7Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre; 8antes lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. 9Guarda-te, que não haja pensamento vil no teu coração e venhas a dizer: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão; e que o teu olho não seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado. 10Livremente lhe darás, e não fique pesaroso o teu coração quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra, e em tudo no que puseres a mão. 11Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.
16Se tenho negado aos pobres o que desejavam, ou feito desfalecer os olhos da viúva, 17ou se tenho comido sozinho o meu bocado, e não tem comido dele o órfão também 18(pois desde a minha mocidade o órfão cresceu comigo como com seu pai, e a viúva, tenho-a guiado desde o ventre de minha mãe); 19se tenho visto alguém perecer por falta de roupa, ou o necessitado não ter com que se cobrir; 20se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com os velos dos meus cordeiros;
1Bem-aventurado é aquele que considera o pobre; o Senhor o livrará no dia do mal. 2O Senhor o guardará, e o conservará em vida; será abençoado na terra; tu, Senhor não o entregarás à vontade dos seus inimigos. 3O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu lhe amaciarás a cama na sua doença.
7Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? 8Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor será a tua retaguarda. 9Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente; 10e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia. 11O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham. 12E os que de ti procederem edificarão as ruínas antigas; e tu levantarás os fundamentos de muitas gerações; e serás chamado reparador da brecha, e restaurador de veredas para morar.
34Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; 36estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. 37Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? 39Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? 40E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.
35Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. 36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.
6Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará, 7Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 8E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; 9conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. 10Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça. 11enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.
Comentários Bíblicos
Análises teológicas e notas explicativasComentário Bíblico
Será abençoadoCBA
Provérbios 22:98O que semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará.
6Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará,
Nota Adicional a Provérbios 22CBA
Provérbios 22:1-29A série de paralelos é evidente, mas isso não prova quem copiou de quem. Uma vez que a fama da sabedoria de Salomão se es palhou para nações distantes, Amenemope pode ter se apropriado de alguns provérbios de Salomão, assim como Salomão pode ter usado os de Amenemope. A solução para o problema de quem escreveu primeiro depende da época de origem de ambas as coleções de provérbios. A história de Israel só conhece um autor possível para os Provérbios do Antigo Testamento, que é Salomão, que viveu no século 10 a.C., conforme concordam todos os historiadores.
Em contrapartida, não se sabe em que época Amenemope viveu. O estudo do documento com seus provérbios apresenta o panorama explicitado a seguir. Os especialistas em datar manuscritos egípcios antigos pela caligrafia dizem que dificilmente teria sido escrito antes do rei egípcio Takelot I (aproximadamente 893-870 a.C.), da 22a dinastia, mas podem ter sido escritos até o 4° século a.C. Os nomes encontrados no documento ocorrem no Egito de 1100 a 600 a.C. A gramática e o vocabulário empregados se encaixam no período entre 800 e 500 a.C. Portanto, a análise da caligrafia, dos nomes pró prios, da gramática e do vocabulário mostra que os quatro critérios usados para a datação da obra de Amenemope se sobrepõem entre 800 e 600 a.C. Isso leva à conclusão de que os provérbios de Amenemope se originaram durante esse período e que são, pelo menos, 150 anos mais tardios que os de Salomão.
Somente os eruditos que não aceitam a autoria salomônica do livro bíblico de Provérbios, defendendo que este se originou séculos depois da época de Salomão, podem argumentar em favor da primazia de Amenemope. Todavia, os estudiosos das Escrituras, que aceitam Salomão como o autor de Provérbios, explicam os paralelos entre os livros presumindo que alguns dos provérbios de Salomão chegaram ao Egito e foram usados por Amenemope em sua antologia de provérbios, na qual podem ser vistos com uma feição egípcia.