39Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu. 41Disse mais Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito. 42E Faraó tirou da mão o seu anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. 43Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito. 44Ainda disse Faraó a José: Eu sou Faraó; sem ti, pois, ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito. 45Faraó chamou a José Zafnate-Paneã, e deu-lhe por mulher Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois saiu José por toda a terra do Egito. 46Ora, José era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito. 47Durante os sete anos de fartura a terra produziu a mancheias; 48e José ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito, e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade, guardou-o dentro da mesma. 49Assim José ajuntou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar; porque não se podia mais contá-lo. 50Antes que viesse o ano da fome, nasceram a José dois filhos, que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51E chamou José ao primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. 52Ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição. 53Acabaram-se, então, os sete anos de fartura que houve na terra do Egito; 54e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras; porém, em toda a terra do Egito havia pão. 55Depois toda a terra do Egito teve fome, e o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei. 56De modo que, havendo fome sobre toda a terra, abriu José todos os depósitos, e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito. 57Também de todas as terras vinham ao Egito, para comprarem de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.
6este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. 7Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos netinins, no sétimo ano do rei Artaxerxes. 8No quinto mês Esdras chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei. 9Pois no primeiro dia do primeiro mês ele partiu de Babilônia e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, graças à mão benéfica do seu Deus sobre ele. 10Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças. 11Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu a Esdras, o sacerdote, o escriba instruído nas palavras dos mandamentos do Senhor e dos seus estatutos para Israel:
4Então o rei me perguntou: Que me pedes agora? Orei, pois, ao Deus do céu, 5e disse ao rei: Se for do agrado do rei, e se teu servo tiver achado graça diante de ti, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. 6Então o rei, estando a rainha assentada junto a ele, me disse: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu certo prazo.
46Então o rei Nabucodonozor caiu com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves. 47Respondeu o rei a Daniel, e disse: Verdadeiramente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos mistérios, pois pudeste revelar este misterio. 48Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador sobre toda a província de Babilônia, como também o fez chefe principal de todos os sábios de Babilônia. 49A pedido de Daniel, o rei constituiu superintendentes sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na corte do rei.
20E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Ó Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar- te dos leões? 21Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre. 22O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, e eles não me fizeram mal algum; porque foi achada em mim inocência diante dele; e também diante de ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. 23Então o rei muito se alegrou, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e não se achou nele lesão alguma, porque ele havia confiado em seu Deus.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
O reiCBA
Provérbios 22:1113Lábios justos são o prazer dos reis; e eles amam aquele que fala coisas retas.
Nota Adicional a Provérbios 22CBA
Provérbios 22:1-29A série de paralelos é evidente, mas isso não prova quem copiou de quem. Uma vez que a fama da sabedoria de Salomão se es palhou para nações distantes, Amenemope pode ter se apropriado de alguns provérbios de Salomão, assim como Salomão pode ter usado os de Amenemope. A solução para o problema de quem escreveu primeiro depende da época de origem de ambas as coleções de provérbios. A história de Israel só conhece um autor possível para os Provérbios do Antigo Testamento, que é Salomão, que viveu no século 10 a.C., conforme concordam todos os historiadores.
Em contrapartida, não se sabe em que época Amenemope viveu. O estudo do documento com seus provérbios apresenta o panorama explicitado a seguir. Os especialistas em datar manuscritos egípcios antigos pela caligrafia dizem que dificilmente teria sido escrito antes do rei egípcio Takelot I (aproximadamente 893-870 a.C.), da 22a dinastia, mas podem ter sido escritos até o 4° século a.C. Os nomes encontrados no documento ocorrem no Egito de 1100 a 600 a.C. A gramática e o vocabulário empregados se encaixam no período entre 800 e 500 a.C. Portanto, a análise da caligrafia, dos nomes pró prios, da gramática e do vocabulário mostra que os quatro critérios usados para a datação da obra de Amenemope se sobrepõem entre 800 e 600 a.C. Isso leva à conclusão de que os provérbios de Amenemope se originaram durante esse período e que são, pelo menos, 150 anos mais tardios que os de Salomão.
Somente os eruditos que não aceitam a autoria salomônica do livro bíblico de Provérbios, defendendo que este se originou séculos depois da época de Salomão, podem argumentar em favor da primazia de Amenemope. Todavia, os estudiosos das Escrituras, que aceitam Salomão como o autor de Provérbios, explicam os paralelos entre os livros presumindo que alguns dos provérbios de Salomão chegaram ao Egito e foram usados por Amenemope em sua antologia de provérbios, na qual podem ser vistos com uma feição egípcia.