17Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.
Para apreciar de forma plena a importância cia do Sermão do Monte é preciso entender não apenas cada princípio como é individualmente apresentado, mas também a relação de cada um com o todo. O discurso constitui uma unidade que não é percebida pelo leitor casual. O esboço enfatiza essa unidade inerente e apresenta a relação das várias partes do discurso com o sermão como um todo.
Comentário Bíblico
Ellen G. White e Outros
Suficiente para evitar confusão
Mateus 5:1-12
Um estudo do maravilhoso sermão de Cristo no monte ensinará ao crente quais devem ser as características daqueles a quem o Senhor chama de “bem-aventurados”.
Agradeço ao Senhor que orientações tão claras são dados aos crentes. Se não tivéssemos outra instrução senão a contida nestas poucas palavras, aqui é suficiente, para que ninguém fique confuso. Mas temos uma Bíblia inteira cheia de instruções preciosas. Ninguém precisa estar em trevas e incertezas. Os que buscarão pela fé e oração e fervoroso estudo das Escrituras obter as virtudes aqui apresentadas, serão facilmente distinguidos dos que não andam na luz. Aqueles que se recusam a seguir um “Assim diz o Senhor” não terão desculpa para apresentar por sua persistente resistência à Palavra de Deus ( Carta 258, 1907 ).
Palavras de um Caráter Diferente
Mateus 5:1-12
Como se envolto em uma nuvem de brilho celestial, Cristo pronunciou do monte das bem-aventuranças Suas bênçãos. As palavras faladas por Ele eram de caráter inteiramente diferente daquelas que saíam dos lábios dos escribas e fariseus. Aqueles a quem Ele declarou bem-aventurados eram os mesmos que eles teriam denunciado como malditos de Deus. Para aquela grande multidão de pessoas, Ele declarou que poderia dispensar os tesouros da eternidade a quem Ele quisesse. Embora Sua divindade estivesse revestida de humanidade, Ele pensava que não era roubo ser igual a Deus. Desse modo público, Ele descreveu os atributos daqueles que deveriam compartilhar as recompensas eternas. Ele apontou em particular aqueles que sofreriam perseguição por causa do Seu nome. Eles deveriam ser ricamente abençoados, tornando-se herdeiros de Deus e co-herdeiros com Jesus Cristo.Manuscrito 72, 1901 ).
Um tesouro de bondade
Mateus 5:1-12
Cristo ansiava por encher o mundo com uma paz e alegria que fossem semelhantes às encontradas no mundo celestial.
Com clareza e poder, Ele pronunciou as palavras que deveriam ser transmitidas aos nossos dias como um tesouro de bondade. Que palavras preciosas elas eram, e quão cheias de encorajamento. De Seus lábios divinos caíram com plenitude e abundante segurança as bênçãos que mostraram ser Ele a fonte de toda a bondade, e que era Sua prerrogativa abençoar e impressionar a mente de todos os presentes. Ele estava empenhado em Sua província sagrada e peculiar, e os tesouros da eternidade estavam sob Seu comando. Na disposição deles, Ele não conhecia controle. Não foi roubo para Ele agir no ofício de Deus. Em Suas bênçãos, Ele abraçou aqueles que deveriam compor Seu reino neste mundo. Ele havia trazido ao mundo todas as bênçãos essenciais para a felicidade e alegria de cada alma, e diante daquela vasta assembléia apresentou as riquezas da graça do céu.
Aqui Ele especificou quem deveria ser o súdito de Seu reino celestial. Ele não disse uma palavra para lisonjear os homens da mais alta autoridade, os dignitários do mundo. Mas Ele apresenta todos os traços de caráter que devem ser possuídos pelo povo peculiar que formará a família real no reino dos céus. Ele especifica aqueles que se tornarão herdeiros de Deus e co-herdeiros Dele. Ele proclama publicamente Sua escolha de súditos e designa-lhes seu lugar em Seu serviço como unidos a Si mesmo. Aqueles que possuem o caráter especificado compartilharão com Ele as bênçãos, a glória e a honra que sempre Lhe serão concedidas.
Aqueles que são assim distintos e abençoados serão um povo peculiar, negociando com os dons do Senhor. Ele fala daqueles que sofrerão por amor de Seu nome, recebendo uma grande recompensa no reino dos céus. Ele falou com a dignidade de Alguém que tinha autoridade ilimitada, Alguém que tinha todas as vantagens celestiais para conceder àqueles que O recebessem como seu Salvador.
Os homens podem usurpar a autoridade de grandeza neste mundo; mas Cristo não os reconhece; eles são usurpadores.
Houve ocasiões em que Cristo falava com uma autoridade que enviava Suas palavras para casa com força irresistível, com um senso avassalador da grandeza do orador, e os instrumentos humanos se reduziram a nada em comparação com Aquele que os antecedeu. Eles ficaram profundamente comovidos; suas mentes ficaram impressionadas de que Ele estava repetindo a ordem da mais excelente glória. Quando Ele convocou o mundo para ouvir, eles ficaram fascinados e em transe, e a convicção veio a suas mentes. Cada palavra fez para si um lugar, e os ouvintesacreditou e recebeu as palavras que eles não tinham poder para resistir. Cada palavra que proferiu parecia aos ouvintes a vida de Deus. Ele estava dando evidência de que era a luz do mundo e a autoridade da igreja, reivindicando preeminência sobre todos eles ( Manuscrito 118, 1905 ).
Comentário Bíblico
Mathew Henry
NotaMATHEW HENRY
Mateus 5:1-2
Ninguém achará felicidade neste mundo ou no vindouro se não a buscar em Cristo através do governo de sua Palavra. Ele lhes ensinou o que era o mal que eles deveriam aborrecer, qual é o bem que devem buscar e em qual abundar.
Veja Também
Referências em livros
Mateus 5:2Pág. 2
A Maravilhosa Graça de Deus
Boas novas do reino, 1 de Janeiro
Mateus 5:2Pág. 221
Conselhos sobre a Educação
Aos professores de nossas escolas
Análise em Cadeia
Conexões temáticas e referências cruzadas para este verso
Mateus 13:35
35para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.
Jó 3:1
1Depois disso abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia.
Salmos 78:1,2
1Escutai o meu ensino, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. 2Abrirei a minha boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade,
Provérbios 8:6
6Ouvi vós, porque profiro coisas excelentes; os meus lábios se abrem para a eqüidade.
Provérbios 31:8,9
8Abre a tua boca a favor do mudo, a favor do direito de todos os desamparados. 9Abre a tua boca; julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados.
Lucas 6:20
20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
Atos 8:35
35Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.
Atos 10:34
34Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas;
Atos 18:14
14E, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se de fato houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime perverso, com razão eu vos sofreria;
Efésios 6:19
19e por mim, para que me seja dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho,
Almeida Revista e Atualizada
Cortesia: bible.com
Almeida Revista e Corrigida
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Nova Almeida Atualizada
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Nova Versão Internacional
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Nova Nova Bíblia Viva
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Nova Tradução na Linguagem de Hoje
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Nova Versão Transformadora
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Traduçao Brasileira
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Ele passou a ensiná-losCBA
Mateus 5:220Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
O relato de Mateus do sermão é praticamente três vezes mais longo que o de Lucas. Isso pode ser devido ao fato de que Mateus estava mais preocupado com os ensinamentos de Jesus. A preocupação principal de Lucas, como afirma claramente no seu prólogo (
1Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra, 3também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. 4para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído.
Os principais pontos de semelhança são os seguintes:
3Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 4Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
1Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. 23Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas.
39Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; 40e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; 41e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. 42Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.
27Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. 30Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
42Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes. 43Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. 44Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; 45para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. 46Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? 47E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo? 48Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.
32Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
1Não julgueis, para que não sejais julgados. 2Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.
3E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? 4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
12Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
31Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.
16Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? 17Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
43Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 46E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?
24Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. 25E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.
47Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 48É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em Mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores (ver com. de
17E Jesus, descendo com eles, parou num lugar plano, onde havia não só grande número de seus discípulos, mas também grande multidão do povo, de toda a Judéia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinham vindo para ouví-lo e serem curados das suas doenças; 18e os que eram atormentados por espíritos imundos ficavam curados. 19E toda a multidão procurava tocar-lhe; porque saía dele poder que curava a todos. 20Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. 23Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas. 24Mas ai de vós que sois ricos! porque já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, os que agora estais fartos! porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! porque vos lamentareis e chorareis. 26Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas. 27Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. 30Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. 31Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também. 32Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós. 39E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco? 40Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre. 41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 46E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? 47Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 48É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
No Sermão do Monte, Cristo falou da natureza de Seu reino. Ele também refutou as falsas ideias sobre o reino do Messias que foram inculcadas na mente do povo pelos líderes judeus (MDC, 1, 3; ver com. de
2dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
17Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.
Para apreciar de forma plena a importância cia do Sermão do Monte é preciso entender não apenas cada princípio como é individualmente apresentado, mas também a relação de cada um com o todo. O discurso constitui uma unidade que não é percebida pelo leitor casual. O esboço enfatiza essa unidade inerente e apresenta a relação das várias partes do discurso com o sermão como um todo.